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» » » Deixem o Galvão em paz!

Durante o encontro de jornalistas da TV Globo, promovido pelo Jornal Nacional para comemorar os 50 anos da emissora carioca, o narrador Galvão Bueno deu um “selinho” no jornalista Pedro Bial. Bastou a imagem do beijinho ser exibida pela Globo News, que imediatamente surgiram inúmeras críticas ao polêmico narrador carioca, nas redes sociais.

A gente sabe que, invariavelmente, a caixa de comentários dos portais são a escória da sociedade. Eu sou jornalista, acesso aos portais diariamente e sei disso. Mas eu li coisas tão terríveis na material do Terra sobre o “polêmico selinho”, que não me contive, e escrevi esse texto defendendo o Galvão. Como se ele precisasse... 

Mas ora... Deixem o cara fazer o que ele quiser. Que mania bizarra é essa que as pessoas têm de patrulhar tudo o que as personalidades fazem ou deixam de fazer. O Galvão Bueno pode fazer o que ele quiser. Ele está naquela fase da vida onde o status “Galvão Bueno” está acima do bem e do mal. E ele trabalhou muito para isso. Silvio Santos está nessa fase há algum tempo. E só os gênios chegam nesse ápice da carreira.

Galvão pode dar selinho no Pedro Bial, pode assumir que é flamenguista, pode ficar sem voz de tanto gritar gol da Alemanha, pode até perder a narração de um gol por estar desconcentrado... Ele pode tudo. E nós temos que respeitar. Sem xingar. Cadê a tolerância? 

O que leva esses cidadãos a acessarem o site do portal Terra para escrever estas barbaridades abaixo? E é uma irresponsabilidade o portal não colocar um moderador para vetar estas ofensas.  
  
Galvão não precisava se justificar, mas aproveitou uma brincadeira do amigo Arnaldo Cesar Coelho, durante o programa “Bem Amigos”, para explicar que é muito amigo de Pedro Bial e que o selinho foi uma brincadeira carinhosa entre os dois, que eles fazem normalmente. 

O narrador número 1 da TV Globo - para mim o melhor da história da televisão brasileira - está numa fase relax. Trabalha pouco. Narra apenas corridas de Fórmula 1 e os jogos da seleção brasileira. Eventualmente apresenta o seu programa às segundas-feiras no canal pago Sportv. 

Galvão Bueno é multimilionário e merece. Toda sua fortuna foi conquistada com trabalho duro e principalmente por mérito próprio, pois seu talento é indiscutível. Ele é o maior vendedor de emoções da história deste país. Há três semanas Carlos Eduardo Galvão Bueno lançou sua biografia intitulada “Fala, Galvão” que rapidamente se tornou o segundo livro de não ficção mais vendido do país, de acordo com a lista da Revista Veja.  

E Galvão tem que falar mesmo. É a principal fonte deinspiração de uma nova geração de narradores . Galvão fala e nós escutamos. Galvão beija e nós respeitamos. Como dizia Rita Lee “a alegria alheia incomoda”. E parece que a alegria do Galvão Bueno incomoda as pessoas mais ainda. Chega de patrulha! Fala, Galvão! Beija, Galvão! 

Copa Aceesp
A Rede Contínua está participando da Copa Aceesp. Competição de futebol society entre jornalistas, promovida pela Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo.

O evento é espetacular! A integração entre os profissionais é saborosa O clima é pacífico e extremamente bem-humorado. O assunto principal é futebol, mas também fala-se de jornalismo. 

Mas ontem fiquei muito chateado. Durante nossa partida contra o time do site Globoesporte.com, alguns babacas que estavam assistindo o jogo, gritavam “ôôô bicha” toda vez que nosso brilhante goleiro (e repórter nas horas vagas) Vinicius Alexis fazia a reposição de bola.

E o curioso é que alguns desses jornalistas que gritavam “ôôô bicha” já criticaram em suas redes sociais, as torcidas dos times de futebol que entoam nas arquibancadas esse mesmo grito homofóbico. Que vergonha hein? Quanta incoerência! Vamos ter um pouquinho de consciência, jornalistas. Vamos dar exemplo!

E na sexta-feira o assunto volta a ser o futebol.

Victor Rodriguez é narrador e escreve às terças-feiras para o portal da Rede Contínua.

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