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» » » » » » » » » Crefisa, FAM e FPF: um case de como fazer um marketing negativo

O Palmeiras de Arouca foi prejudicado pela arbitragem


Ainda repercute negativamente os inoportunos patrocínios que a Federação Paulista de Futebol fechou para pagar os custos de arbitragem.

A rica Federação Paulista de Futebol não precisa de dinheiro. Só Palmeiras e Corinthians faturaram mais do que a entidade nesse Paulistão. A FPF abocanha nada menos do que 5% da renda de bruta de todas as partidas realizadas. Portanto, é totalmente desnecessário buscar patrocinadores para bancar esses tais custos. Além do mais, o valor do negócio é de apenas R$ 60 mil.

De acordo com o Regulamento de Organização de Arbitragem da FIFA, os patrocínios da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas) aos árbitros é ilegal porque ambas são parceiras do Palmeiras, um dos postulantes ao título. 

As empresas e a FPF deram um exemplo de como fazer um marketing às avessas. As insinuações mancham o Paulistão, mesmo que seja improvável uma armação. A Crefisa e a FAM tiveram uma exposição negativa e não precisavam ter de passar por isso. Muito menos a Federação. E sobrou até para o Palmeiras.

Os juízes entraram nos jogos das quartas-de-final sob pressão. E cometeram erros. No sábado, a Ponte Preta teve um gol legítimo anulado contra o Corinthians pela marcação de um impedimento inexistente pelo auxiliar Vicente Romano Neto. No domingo, o árbitro Marcelo Rogério deixou de dar um pênalti claro sobre Dudu e permitiu a sequência de um lance em impedimento de Zé Roberto, do Botafogo-SP, que perdeu um gol incrível. O Palmeiras foi prejudicado e um rival foi beneficiado. Os erros podem ter sido por despreparo e incompetência, mas é inegável que a pressão política só aumenta o risco de novos erros.

O Palmeiras emitiu uma nota dizendo que insinuar um possível favorecimento dos juízes é um "desrespeito inaceitável" ao clube. Até o bem intencionado, porém ingênuo, goleiro Fernando Prass entrou nessa: “Falaram tanto que a arbitragem ia beneficiar o Palmeiras. Veja se beneficiou... As pessoas têm que ter mais responsabilidade na hora de falar. As pessoas pegam o microfone e saem falando sem ter contas a prestar depois. Tem que ter responsabilidade”. 

A Federação Paulista diz que não enxerga conflito de interesses, e o até o momento, os patrocinadores não se manifestaram a esse respeito.

É óbvio que há um conflito de interesse. Seria muito bom para a Crefisa e para a FAM que o Palmeiras conquistasse o campeonato. Nada mais natural. Um título aumentaria a exposição das duas marcas.

Não acredito em uma manipulação dos homens do apito, mas não precisa ser muito esperto para concluir que qualquer falha do árbitro em favor do Palmeiras será vista pelos torcedores como uma manobra deliberada.

Atualização: Nesta segunda-feira, a FIFA reconheceu o conflito de interesses. Sem alternativa, a FPF teve que cancelar os patrocínios.


Duca Reis é jornalista e radialista e escreve todas as segundas e quintas para o Portal da Rede Contínua




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