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» » » » » » » » » » » » » » Paz nos estádios? Um sonho que não é impossível!

Gre-Nal da Paz: é possível ser civilizado


Boa vontade! É o começo para o fim da violência no futebol brasileiro. Boa vontade é o que teve a diretoria do Internacional ao promover o Gre-Nal da Paz! Destinar um setor para torcida mista e possibilitar que um colorado pudesse convidar um amigo gremista para assistir o clássico foi simplesmente genial. Nada mais civilizado!

A boa experiência de ontem nos leva a crer que ações desse tipo podem dar certo. Espero que a ideia seja levada adiante nos quatro cantos do país.

Infelizmente, nem tudo são flores, e houveram brigas entre alguns torcedores organizados. Como sempre! 

Não sou radical ao ponto de querer a extinção das torcidas organizadas. As instituições não são culpadas, e sim os bandidos que se associam a essas torcidas com o único propósito de matar ou morrer. Esses sim deveriam ser banidos de qualquer convivência com a sociedade.

Também faz parte da essência do futebol um espaço destinado aos torcedores que gostam de pular, gritar e torcer por seu time como se aquele momento fosse o mais importante de suas vidas. É um belíssimo espetáculo.

Torcidas mistas e torcedores organizados deveriam caminhar juntos. Sem violência. Pode ser utópico de minha parte, mas é assim que tem que ser.

Não é assim porque vivemos em um país com uma legislação arcaica e ultrapassada. Não consigo entender por qual motivo essas brigas selvagens não sejam qualificadas como tentativas de homicídio. 

Se ao menos esses bandidos infiltrados soubessem que correriam risco de reclusão... Eles sabem que não. 

Por tudo isso, é mais fácil o Ministério Público pedir jogo com torcida única do que prender o vândalo. Nada mais anticlímax.

Para assentar a torcida visitante, a polícia prefere esfacelar o estádio e diminuir consideravelmente a capacidade do mesmo, causando prejuízo econômico ao clube mandante. 

Aliás, por eles, seria mais fácil nem ter jogo. É mais fácil trocar o “sofá” de lugar.

Na semana passada, a justiça do Rio de Janeiro libertou 97 presos, membros das torcidas organizadas do Fluminense e do Vasco que brigaram antes do clássico realizado no último dia 22 de fevereiro. 

Os caras brigam, tentam matar os rivais, são presos e dias depois são soltos. A impunidade paira no ar.

Não adianta punir o clube com perda de mando ou jogo sem torcida. Isso é punir o bom torcedor que ficará impedido de prestigiar seu clube. O torcedor normal deve ser privilegiado e jamais punido. Jamais!

Nos anos 1980, muitos torcedores perderam a vida na Inglaterra. Os estádios eram ambientes propícios à violência. O futebol inglês vivia o caos.

Em 1985, na final da Liga dos Campeões entre Liverpool e Juventus, 39 torcedores italianos morreram em Bruxelas. Os torcedores ingleses foram considerados culpados e a UEFA suspendeu o Liverpool por seis anos fora das competições europeias. Os demais clubes ingleses foram punidos por cinco anos.

Apesar da punição aos clubes, outras tragédias continuaram a acontecer no Reino Unido. Em 1989, em Sheffield, o jogo entre Liverpool e Nottingham Forest não chegou ao fim devido a uma grave confusão no estádio: 766 pessoas ficaram feridas e 96 morreram. 

A questão de segurança pública só melhorou quando a então primeira ministra britânica Margareth Thatcher decidiu agir e foi atrás do problema: os hooligans. 

Ontem, no mesmo dia do Gre-Nal da Paz, dois jogos foram realizados em Londres: Arsenal e Everton, pela Premier League, e Chelsea e Tottenham, pela final da Copa da Liga. Quase 150 mil pessoas estiveram presentes nas duas partidas. 

Alguma confusão? Nenhuma! Lá tem punição dura e severa. O torcedor sabe que não pode brigar porque será responsabilizado por seu ato. A polícia faz a sua parte e a justiça não manda soltar. Simples assim! 


Duca Reis é analista de futebol e escreve todas as segundas e quintas para o portal da Rede Contínua.


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