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» » » » » » » » Jadson marca um "golaço" e salva o Corinthians de mais um mau negócio

Jadson comemora o gol marcado contra seu ex-clube
Por muito o pouco o Corinthians não fechou mais um mau negócio. Graças a Jadson e sua família, a negociação foi travada e Tite poderá manter a base que iniciou bem a temporada.

Tite aproveitou o ano sabático e montou um time moderno e competitivo. Seu esquema 4-1-4-1 está bem encaixado e Jadson vem sendo uma das peças mais importantes.  A saída do meia traria sérios problemas para o treinador. 

Se no Paulista, a classificação para a fase decisiva é mera formalidade, na Libertadores o buraco é mais embaixo. Em um “grupo da morte” formado por São Paulo, Danubio e San Lorenzo, o atual campeão, qualquer bobeada poderá ser fatal. Ainda mais que em pouco tempo Tite perdeu Lodeiro negociado, e Fábio Santos e Bruno Henrique lesionados.

A saída de Jadson traria um prejuízo técnico irreparável e financeiro maior ainda. O Jiangsu Sainty-CHI ofereceu pagar a multa rescisória de 5 milhões de euros (cerca de R$ 16,3 milhões) por Jadson, mas o clube só teria direito a aproximadamente R$ 1,4 milhão. 

Em uma negociação sem o menor sentido, o ex-presidente Mario Gobbi combinou que em 2015 o staff do jogador passaria a ter 70% dos direitos econômicos e pior, fixou um valor de multa rescisória bem abaixo do mercado.

Se a transação fosse finalizada, o Corinthians ao receber a quantia da transferência, precisaria reservar cerca de 30% para o pagamento dos tributos previstos, o equivalente a R$ 4,9 milhões. 

O valor líquido seria de aproximadamente R$ 11,4 milhões, mas o clube teria que destinar os 70% dos direitos econômicos aos empresários de Jadson, o que equivale a mais R$ 8 milhões. Ao clube, então, restaria aproximadamente R$ 3,4 milhões.

A situação se tornaria mais crítica, pois na contratação do jogador junto ao São Paulo, há pouco mais de um ano, ficou acertado que os mesmos empresários donos desses 70% de direitos econômicos também teriam direito a comissão. Como Gobbi não pagou o combinado, o Corinthians teria que pagar mais R$ 2 milhões para quitar a dívida. Ou seja, o planejamento de Tite seria desmontado por apenas R$ 1,4 milhão. Surreal!

O mais estranho dessa história é que o presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, chegou a dizer que a negociação seria concretizada para satisfazer a vontade do atleta, algo que acabou não se confirmando:

"A multa é o limite contratual de qualquer atleta e ele mostrou interesse de sair. Não tem contraproposta. Vou fazer o que? Comprar o atleta de novo? Não dá. Se o jogador fala 'não quero jogar na China' a multa não tem valor, mas se o atleta tem vontade não tem jeito. E eles pagaram a multa".

Depois de sete anos na Ucrânia, Jadson já tem a sua independência financeira, e por isso preferiu continuar no clube para tristeza de muitos que lucrariam com a negociação. 

Negócios nebulosos

O Corinthians vendeu o ex-zagueiro Cléber para o Hamburgo, da Alemanha, em agosto do ano passado por 3,1 milhões de euros, (aproximadamente R$ 9,3 milhões), mas o alvinegro não teve direito a nada. A negociação chamou a atenção da Fifa e a entidade máxima do futebol abriu processo disciplinar para entender como foi feita a transferência.

Em 2012 o clube comprou 60% dos direitos econômicos do volante Guilherme junto a Portuguesa por cerca de R$ 10 milhões. Em julho do ano passado, ele foi negociado com a Udinese, da Itália, por 4 milhões de euros (aproximadamente R$ 12,3 milhões). Mas o Corinthians só teve direito a 1,2 milhão de euros (cera de R$ 3,7 milhões na ocasião). Ou seja, metade dos direitos econômicos adquiridos.

Outras negociações onerosas ao clube já foram mencionadas nesse espaço - clique aqui para ler.

As rendas da Arena Corinthians

Por esses e outros negócios, o Corinthians passa por sérias dificuldades financeiras. O pagamento da Arena Corinthians será uma epopeia. Como não consegue descontar os CIDS e nem fechar os naming rights, no momento, só resta ao clube quitar a dívida através das rendas dos jogos (toda renda é retida para o fundo que administra o estádio). E para ter rendas altas e constantes, obviamente é necessário um time forte e competitivo que possa lutar por títulos importantes. 

Por mais fiel que seja, a torcida corintiana não lotará o estádio se a equipe estiver disputando posições intermediárias. Um grande elenco significa, acima de tudo, a sobrevivência financeira do clube. Jadson marcou um belo "gol" e ajudou o clube.

O caso Jadson só serviu para escancarar uma triste realidade no Parque São Jorge. O Corinthians não é mais o time do povo, mas sim o time dos empresários.

Acorda, Corinthians!

Jadson confirmando a permanência pelo twitter

Duca Reis é analista de futebol e escreve todas as segundas e quintas para o portal da Rede Contínua.

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