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» » » » A Pobreza Cultural do País

Zeca Camargo está sendo achincalhado através das redes sociais. Horas depois de ter criticado a comoção "farsante" de muitas pessoas pela morte do cantor sertanejo Cristiano Araújo.

Não tenho nada contra qualquer tipo de gênero musical, ao contrário, sou eclético e aprecio música boa. Entretanto, como destaquei uma vez neste espaço, nosso país vive uma crise cultural sem precedentes, em todas as áreas, cinema, teatro, música e comunicação. As músicas tidas como "hits" estouram por um ou dois dias e somem após duas semanas, cantores que não recordamos os nomes caem no ostracismo facilmente. Mais vale uma hora de glória no "Domingão" do que o anonimato eterno. É claro que no meio de tanto material ruim, o talento prevalecerá. (Estou procurando, ainda não achei).

Não vivo no mundo da lua e não sou mal informado, óbvio que conhecia o nome Cristiano Araújo, no entanto, confesso não conhecer nenhuma de suas "famosas" e "questionadoras" músicas. 

Não sou nenhum Policarpo Quaresma, e muito menos saudosista, ainda que, dentro do cenário da música sertaneja eu só conheça cantores como: Inezita Barroso, Milionário e José Rico, Chitãozinho e Xororó, João Mineiro e Marciano e alguns outros. Artistas como estes citados não viviam para a mídia e nem para a banalização do conteúdo. Embora nesta época os meios de comunicação fossem bem melhores que os atuais.  

Esses cantores meia boca que estão nos holofotes das principais e mais assistidas emissoras de televisão, vivem esbanjando luxo, ostentando correntes de ouro, relógios de marca e letras que colocam às pessoas no contexto mais primitivo que existe, levando os seres humanos à uma busca desenfreada por dinheiro, carros, luxo, sexo fácil e descompromisso. 

Junte todas essas bandas, essas duplas, esses conjuntos ou seja lá o que for, todos estes artistas relâmpagos que estão em evidência, e até aquelas bandinhas mais famosas como Jota Quest ou Capital Inicial, coloque-os dentro de um liquidificador e você verá que não valem uma pausa em músicas de Tim Maia, Cartola, Dona Ivone Lara ou Raul Seixas.

OBS: Este texto não é ELITISTA.

Gabriel Dias é narrador e escreve para o portal da Rede Contínua.

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