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O novo ''Space'' da Champions

Já não é mais novidade pra ninguém que, após 20 anos como detentora dos direitos de transmissão da UEFA Champions League, a ESPN deixará de transmitir o principal campeonato de clubes europeus a partir da próxima temporada (2015/2016).

Entretanto, diferentemente do que foi anunciado por vários sites/blogs por aí, não foi o canal Esporte Interativo que tirou a Champions da ESPN, e sim o grupo Turner, sócio minoritário do canal carioca.
A aquisição da Champions pela Turner fez com que a UCL fosse um tiro certo - ou quase certo - na programação do EI em 2015, algo que serviria como um facilitador para a entrada do canal nas duas maiores empresas retransmissoras de canais fechados, NET e SKY. Algo que não ocorreu, pois, independentemente da aquisição de um campeonato tão famoso como a Champions League, as duas empresas continuaram irredutíveis e não incluíram o Esporte Interativo dentro de sua grade de canais.
A tentativa da Turner de usar um evento do tamanho da Champions como chamariz para a entrada do Esporte Interativo em grandes empresas de retransmissão de canais fechados foi algo semelhante com que a Fox fez dois anos atrás, após a criação da Fox Sports Brasil, canal que vinha nas mesmas linhagens das demais 'Fox Sports' dos países latino americanos, com a Copa Libertadores já como o principal evento na sua bagagem.
A diferença é que a força da Fox é maior do que da Turner e o material produzido pela Fox era uma novidade com tendência de crescimento. Assim, rapidamente o canal entrou na grade das maiores retransmissoras e foi crescendo, montando um ótimo time de profissionais e criando, em pouco menos de três anos, o seu segundo canal, a Fox Sports 2.
 
Entretanto, a tentativa da Turner para que o mesmo ocorra com o Esporte Interativo parece que não dará muito certo. O ônus se dá primeiramente pelo tempo que o canal tem na praça, sete anos. Diferentemente da empresa do grupo Fox, o EI já está na estrada há um bom tempo e ainda não mostrou para o que veio, algo que a Fox Sports mostrou. Em três anos, a FS contratou grandes profissionais e realizou coberturas fantásticas de eventos como a Copa do Mundo, Campeonato Inglês, Campeonato Italiano, Copa Libertadores, Copa Sul-Americana, Copa do Brasil, entre outros eventos e programas muito bem produzidos.
Outro fato que prejudica a Turner e a Esporte Interativo é o fato do canal não ser um totalmente fechado e sim ser "semi-aberto", pois, por mais que sua programação seja em maior parte assistida por assinantes de canal a cabo/via satélite, o EI também pode ser assistido via sistema parabólico e UHF em algumas cidades brasileiras. Algo que os fez nos últimos sete anos dividir com Bandeirantes e Globo as partidas da Champions dentro da TV aberta, transmitindo os jogos de terça feira, enquanto a Band fazia a partida das quartas feiras e a Globo, emissora que detinha - e ainda detém - os direitos majoritários da TV aberta, ficava com as principais partidas a partir das quartas de final. A questão é: o sistema Globosat concorria, em parceira com o grupo Disney (ESPN), aos direitos da UEFA Champions League no próximo triênio e acabou perdendo para a Turner. Para responder à derrota, a Globo pode utilizar de sua força para dificultar a entrada do Esporte Interativo na NET e na SKY.

Contudo, para que a Turner não perdesse dinheiro e os telespectadores não perdessem o principal campeonato de futebol dos clubes europeus, a direção da empresa americana anunciou que a Champions League na próxima temporada será transmitida no canal de filmes Space.

O ingresso da competição europeia no canal de filmes é mais uma tentativa da Turner de utilizar uma estratégia já utilizada pela Fox com a Fox Sports, visando colocar o Esporte Interativo na NET e na SKY. Todavia, essa tentativa surge mais a longo prazo. A transmissão da Champions League num canal presente no pacote básico das maiores empresas de retransmissão de sinal televisivo fechado é algo parecido com que a Fox fez em 2011, quando transmitia uma partida da Libertadores no seu canal esportivo e a outra no canal FX, algo que fazia com que o assinante que não tivesse o canal esportivo tivesse uma espécie de degustação e forcasse sua operadora a adicionar o canal em sua grade. 

E ainda tem mais: uma cláusula de contrato com a UEFA faz com que a Turner tenha obrigação de deixar a Champions League no sistema de canais fechados. Sendo assim, é certo que a Champions League pare de um jeito ou de outro na Space. O que não se sabe ainda é a logística que será usada pela empresa americana em seus canais. As alternativas por enquanto são: deixar a Champions League com a Space e a TNT (ambos canais da Turner) e utilizar o Esporte Interativo como detentora de transmissão apenas na plataforma digital, com o EI Plus; colocar apenas um jogo por dia na Space, colocando os demais na Esporte Interativo e na Esporte Interativo Nordeste, o que faria da Space um canal com fins de "degustação" para os amantes de futebol que possuem NET e SKY - o que é mais plausível. 

O fato é: mesmo com a indefinição momentânea da total casa da Champions League para  a próxima temporada, a Esporte Interativo já se movimenta para reforçar o seu time de jornalistas. André Henning e Vitor Sérgio Rodrigues, figurinhas carimbadas do EI, seguem no time do canal, assim como Jorge Iggor, Monique Danello, Bruno Seixas, Leonardo Baran e outros nomes fortes da emissora, que, além de manter grande parte de seus bons profissionais, foi ao mercado e contratou nomes como o ex- goleiro do Flamengo, Getúlio Vargas, para comentarista; o ex- árbitro de futebol e comentarista da Globo, José Roberto Wright; além do ex- narrador da Rádio Transamérica Rio e TV Brasil, Anderson Cardoso. A emissora ainda busca a contratação do narrador Nivaldo Prieto, que anunciou recentemente que não renovará seu contrato com a Bandeirantes.

Diante de tudo o que foi exposto acima, é fato que, independentemente de onde for passar a Champions  League, será a equipe de jornalista da EI que será a responsável por levar ao telespectador brasileiro a emoção e o charme da competição. 

A mudança da casa da Champions League da ESPN para a Space será a contradição do velho ditado popular que diz que "certos hábitos nunca mudam". Com isso, o amante do futebol terá de se acostumar em buscar um canal de filmes para ouvir a ópera mais famosa do mundo esportivo. Em contrapartida, os amantes de filme terão que se acostumar em curtir uma trilha sonora diferente na programação da Space, a partir do segundo semestre de 2015.

Por Fábio Lázaro

7 comentários:

  1. É muito triste como essa empresa grandes de TV, influênciam até nos canais fechados.

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  2. É muito triste como essa empresa grandes de TV, influênciam até nos canais fechados.

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  3. e agora quem tem sky vai ficar chupando o dedo ou seja não vai assistir a champions.

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    1. os canais Space e TNT ambos fazem parte da grade da Sky!!!!!

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  4. e agora quem tem sky vai ficar chupando o dedo ou seja não vai assistir a champions.

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  5. A space e a sky tem na NET e na sky já,ta e de boas kkk

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  6. A space e a sky tem na NET e na sky já,ta e de boas kkk

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