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» » » Oswaldo demitido: cai mais um planejamento do futebol brasileiro

Desde que resolveu reformular todo o elenco palmeirense, o presidente Paulo Nobre sabia que teria de contratar um técnico na qual pudesse confiar o início de um novo ciclo e agregar sucesso a ele. Escolheu Oswaldo de Oliveira. À época, o mercado não foi muito generoso com Nobre, portanto vou considerar que fez uma boa escolha.

Oswaldo fez bons trabalhos no Corinthians (onde começou sua carreira como treinador), Botafogo e, recentemente, no Santos, onde entendo que foi injustiçado com a demissão. 

Quando o treinador chegou à Academia de Futebol encontrou um novo elenco trazido pelo sempre elogiado Alexandre Mattos, que fez um ótimo trabalho no Cruzeiro, conquistando o bicampeonato brasileiro e uma Copa do Brasil.

Dentro deste elenco, Oswaldo teve a chance de indicar alguns nomes. Casos como Rafael Marques, Gabriel, Lucas, Egídio e Fellype Gabriel (que ainda não estreou). Começou a montagem do time no campeonato paulista e surpreendeu. Talvez aí começou a montar a sua própria cova, involuntariamente, segundo manda a velha e improdutiva cartilha do futebol brasileiro contemporâneo.

Com o time em processo de montagem, Oswaldo fez suas escolhas e por elas o Palmeiras chegou à final do campeonato paulista, passando por seu maior rival Corinthians, jogando fora de seus domínios, e levando a partida final, na Vila Belmiro, para os pênaltis. Quase levantou o caneco regional com um time novo, em um clube que vinha de uma permanência na elite do futebol brasileiro por muito pouco. Até então, o respeito tático da equipe de O.O. sobressaía à limitação técnica de alguns atletas e o elenco dava esperanças à torcida.

Porém, no campeonato brasileiro, o Palmeiras não conseguiu ainda desempenhar o futebol apresentado no Paulista, o que já era esperando. Não pela torcida. Vaias e pedidos de saída do treinador perturbavam os ouvidos dos diretores palmeirenses e o conselho pressionou. Nem a vitória sobre o Corinthians em Itaquera, com autoridade de quem mereceu o resultado, livrou Oswaldo da corda-bamba. 

Foram cinco meses de trabalho e chegou o momento de sentar com Mattos e Nobre para indicar aqueles que serviriam para a continuidade do projeto e aqueles que não serviam, bem como as posições carentes que teriam de ser preenchidas com novos atletas, como o caso de Alecsandro, que está chegando.

Em vez disso, a diretoria palmeirense ouviu seu conselho, a sua torcida apaixonada e a imprensa que pressiona.Chamou Oswaldo pra conversar e resolveu, então, quebrar o planejamento ao meio e começar de novo, mesmo após excelente campanha no regional e em meio à montagem de uma equipe toda nova. Oswaldo vai embora em uma época do ano que, diferentemente do final do ano passado, tem mercado favorável, que atormenta os treinadores que não fazem seus times vencerem.

O time, que era para ser montado e vir forte para o ano que vem, foi colocado em cheque por todos à volta de forma precoce, sob responsabilidade do treinador, que pediu apenas alguns dos jogadores que ali estão. Talvez a demora pela mudança tática e de peças chave derrubou o sereno Oswaldo de Oliveira. 

Mas uma administração séria e competente não pode cometer os mesmos erros de outrora. Treinador no Brasil tem prazo de validade. Planejamento nos clubes brasileiros não vale o preço de um ingresso. É destruído e amassado como um esboço de um texto para um blog numa folha de papel.

Lá vai novamente o Palmeiras, buscando seu lugar devido entre os grandes do Brasil sem saber que as conquistas são enxergadas no horizonte e que os resultados de novos trabalhos vêm de médio a longo prazo. Assim caminha o futebol nacional!

Sérgio Botarelli é locutor e escreve para o Portal da REDE CONTÌNUA


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