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» » » A hora e a vez de Marcelo Oliveira

Uma semana após demitir Oswaldo de Oliveira, o Palmeiras apresentou nesta terça-feira seu novo treinador até o final de 2016. Trata-se de Marcelo Oliveira que, aos 60 anos, terá pela primeira vez a oportunidade de dirigir um clube paulista. Mineiro, nascido no município de Pedro Leopoldo, Marcelo Oliveira desponta como um dos principais treinadores do Brasil e tem no Palmeiras a principal vitrine de sua curta e promissora carreira.

Antes de qualquer coisa deixo claro que eu, se fosse Paulo Nobre, não demitiria Oswaldo de Oliveira. É impossível realizar um bom trabalho em apenas seis meses. E mesmo em um curto período Oswaldo conseguiu ser vice-campeão estadual e criou a espinha dorsal de um time altamente competitivo. Sa demissão comprova a incompetência diretiva e a frouxidão presidencial pelos lados palmeirenses. Isto posto, é inegável que hoje Marcelo Oliveira está num patamar acima de seu antecessor Oswaldo.

E nem digo isso pelos dois últimos títulos nacionais conquistados no comando do Cruzeiro. Mas sim pelo estilo do jogo das equipes comandadas por Marcelo Oliveira. No comando do Coritiba, ele conseguiu ser bicampeão estadual em 2011 e 2012, além de ser vice-campeão da Copa do Brasil nestes mesmos anos. É um feito e tanto levando em conta que o time do Coritiba era tecnicamente medíocre. Mas que tinha um estilo próprio. Gostava de ter a bola nos pés e jogava numa velocidade impressionante, principalmente atuando no Couto Pereira. Ainda hoje aquela equipe comandada por Rafinha e Eveton Ribeiro deixa saudades no coração do torcedor coxa-branca.

No final de 2012 uma passagem esquisita por São Januário, que nem deveria entrar nessa minha análise, pois em míseros 10 jogos, o treinador não consegue implantar filosofia de jogo alguma. Avaliar o trabalho de Marcelo no Vasco da Gama é como dar nota para um jogador que entrou aos 47 minutos em um jogo que acaba aos 48. É sem nota e pronto.

Mas chegamos em 20013 e no comando do Cruzeiro, conquistou o bicampeonato brasileiro em 2013 e 2014. As características da equipe celeste eram parecidas com as do Coritiba: muita velocidade, transições agudas, posse de bola e inteligência no momento de infiltrar e acelerar a joga na vertical. Não era um time que encantava, mas era um time praticamente imbatível.

Enfim chegamos a junho de 2015 e Marcelo Oliveira já está no comando do Palmeiras. Não tenho dúvidas que é o time certo na hora certa para tornar o mineiro de fala mansa e olhar pacato, no melhor técnico de futebol do país. Marcelo vai ter a companhia do antigo parceiro de Cruzeiro, Alexandre Mattos e de jogadores como Egídio e Robinho, já conhecidos de Marcelo Oliveira. Se tiver tempo, não tenho dúvidas que fará um belíssimo trabalho por tudo o que mostrou até agora em sua curta trajetória. É um mero palpite, otimista demais confesso, mas com o elenco atual nas mãos, com a chegada de Lucas Barrios e Leandro Almeida, o Palmeiras ainda entra na briga pela conquista do Campeonato Brasileiro.



Três toques
1 – Só Neymar salva – Assisti e fiquei decepcionado com a exibição da seleção brasileira diante do Peru, no último domingo. A vitória nos acréscimos, e consequentemente a continuidade da sequência invicta com 11 jogos e 11 vitórias pós o fracasso da Copa do Mundo, não escondem os defeitos da seleção de Dunga. É um catado. E no aperto joga pro Neymar que ele resolve. O treinador precisa urgentemente criar alternativas para o ataque brasileiro. Afinal amanhã contra a Colômbia, Neymar vai se reencontrar com Zuniga, algoz do atacante brasileiro nas quartas de final da Copa do ano passado. Abre o olho, Dunga!

2 – Expulsão de Torcedores  - Lamentável a atitude dos voluntários da Arena Corinthians no último sábado, em Itaquera. Estivemos lá com a equipe da Rede Contínua para mostrar Corinthians x Internacional e presenciamos uma falta de sensibilidade tremenda com os torcedores que estavam no estádio após o término da partida. Após uma vitória na raça, muitos torcedores corinthianos permaneceram nas arquibancadas para tirar fotos do moderno estádio e principalmente para comemorar a vitória. Até que inúmeros fiscais com coletes laranja ordenam que os torcedores se retirem das arquibancadas rumo à parte interna do estádio. Por que fazer isso? Deixe o torcedor curtir uma vitória sofrida em paz. Cansei de sair do Pacaembu uma hora após o fim de uma partida. O estádio é a casa do torcedor e ele deve sair de lá quando quiser, e não quando um voluntário o obrigar.


3 – Zito eterno – Morreu no último domingo, na cidade de Santos, José Ely de Miranda, o Zito, aos 82 anos. Zito foi bicampeão mundial pela seleção brasileira em 1958 e 1962, jogando o fino da bola ao lado do craque Didi. Zito também atuou no meio campo daquele timaço do Santos na década de 60 com Pepe, Pelé, Mengálvio, Coutinho à sua frente. Zito ajudou a revelar jogadores como Robinho e Neymar e vai ser sempre lembrado por tudo o que fez ao futebol brasileiro. Descanse em paz, Zito!

Victor Rodriguez é narrador e escreve para o Portal da REDE CONTÍNUA

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