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É Hoje: Para ser Tri da América, Grêmio recebe o Lanús na Arena

A grande final da Copa Libertadores da América chegou. Nesta quarta-feira, na Arena, o Grêmio terá a primeira batalha contra o Lanús. O Tricolor Gaúcho luta pelo Tricampeonato enquanto o time argentino tenta o título inédito para o clube. O confronto marca a 14ª final da Libertadores decidida em disputa entre brasileiros e argentinos. Os hermanos estão levando a melhor, com nove títulos contra apenas quatro dos brasileiros. O Grêmio vai para a quinta decisão do torneio e tenta quebrar um tabu, pois as duas vezes que foi vice-campeão foram finais contra argentinos.
O Grêmio tem apenas dois atletas pendurados: o zagueiro Walter Kannemann e o lateral-direito Edílson. O técnico Renato Portaluppi vai contar com o grupo principal em peso e deve repetir a escalação do confronto contra o Barcelona-EQU, na semifinal da competição. Os únicos mistérios seriam no meio de campo. Na extrema-esquerda, Fernandinho e Everton disputam a posição. A tendência é que o primeiro seja o escolhido pelo comandante tricolor. Na volância, Michel e Jailson são as opções para formar dupla com Arthur. O garoto Jailson deve levar a melhor e ser o escolhido para iniciar o duelo.
O Lanús vai entrar em campo com cinco jogadores considerados titulares. São eles: o goleiro Andrada, o lateral-direito Gómez, o zagueiro Braghieri e os meio-campistas Marcone e Martínez. Sem ser o favorito dos confrontos que o Lanús chegou até a final da Libertadores e surpreendeu muita gente. Principalmente após eliminar o compatriota River Plate na semifinal em virada histórica. Para o duelo desta quarta-feira, o técnico Jorge Almirón vai contar com a equipe completa e manter o esquema 4-3-3.

FICHA TÉCNICA
GRÊMIO X LANÚS
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Data: 22 de novembro de 2017, quarta-feira
Horário: 21h45 (horário de Brasília)
Árbitro: Júlio Bascuñan (CHI)
Assistentes: Carlos Astroza (CHI) e Christian Schiemann (CHI)

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Edílson, Pedro Geromel, Walter Kannemann e Bruno Cortez; Jailson (Michel), Arthur, Ramiro, Luan e Fernandinho (Everton); Lucas Barrios.
Técnico: Renato Portaluppi

LANÚS: Andrada; José Gómez, Guerreño, Braghieri e Maxi Velázquez; Marcone, Pasquini, Román Martínez, Alejandro Silva e Lautaro Acosta; José Sand.
Técnico: Jorge Almirón

Foto: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

A Hora do Ouro: O resumo do esporte olímpico no final de semana!

Confira o que rolou de mais importante no esporte olímpico neste final de semana. Judô, handebol, tênis, futebol e vôlei entre os destaques.
Judô: Duas competições de peso movimentaram o judô brasileiro neste final de semana. Primeiro, no sábado, aconteceram as finais do Grand Prix Nacional Masculino. Após seis títulos seguidos, o Pinheiros perdeu na decisão para o Instituto Reação. A luta que valeu a taça foi de tirar o fôlego, entre David Moura e Rafael Silva, o Baby. No domingo, o Brasil recebeu a Itália no Desafio Internacional de Judô e venceu por 4 a 1, com destaque para Rafaela Silva em ação no tatame.
Tênis: O brasileiro Marcelo Melo (1º) disputou a decisão das duplas no ATP Finals ao lado do polonês Lukasz Kubot (2º). Apesar do ano quase perfeito, a dupla número 1 do mundo foi dominada pelo finlandês Henri Kontinen e pelo australiano John Peers e ficou com o vice.
Handebol: Pela quinta vez nos últimos seis anos, Concórdia e São Bernardo se encontraram na final da Liga Nacional de Handebol Feminina. Quem levou a melhor foi o time de Santa Catarina. No handebol internacional, destaque para o Pick Szeged, da Hungria, time de Thiagus Petrus, na Champions League. Em confronto direto na classificação, a equipe derrotou o campeão Barcelona, com atuação de destaque para o brasileiro.
Pela Champions Feminina, os times das brasileiras Duda Amorim, Ana Paula Rodrigues e da goleira Mayssa venceram seus jogos.
Futebol: Teve Brasil x Argentina na decisão no Sul-Americano de Futebol Sub-15. Infelizmente, os meninos brasileiros foram derrotados de virada.
Entre as mulheres, quem brilhou foi a brasileira Ludmila, que fez gol e ajudou seu time, o Atlético de Madrid a assumir a liderança do Campeonato Espanhol.
Vôlei: No vôlei internacional, quem brilhou foi a brasileira Natália. No duelo entre líder e vice-líder no Campeonato Turco, ela fez 19 pontos e foi decisiva. No Campeonato Italiano Masculino, o time de Bruninho não teve vida fácil, mas conseguiu vencer no tie-break. No Italiano feminino, Adenizia marcou 9 pontos, ajudou sua equipe a vencer no tie-break, mas viu a equipe perder a liderança da competição. No Brasil, teve Superliga Feminina. Jogaço entre Minas e Osasco no sábado e jogo decidido no tie-break. Na Superliga Masculina, o líder Cruzeiro segue sobrando. A vítima da vez foi o Minas. Na perseguição ao líder, Taubaté, Sesi e Sesc venceram suas partidas.
Vôlei de Praia: Foram conhecidos os campeões da etapa de Itapema (SC), tanto no masculino quanto no feminino.
Basquete: Rodada cheia no NBB 2017/18, que teve a vitória e a manutenção do 100% de Pinheiros e Mogi como destaque.
Maratona Aquática: Ana Marcela e Fernando Ponte garantiram o título brasileiro individual.
Esgrima: Na esgrima, houve o encerramento do Campeonato Brasileiro.
Tiro com Arco: No Campeonato Brasileiro de Tiro com Arco, Marcus D’Almeida foi surpreendido na final e ficou com a prata.
Hóquei Sobre a Grama: Também rolou a final do Hóquei Sobre a Grama entre Macau e Florianópolis. O time carioca venceu e conquistou o título de forma invicta.
Ginástica de Trampolim: Na ginástica de trampolim, o Brasil finalizou sua participação no Mundial com medalha de ouro.
Fonte: Olimpíada Todo Dia

Transcontinental FM leva ouvinte para jogar no time de Ronaldinho Gaúcho

Parada AM: A Transcontinental FM 104.7 de Mogi das Cruzes vai levar um ouvinte para jogar uma partida de futebol no time de Ronaldinho Gaúcho, eleito pela FIFA como um dos maiores jogadores do mundo. A partida será realizada no dia 10, no estádio do Pacaembu, em São Paulo. Além de atuar ao lado do craque, o sorteado poderá levar mais 30 amigos para acompanhar o jogo. Para concorrer ao prêmio, o interessado deve gravar um vídeo de no máximo um minuto, demonstrando sua performance com a bola, postar em suas redes sociais e enviar para o site da Transcontinental FM com a #bolacheiadatrans.
O autor do vídeo que for escolhido pela produção da emissora, vai atuar no time de Ronaldinho Gaúcho na partida “Amigos de Ronaldinho Gaúcho 10 X Estrelas”, a ser realizada no próximo dia 10, no estádio do Pacaembu, em São Paulo. O ouvinte sorteado, além de jogar ao lado do ídolo brasileiro, também vai poder levar mais 30 amigos ao estádio com o ônibus da Transcontinetal. Os escolhidos ficarão na arquibancada para acompanhar o jogo. 
A divulgação do vencedor será feita no próximo dia 3 nas redes sociais da rádio e no programa Tarde da Trans. O prazo para postagem dos vídeos é até o dia 1º de dezembro.
Fonte: Tudo Rádio

"O São Paulo tem que buscar atletas que não deixem dúvidas do comprometimento"

Nesta temporada, o São Paulo brigou para não ser rebaixado para a Série B. A equipe paulista conseguiu o objetivo de permanecer na Série A ao empatar como Botafogo em casa por 0 a 0, na última rodada do Brasileirão. Nesta terça-feira, Dorival Júnior deu mostras que será ainda mais exigente no comando do São Paulo.
Em entrevista ao canal de televisão ESPN, o treinador afirmou que o o clube pensa na contratação do goleiro Jean, atualmente no Bahia, e que a diretoria precisa pensar em novos jogadores ue tenham a personalidade e a qualidade do meia Hernanes, grande destaque da equipe em 2017. “Jean está sendo conversado. Não foi uma indicação minha, partiu da própria diretoria, é um goleiro jovem, promissor, um garoto que pode crescer. Este assunto está sendo trabalhado e observado, temos um garoto da base que também pode brigar pela posição, mas vamos esperar”, ressaltou Dorival Júnior.
O treinador também afirmou que o clube paulista precisa contratar jogadores que estejam dispostos a dar ao máximo ao vestir a camisa do time em campo. “O São Paulo tem a obrigação de buscar atletas como o Hernanes, jogadores que vistam a camisa, que não deixem dúvidas do comprometimento e do quanto quer vencer. Se mudarmos o padrão, acho que será um ponto muito importante. Se isso acontecer, pode ser que o time venha buscar um novo patamar”. Por fim, o treinador destacou que irá conversar com a diretoria para avaliar quais são as prioridades para que o time busque o melhor no mercado de transferências. “Não vamos falar quais posições, eu tenho muito respeito aos jogadores que estiveram aqui e nos ajudaram com  esse trabalho.  Também precisamos ver a possibilidade do clube em relação a reforços”.

Foto: Fernando Dantas

Enquanto 16 jogadores voltam, Carille abre as portas do Corinthians a Gabigol

Dono de vínculo com 16 jogadores espalhados para o Brasil, o Corinthians espera usá-los para abater o valor de mercado de jogadores pretendidos. Dentre os nomes liberados por Carille durante o ano, os que mais se destacam são os dos atacantes Mendoza e Lucca, autores de oito e 11 gols no Campeonato Brasileiro, respectivamente, vistos como aqueles que mais evoluíram com relação ao estágio em que deixaram o Timão. O caso do colombiano chama a atenção por se tratar de um atleta que declaradamente não interessava ao Alvinegro desde que retornou do empréstimo ao New York City FC, no começo do ano. O bom desempenho do atleta no Bahia fez com que a diretoria pensasse em arquitetar sua cessão definitiva aos baianos em troca do meia Zé Rafael, bastante elogiado pela comissão técnica. Como o contrato do avante é válido até o final de 2018, a avaliação é que dificilmente o clube conseguirá uma boa venda com seus direitos. Lucca, por sua vez, tem vínculo até julho de 2019 e foi alvo do Nantes-FRA no meio do ano. A expectativa é que, caso o atleta livre a Ponte Preta do rebaixamento, haja uma valorização e consequente maior busca pela sua contratação. Se não houver negócio, o treinador disse seguidas vezes que gosta do futebol do atleta.
Além da dupla, nomes pouco badalados como os zagueiros Rodrigo Sam, Yago e Vinícius Dell’Amore, os volantes Jean e Alan Mineiro, e os atacantes Gabriel Vasconcelos, Gustavo, Bruno Paulo e Luidy, são trunfos para possíveis negociações. O goleiro Douglas, do Avaí, e o lateral esquerdo Guilherme Romão, do Oeste, devem ser integrados ao elenco em 2018. O meia Marlone, que tem contrato até o final de 2019, dificilmente será aproveitado. Guilherme está cedido ao Atlético-PR até o final do ano que vem enquanto Cristian, no Grêmio, tem vínculo válido apenas até dezembro.
O atacante Gabriel Barbosa, o Gabigol, não vive seus melhores momentos no Benfica, em Portugal, porém, teve as portas abertas pelo técnico Fábio Carille caso queira retornar ao seu país:
“Eu gosto desses desafios, eu gosto”, disse o treinador, em entrevista concedida à Fox Sports, “Claro que não trabalhei com ele, mas o Gabigol e o Gabriel Jesus têm algo que falta muito nos meninos de hoje: a ambição de fazer o gol”, elogiou o comandante, tecendo críticas aos outros produtos do esporte nacional incumbidos de fazer gols. Sei que os dois ficam treinando finalização depois do treino. A maioria dos meninos hoje, se a bola não chegar, está tudo bem, não ficam incomodados com isso. Para eles, não. Eu tenho essa impressão muito positiva dentre os nomes que eu já joguei contra”.

Foto: Marcelo Malaquias/Divulgação

Máquina do Tempo: "Vou chegar à seleção", diz Luxemburgo em 1994

Reproduzimos uma entrevista de Mário Moreira para a Folha de São Paulo em 1994 onde Luxemburgo era o técnico do Palmeiras a época, e fala sobre os títulos conquistados e os sonhos futuros.

"O técnico Wanderley Luxemburgo, que acaba de conquistar o bicampeonato paulista com o Palmeiras, tem uma certeza: chegará um dia a treinar a seleção brasileira de futebol.
Essa convicção se origina, segundo ele, da sua capacidade profissional. "Estou me preparando para ser técnico da seleção", diz Luxemburgo, embora não se considere o favorito para substituir Carlos Alberto Parreira, que deixará o cargo após o Mundial.
Em entrevista à Folha, o treinador palmeirense também revelou admiração pelo coordenador técnico da CBF, Zagalo, por seus conhecimento táticos de futebol.
Segundo Luxemburgo, o time do Palmeiras reflete a sua personalidade. "É um futebol participativo."
A seguir, os principais trechos da entrevista.

Folha - O Palmeiras correspondeu totalmente à expectativa que você tinha antes do campeonato?
Luxemburgo - Sim. Tudo que aconteceu, o momento ruim que passamos, quando perdemos alguns jogos seguidos, eu sabia que poderia acontecer. A falta de equilíbrio momentânea, andar um pouquinho nas nuvens pelas conquistas passadas, tudo estava dentro do esperado.
Folha - Você chegou a temer que o time não se recuperasse daquele momento ruim?
Luxemburgo - Não. Tinha certeza absoluta de que o time ia se recuperar, porque conheço o caráter dos jogadores.
O único episódio que me deixou preocupado foi no jogo contra o Guarani, no Parque Antarctica, em que parte da torcida nos chamou de mercenários.
Tive medo de que os jogadores não soubessem reagir e o nosso andamento na competição ficasse prejudicado. Mas o grupo se fortaleceu, porque mostrou capacidade de reação, vencendo por 4 a 2.
O momento era inoportuno para a torcida fazer o que fez, porque ali precisávamos de ajuda. Aquele movimento não tinha nada a ver com o nosso caráter, era exatamente o oposto.
Folha - Essa manifestação da torcida está totalmente superada?
Luxemburgo - Não. A torcida do Palmeiras está como o time. Aprendendo a ganhar, a conviver com vitórias, porque ficou muito tempo sem isso.
Este ano, ela quase atrapalhou. Mas a torcida vai entender que, quando tem um grande time, se atuar do lado, a conquista fica muito mais fácil.
Folha - Você ainda se sente perseguido pela torcida?
Luxemburgo - Por parte dela, sim. Mas a torcida do Palmeiras é muito grande. Uma minoria não pode ter a representatividade a ponto de mexer comigo. Essa minoria ainda questiona o meu trabalho, mas isso é normal no futebol. Eles continuam achando que eu só ganho títulos porque o time é muito bom. O que posso fazer?
Folha - O Palmeiras está melhor agora que em 93?
Luxemburgo - Acho que está mais consistente na parte tática. O meio-campo, principalmente, ficou muito mais equilibrado com o Rincón. Os jogadores todos se encaixam: o Mazinho completa o César Sampaio, o Zinho completa os dois e o Rincón completa os três, cada um com uma característica diferente.
Folha - O Palmeiras está preparado para ganhar a Taça Libertadores e ser campeão do mundo?
Luxemburgo - A Libertadores é muito difícil, e o time do Palmeiras é calouro na competição. Só eu, o Rincón, o Zinho, o Mazinho e o Antônio Carlos já disputamos a Libertadores, e isso pesa. O time tem que se habituar à competição.
Nossa idéia é ganhar a Copa do Brasil para já adquirir o direito de disputar a Libertadores em 95. Se acontecer algum imprevisto agora, teremos outra oportunidade.
Folha - Lidar com grandes jogadores, cada um com sua vaidade natural, não é complicado para o técnico do Palmeiras?
Luxemburgo - Todo treinador gostaria de ter uma equipe como a que tenho. O problema é você conduzir esses atletas, e no Palmeiras, além de serem excelentes, os jogadores têm caráter.
E entra muito da minha personalidade também, de lidar com eles da maneira mais direta, sincera e honesta possível.
Folha - A torcida do Palmeiras seria, então, a grande dificuldade de trabalhar no clube?
Luxemburgo - Não. A torcida do Corinthians também age da mesma forma se o time não ganhar. Ela vai se insurgir de uma maneira diferente, mas vai. Todas as torcidas são emoção, e emoção é difícil de você conter.
Folha - É possível medir em percentual a sua contribuição para o título do Palmeiras?
Luxemburgo - Eu digo que 70% das conquistas pertencem aos atletas. Os outros 30% ficam para a comissão técnica e a diretoria.
O treinador tem uma importância muito grande dentro das conquistas, por ter que comandar bem, ser equilibrado, ter discernimento e sensibilidade nos momentos necessários.
Folha - Você sempre diz que gostaria de deixar uma marca no futebol. Como define os times que dirige?
Luxemburgo - Em primeiro lugar, vem a filosofia. Tenho uma maneira própria de trabalhar, de respeito ao clube. Não faço contratos por prazo curto, só por um ano e com opção de renovação por mais um.
Quando o Palmeiras me convidou, em 93, eles queriam fazer comigo um contrato de dois meses. Recusei, porque não posso ser questionado por dois meses. Essa já é uma maneira de implantar uma filosofia.
Folha - E dentro de campo?
Luxemburgo - A equipe do Wanderley joga sempre um futebol participativo, com variações táticas. Ela muda de um 4-4-2 para um 4-3-3 para um 4-5-1 dentro de um jogo.
As minhas equipes também mostram a minha maneira de ser: aguerridas, determinadas, perseverantes. O Palmeiras é assim. É um time extremamente técnico, mas também determinado. Joga com vontade, não deixa o adversário tomar conta do jogo e sempre busca a vitória.
Essa é a minha cara, a minha característica. Sou um homem determinado, busco aquilo que quero. As minhas equipes mostram essa minha face.
Folha - Você acredita que necessite de algum aprimoramento específico como técnico?
Luxemburgo - Todo dia é preciso melhorar, em todos os aspectos. O Telê tem 60 e poucos anos e está aprendendo ainda.
Folha - Qual o principal problema enfrentado pelos treinadores no Brasil?
Luxemburgo - O calendário, que é também o principal problema do futebol brasileiro. Gostaria de um calendário que me permitisse treinar minha equipe durante a semana e no domingo ver um jogo tático, bonito, apurado técnica e fisicamente.
Este ano, o Palmeiras teve só quatro dias de pré-temporada e, dentro da competição, nunca tive tempo para trabalhar. A partir do momento em que tive esse tempo de novo, a equipe readquiriu seu desenho tático e voltou a render bem. Pude trabalhar a equipe taticamente, posicionar os jogadores dentro do campo.
Folha - Dos técnicos atuais ou dentre aqueles com quem trabalhou como jogador, qual você mais admira?
Luxemburgo - O Zagalo, com quem fui campeão carioca em 72, pelo Flamengo. Foi o maior técnico que tive. Ele conhecia muito a parte tática do futebol. Mas hoje ele está dentro do passado. Isso é normal. Também vão falar o mesmo de mim amanhã.
Folha - Você acha que ele está ultrapassado?
Luxemburgo - Não. Diria que ele não tem mais a mesma dinâmica, a mesma saúde, a mesma vontade, o mesmo tesão que tinha na época do Flamengo.
Folha - Ele exerceu alguma influência na sua formação como técnico?
Luxemburgo - Não. Não tenho nenhuma semelhança com qualquer ex-treinador meu. Acho que tenho muita coisa minha. Procuro sempre montar a equipe de acordo com os atletas que tenho na mão.
Folha - O segredo de um bom técnico é saber usar as peças que tem para então montar o esquema?
Luxemburgo - Exatamente. Por isso é que não tenho nunca um esquema pré-definido. Em 93, quando conquistamos o Campeonato Brasileiro, tive que mudar o posicionamento do Evair para aproveitar o Edílson e o Edmundo juntos.
Este ano, a equipe se fortaleceu com o Rincón. Além de fazer a função de pivô, que o Evair vinha fazendo, ele consegue preencher o espaço no meio-campo, com técnica e velocidade. E o Evair passou para a frente e rendeu muito mais. Aí é que vem a capacidade do treinador de montar a equipe com o que tem nas mãos.
Folha - Você costuma dizer que, dentro da sua profissão, almeja o máximo possível, ou seja, chegar à seleção brasileira. Você se sente hoje preparado para assumir a seleção?
Luxemburgo - Trabalhei para estar preparado para a seleção, se um dia ela acontecesse para mim. Saí do Bragantino em 91 porque, se ganhasse o Campeonato Brasileiro daquele ano, seria o treinador da seleção, pois já havia sondagens. Mas acho que não estava preparado. Talvez não fosse nem questão de preparo, mas de respaldo nacional, que só o trabalho no Bragantino não me daria, mesmo sendo um excelente profissional.
Então deixei de disputar o Brasileiro pelo Bragantino e fui para o Flamengo, onde a cobrança é muito maior. Aquilo foi um aprendizado muito grande para mim.
No Flamengo, a postura profissional era sempre colocada em questionamento, inclusive pela imprensa. Isso tudo vai te preparando para a seleção.
Eu vou ser treinador da seleção, e na hora em que ela chegar, estarei preparado. Mas não como uma obsessão. O Rubens Minelli esteve várias vezes para ir para a seleção e nunca foi. Tenho que estar preparado para isso também.
Folha - O Carlos Alberto Parreira já disse que não pretende continuar como técnico da seleção após a Copa do Mundo. Você acha que será o favorito a ocupar a vaga?
Luxemburgo - Favorito, não. Mas o meu nome está aí não é de hoje. Em 91, quando o Falcão deixou o cargo, isso já existia. No ano passado, durante as eliminatórias para a Copa, eu e o Telê fomos muito lembrados.
Acho que vou ser o técnico da seleção pela minha competência. Vai acontecer com naturalidade."

Fluminense vence Ponte-Preta e se livra do rebaixamento para emoção de Abel

Nesta segunda-feira os tricolores do Fluminense venceram por 2 a 0 a Ponte Preta, no Maracanã. Com o resultado, os cariocas chegaram a 46 pontos e afastaram de vez o risco de rebaixamento. Do outro lado, os campineiros seguem na zona da degola, com apenas 39. Na próxima rodada, o Fluminense vai receber o Sport, que também briga contra o rebaixamento, no sábado, no Maracanã. Já a Ponte Preta terá o confronto direto contra o Vitória, no domingo, no Moisés Lucarelli.
A primeira boa chance do jogo aconteceu somente aos 21 minutos. Marlon cruzou para Henrique Dourado, que chutou cruzado, só que para fora. A situação melhorou para os donos da casa aos 30 minutos, quando o volante Naldo foi expulso. O jogador fez duas faltas duras no mesmo ataque e recebeu os dois cartões amarelos na mesma hora. Assim, a Ponte Preta ficou com um homem a menos na partida. O Fluminense passou a pressionar em busca do gol e quase conseguiu aos 37 minutos. Sornoza aproveitou rebatida errada da defesa paulista e chutou próximo ao gol de Aranha. Nos minutos finais, a Ponte Preta teve sua única oportunidade, com Léo Gamalho, mas viu os cariocas assustar novamente com Sornoza. Assim, o duelo foi para o intervalo sem alteração no placar no Maracanã.
No segundo tempo, os cariocas pressionaram desde os primeiros minutos e tiveram a chance de marcar aos cinco minutos. Matheus Alessandro foi lançado na área e cabeceou na trave; No rebote, Marcos Júnior finalizou para boa defesa de Aranha. O Fluminense insistiu e foi recompensado aos 14 minutos. Após cobrança de escanteio, Henrique cabeceou para grande defesa de Aranha. O zagueiro ficou com o rebote e tocou para Douglas, que precisou de duas tentativas para colocar a bola na rede. Após cobrança de escanteio, Renato Chaves cabeceou próximo ao gol. Aos 25 minutos, Henrique Dourado recebeu passe na área, passou por dois marcadores e finalizou para defesa espetacular de Aranha. Na cobrança de escanteio, Aranha tentou tirar o perigo, mas deu no pé de Marcos Júnior. O atacante chutou colocado, mas viu Nino Paraíba salvar os visitantes em cima da linha. Nos minutos finais, o Fluminense aproveitou os espaços dados pela Ponte Preta para sacramentar a vitória, aos 41 minutos. Gustavo Scarpa arriscou de longe e acertou o travessão. No rebote, Henrique Dourado cabeceou para a rede. O gol deixou não só o atacante, mas também o técnico Abel Braga emocionados, pela manutenção dos cariocas na Série A do Campeonato Brasileiro.

FICHA TÉCNICA
FLUMINENSE 2 X 0 PONTE PRETA

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 20 de novembro de 2017 (Segunda-feira)
Horário: 17h(de Brasília)
Árbitro: Anderson Daronco (Fifa-RS)
Assistentes: Rafael da Silva Alves (RS) e Elio Nepomuceno de Andrade Junior (RS)
Renda: R$ 247.960,00
Público: 17.606 pagantes
Cartões amarelos: Gustavo Scarpa e Matheus Alessandro (Fluminense); Yago (Ponte Preta)
Cartão vermelho: Naldo (Ponte Preta)
GOLS
FLUMINENSE: Douglas, aos 14min do segundo tempo; Henrique Dourado, aos 41min do segundo tempo

FLUMINENSE: Diego Cavalieri, Lucas, Renato Chaves, Henrique e Marlon; Marlon Freitas (Matheus Alessandro), Douglas, Júnior Sornoza e Gustavo Scarpa; Marcos Júnior (Wendel) e Henrique Dourado (Pedro)
Técnico: Abel Braga

PONTE PRETA: Aranha, Nino Paraíba, Yago, Luan Peres e Jeferson; Naldo, Wendel (Jadson), Léo Arthur (Renato Cajá) e Danilo Barcelos; Lucca e Léo Gamalho (Fernando Bob)
Técnico: Eduardo Baptista

Foto: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.