#futebolrc

    ...
... ... ... ... ...

Notícias

Rádios
Rádios
Rádios
Rádios
» » » » » » » O Corinthians caiu em uma arapuca financeira

Haddad e Andrés: aliados?

A construção da tão sonhada casa própria e as recentes conquistas, sobretudo as internacionais, fizeram do Corinthians o modelo a ser seguido. Só que não!

O Corinthians montou bons times a custa do não recolhimento de impostos. O ex-presidente e atual superintendente de futebol Andrés Sanchez, o atual presidente Roberto Andrade, o vice-presidente André Luiz de Oliveira e o ex-diretor financeiro Raul Corrêa da Silva tornaram-se réus da Justiça. Para livrar a cara desses dirigentes, o então presidente Mário Gobbi fez um acordo com a Receita Federal.

Em agosto passado, o Corinthians renovou antecipadamente o contrato com a Nike que acabaria em 2022, mas foi prolongado até 2025, e usou os R$ 20 milhões de luvas (prêmio pela renovação) para aderir ao Refis (Programa de Recuperação Fiscal criado pelo Governo). Após o parcelamento, a Justiça extinguiu o processo contra os dirigentes que eram acusados de crime fiscal. No entanto, a conta ainda terá que ser paga. E é bem salgada!

O valor original do tributo era de R$ 35,8 milhões. Mas o acordo feito para pagar essa dívida, fez saltar o tributo para R$ 188,1 milhões. Um aumento de inacreditáveis R$ 152,3 milhões. O Corinthians tem até o final de 2028 para quitar essa dívida. Uma média de R$ 10 milhões anuais.

Se a situação já não é boa, tem tudo para piorar. Para pagar o estádio, todas as rendas, incluindo a bilheteria, são destinadas prioritariamente a uma conta para pagar o empréstimo de R$ 400 milhões feito pelo BNDES. Uma grana que será sentida no departamento de futebol, já que até o ano passado, o Corinthians era o clube brasileiro que mais ganhava com a bilheteria. 

Até o momento, o clube não conseguiu vender os Naming Rights. E nem os camarotes e as cadeiras cativas. Algo difícil de entender. Talvez falte alguém do ramo para fechar essas negociações.

E a venda dos Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento (CIDs) está enroscada. Criada pela então prefeita Marta Suplicy, os CIDs são títulos emitidos pela Prefeitura com o objetivo de desenvolver a Zona Leste de São Paulo, e podem ser negociados com qualquer pessoa ou empresa interessada em usá-los para pagar dívidas de tributos municipais como, por exemplo, o ISS – Imposto Sobre Serviços – e o IPTU – Imposto Predial e Territorial Urbano. Na maioria dos casos, a pessoa ou empresa ganham um deságio na operação. 

O que está pegando é que o Ministério Público entrou com uma ação para questionar a validade desses títulos emitidos pela Prefeitura de São Paulo no valor de R$ 420 milhões. Obviamente, por conta da ação, nenhuma empresa se arriscará e comprará os títulos até o julgamento da causa, e isso pode levar anos.

Sem solução em médio prazo, o Corinthians pressiona a Prefeitura por garantias. Mas não há o que fazer. A Prefeitura não pode recomprar os CIDs ou garantir a validade. É ilegal e juridicamente impossível. Portanto, só resta ao clube esperar ou fazer algum tipo de acordo com a Odebrecht, antes que a dívida alcance níveis altíssimos e impagáveis.

Os espertalhões caíram no conto do vigário e deixaram o clube cair em uma arapuca financeira. Quiseram ser mais esperto do que eram e nem se preocuparam em botar no preto e no branco todos os cenários possíveis como reza a cartilha de todo bom administrador. Assim caminha o Corinthians. 


Duca Reis é jornalista e radialista e escreve todas às segundas e quintas para o Portal da Rede Contínua




«
Next
Postagem mais recente
»
Previous
Postagem mais antiga

Nenhum comentário:

Leave a Reply