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Giedo Van der Garde quase impede a estreia de Nasr


Não poderia ter começado pior o Mundial de Fórmula 1. Grid esvaziado, advogados aparecendo mais do que os pilotos e quase nenhuma disputa dentro da pista escancaram uma categoria decadente.

Prestígio, tecnologia e dinheiro sempre foram as principais marcas da categoria. Foram. Sem visão e renovação, a F1 está indo para um caminho sem volta.

Ninguém contesta a história de Bernie Ecclestone, o todo poderoso. Graças a esse britânico, a F1 se tornou um dos maiores eventos esportivos do planeta. Mas Ecclestone parou no tempo e a falta de inovação e ideias está tirando a graça do circo.

Há uma discrepante divisão dos lucros a favor da Formula One Management (FOM), dirigida por Ecclestone. E as escuderias que fazem o espetáculo estão agonizando. Todos os anos, é um entra e sai de equipes e montadoras que acabam descaracterizando a competição.

O regulamento técnico aprovado pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) fez com que os carros andassem para trás, além de tirar o charmoso ronco dos motores. Não sei o que Jean Todt está fazendo por lá.

O mundo mudou e a F1 precisa buscar novas alternativas. Não dá mais para pilotos talentosos perderem as vagas para pilotos pagantes. Não dá mais para ver equipes andando no mesmo ritmo da GP2. Se a FIA e principalmente, Bernie Ecclestone não acordarem, a F1 será uma nova F-Indy.

A corrida

Na sexta-feira, ninguém deu bola para os treinos livres. A disputa judicial entre Sauber e Giedo Van der Garde era o principal assunto. A vitória do holandês ameaçou a estreia do brasileiro Felipe Nasr e a equipe suíça quase teve seus equipamentos confiscados. Após perder a primeira sessão de treinos livres, a Sauber finalmente fez um acordo com Van der Garde e este receberá uma gorda indenização.

A abertura da temporada 2015 teve apenas quinze carros largando, o menor grid desde o GP dos EUA de 2005, quando um problema técnico de uma das fornecedoras de pneus fez com que apenas seis carros largassem. Valteri Bottas, companheiro de Massa na Williams, sentiu as costas no treino de sábado e foi vetado pelos médicos. No caminho para o grid, Danii Kvyat, da Red Bull, quebrou o câmbio, e Kevin Magnussen, que substituía Fernando Alonso, na Mclaren, explodiu o fraco motor Honda. 

Já a Manor-Marussia, como era de se esperar, não conseguiu ligar seus carros e por isso não deu as caras em Melbourne. Ainda bem.

Na largada mais duas Lotus ficaram pelo caminho. Pastor Maldonado tomou um “totó” de Nasr e foi para o muro e Romain Grosjean abandonou com problemas elétricos. E a corrida prosseguiu com treze pilotos.

Nada de relevante aconteceu durante a corrida. As Mercedes passearam e mantiveram as posições de largada com Hamilton e Rosberg nas duas primeiras posições. 

E Felipe Massa? Foi Massa de sempre! Perdeu o pódio para Vettel, da renascida Ferrari, após ficar enroscado atrás de Riccardo na saída dos boxes. 

O destaque da corrida foi, sem dúvida, Felipe Nasr. O 5º lugar deu ao brasileiro o posto de melhor estreante do país na história da categoria. Largou bem, não cometeu erros e segurou com bastante tranquilidade a Red Bull de Riccardo. Nasr tem apenas 22 anos e corre em uma equipe média. Mas pela boa corrida de estreia, a expectativa é de uma boa temporada.

O GP da Austrália já deixou muito claro que salvo algo de excepcional, já temos campeão (Lewis Hamilton), vice (Nico Rosberg) e campeão de construtores (Mercedes). Infelizmente.

Balada do Galvão

A Globo quis inovar na transmissão e promoveu uma baladinha durante a corrida. Entre os convidados, Giba (ex-jogador de Vôlei), Raul Boesel (ex-piloto e DJ), Bia Figueiredo (piloto), Marcelo Anthony (ator) e Thiago Rodrigues (ator). Não deu certo. Aliás, não tinha como dar certo. O ápice foi quando Galvão Bueno perguntou à Giba se ele gostava de F1. A resposta foi genial: “eu gostava muito quando tinha o Senna, mas depois que ele morreu não acompanhei mais”. 

GP da Malásia

A próxima etapa do Mundial de F1 está marcada para a Malásia, dia 29 de março. A novidade deverá ser o retorno de Fernando Alonso. O espanhol já está recuperado da concussão cerebral sofrida durante a pré-temporada e reassumirá um dos carros da Mclaren-Honda, disparada a pior equipe do GP da Austrália. 

Se a volta de Alonso é certa, a participação de Valteri Bottas não está confirmada. Caso não tenha condições de correr, a Williams já definiu que Susie Wolff, pilota de testes da equipe não o substituirá e outro piloto será chamado. Pelo visto, não veremos uma mulher tão cedo na Fórmula 1. 

Red Bull fora?

A Red Bull não anda satisfeita com o novo cenário da categoria e poderá deixar a F1 no final da temporada. O chefão da equipe austríaca, Christian Horner deu indícios de descontentamento e desabafou: “Se o cálculo de custo-benefício não fizer mais sentido, nós cogitamos um cenário de abandono”.


Duca Reis é jornalista e radialista e escreve todas às segundas e quintas para o Portal da Rede Contínua.




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