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» » » Mauro Betting, a Bandeirantes não te merece!

Desde criança eu sou maluco por rádio. Fui ouvinte assíduo da rádio Jovem Pan AM por muito tempo. Era fanático. No carro, indo pra escola, no banco do passageiro, mudava o rádio do FM para o AM para escutar o tradicional Jornal da Manhã com a histórica vinheta “Vambora, Vambora... Olha a Hora Vambora, Vambora”.

A tarde, depois da aula, só saía para brincar com meus amigos quando acabasse o Jornal de Esportes. E de noite, só ia para cama dormir depois de escutar as notícias dos times de Campinas, com o Renato Otranto e as conversas saborosas entre Wanderley Nogueira e Israel Gimpel, no último bloco do “No Pique da Pan”. E só então desligava o walkman.

Nos finais de semana, o rádio era a melhor companhia. Domingo à tarde era olho vidrado na TV e fone do walkman enfiado no ouvido. A equipe esportiva da Jovem Pan era fantástica: Narração de José Silvério, comentários de Flávio Prado, reportagens de Wanderley Nogueira e Luis Carlos Quartarollo, plantão esportivo permanente de Ricardo Wagner (que fim levou?) e apresentação do Plantão de Domingo e do Terceiro Tempo, com Milton Neves. Era ou não era o Dream Team do rádio? Foi por culpa deste timaço que eu quis me tornar jornalista.

O tempo passou, minha rotina mudou, assim como a Jovem Pan. Alguns destes nomes citados foram mandados embora. Outros se desligaram amigavelmente, e eu perdi o interesse na programação da Panamericana. Eu me distanciei do rádio AM e só voltei a ter gosto de ouvir futebol na latinha por causa do jornalista citado no título deste post.

Era uma noite de quarta-feira. Assisti uma partida de futebol pela Libertadores de 2008 num bar próximo a faculdade Metodista, em São Bernardo do Campo. No ônibus, voltando para casa, zapeando pelo rádio do celular, (meu walkman já era passado!) escutei “en passant” aquela voz inconfundível do Milton Neves berrando qualquer impropério enquanto algum ser - que eu não identifiquei naquele momento quem seria - gargalhava ao fundo da explanação do Cabeção. Era Mauro Betting.

E a partir daquela risada antológica, que logo virou vinheta do Terceiro Tempo, eu voltei a acompanhar o futebol pelo rádio. E a Rádio Bandeirantes do saudoso Fiori Gigliotti, também tinha um timaço titular formado por José Silvério, Mauro Betting, Leandro Quesada, Alexandre Preatzel, Ricardo Capriotti e Milton Neves.

Deixando de lado a equipe do “Scratch do Rádio”, quero falar especificamente sobre Mauro Betting. Palmeirense e jornalista. Nunca jornalista palmeirense. Imparcialidade é com ele mesmo. Pelo menos quando o microfone está ligado. Talvez ele seja o maior jornalista esportivo da nova geração. Filho do genial Joelmir Betting, Mauro é jornalista, autor, redator, roteirista, comentarista, colunista, cineasta e mais um pouco. Mauro Betting é completo. Tudo que ele faz, faz bem feito.
Esse é Mauro Betting. E ele acaba de ser demitido da Rádio Bandeirantes.

A emissora do Morumbi passa por uma crise financeira terrível. Há corte de funcionários em todas as áreas do Grupo Bandeirantes. E a política econômica implantada neste começo do ano, mostrou que demitir o melhor jornalista esportivo da casa, poderia ser uma solução. É claro que não é.

A verdade é que houve uma grande auditoria para definir quem seria demitido. E o estudo mostrou que Mauro Betting não servia mais. Vale lembrar que ele já estava “encostado” desde agosto de 2013, quando foi demitido e recontratado horas depois pela mesma rádio Bandeirantes, numa das histórias mais estranhas do jornalismo esportivo. Desde aquela época que Mauro não comenta as partidas de futebol, que pra mim é o que ele faz de melhor.

O fato é que o microfone da Rádio Bandeirantes se fechou para Mauro Betting. Enquanto o microfone da TV Bandeirantes segue aberto para jornalistas (?) da pior das espécies. Nem preciso citar nomes, afinal você leitor sabe bem de quem eu estou falando.

Nesta situação quem perdeu foi a Bandeirantes que além de perder o grande Mauro Betting, perdeu um ouvinte fiel. Eu sei que o momento é de redução de gastos, mas a decisão foi equivocada. Dava para reduzir gastos mantendo Mauro Betting no ar, tranquilamente. Que a emissora se recupere e que Mauro Betting, retorne o mais rápido possível ao dial paulistano, mas fato é que a Bandeirantes eu não ouço mais.

E em todo o caso, Mauro Betting, fica aqui o meu convite para você comentar futebol conosco na Rede Contínua. Pode ter certeza que aqui o seu contrato é vitalício! 

Victor Rodriguez é narrador e escreve todas às Terças e Sextas-feiras no portal da Rede Contínua

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