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Muricy se despediu do São Paulo nessa última terça-feira (Foto: Marcelo Zambrana / AE)
Ficou no passado o tempo em que o São Paulo Futebol Clube poderia ser definido como o melhor e mais organizado clube da América do Sul. Campeão Sul-Americano e Mundial, com vários títulos estaduais e nacionais no currículo.  Depois de quase ser rebaixado à segunda divisão nacional em 2013, recuperou-se em 2014, e conquistou a vaga à Taça Libertadores da América em 2015.  Dizem que tal feito foi obtido, por conta do empréstimo e das boas atuações de Kaká, com a camisa do São Paulo, no segundo semestre do ano passado.

Depois de perder dois jogos consecutivos, para o San Lorenzo na Argentina, e para o Botafogo em Ribeirão Preto, e aliado à saúde debilitada, Muricy Ramalho não é mais o treinador do São Paulo.  O técnico que é são-paulino assumido agora vai cuidar da saúde, tratar da diverticulite e das pedras na vesícula. Nessas horas, tem mais é que pensar na saúde mesmo. Boa sorte ao Muricy.

Mas a atual postura da diretoria do São Paulo não condiz mais com o clube organizado de 30 anos atrás.  Crises internas, que eram abafadas por dirigentes em tempos de outrora, hoje estão chegando mais facilmente à imprensa e aos torcedores. Contratações de jogadores sem o mínimo planejamento, são fatos rotineiros no São Paulo. E mais: rumores dão conta que o clube do Morumbi tem atrasado os salários de seus atletas, o que poderia explicar (mas não justificar) o fraco desempenho do time nos clássicos e nos jogos decisivos. Aliados a esse estado de coisas, eu diria que a cabeça dos atletas, da comissão técnica e dirigentes, está completamente bagunçada. Está faltando um bom psicólogo nos lados do Morumbi.

A corda arrebenta sempre do lado mais fraco. E mais uma vez, sobrou para o treinador. Muricy Ramalho deixou o São Paulo para tratar da saúde.  O clube e o treinador afirmaram que a saída foi de comum acordo. Mas nos anos 90, Telê Santana, tão vitorioso e vinculado ao São Paulo quanto Muricy, passou por isquemia cerebral, e não foi demitido. Foi afastado e posteriormente reconduzido ao cargo. Por que não fazer o mesmo agora, com o Tri campeão brasileiro Muricy Ramalho?


No passado, problemas eram resolvidos de forma interna no São Paulo.  Atualmente, isso não acontece mais. Para desespero do torcedor são-paulino.  A diretoria foi atrás de Abel Braga, de Luxemburgo, e de treinadores estrangeiros. E até o momento, não confirmou o nome do novo treinador. Isso porque tem duas decisões pela frente:   no final de semana, tem jogo pelas quartas-de-final do Paulistão, e no meio da próxima semana, uma pedreira contra o Danúbio no Uruguai em jogo válido pela Libertadores.  E o que fará a diretoria amadora do São Paulo? Contratará um técnico efetivo até lá, ou ficará com o eterno auxiliar Milton Cruz nessas duas pedreiras. É muito descaso, e muito amadorismo da diretoria de um dos principais clubes da América do Sul.

Por Ivan Marconato

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