#futebolrc

    ...
... ... ... ... ...

Notícias

Rádios
Rádios
Rádios
Rádios
» » » » Almanaque do JEC: A história do maior historiador e narrador do Vale do Paraíba

O "Almanaque do JEC" (Jornalismo Esporte Clube) irá trazer a cada sexta-feira uma personalidade do jornalismo esportivo brasileiro. Iniciamos com a história de vida do maior historiador e narrador do Vale do Paraíba. O Paraense, Palmeirense e Joseense Alberto Simões. Escrevo ao Mestre com carinho!
“Os ponteiros não param…”
Assim Alberto Simões dizia em suas transmissões esportivas para assinalar os minutos que se passavam e o cronômetro que não parava. Os ponteiros não param para aqueles que amam.
Alberto de Souza Simões, o paraense que tantas vezes se deliciava em contar as histórias do povo de Belém do Pará. Nas datas marcantes sempre dizia o que estavam fazendo na sua terra e da vontade de estar com eles. Escolheu também estar conosco, primeiro passando por Campos do Jordão e depois se tornando um dos mais amados joseenses que a história conheceu. Cidadão Joseense por título e por alma.
Ninguém conhece mais as histórias, as entranhas e os segredos do estádio municipal da cidade de São José dos Campos, o Martins Pereira, do que ele. Ali foi sua casa por tantas jornadas inesquecíveis, por inúmeros gritos emocionantes de que “a bola está na zona do agrião, há raios e trovoadas, há perigo por perto, é gol do São José no Martins Pereira, a menina está lá dentro, me conta Valtencir (Vicente, repórter de campo em suas narrações) a história desse gol." O mestre Alberto Simões estava narrando naquilo que ele chamava carinhosamente de “latinha”.
Na criação do “Parada dos Esportes” há mais de 51 anos, fez do horário das 18h a referência em notícias do Vale do Paraiba, na antiga Rádio Clube e até a Rádio Cidade, como poucos valorizava o trabalho da malha no grande rádio esportivo. Dizia sempre que Fabiola Molina e Edwar Simões foram os maiores esportistas que São José já teve. Valorizava quem levava o nome da cidade ao Brasil e ninguém fez isso melhor do que ele, inclusive quando presidiu a Aceesp no interior. Iria escrever um livro sobre os grandes nomes do esporte na cidade.
Nos últimos anos de seu trabalho, se dedicou ao basquete, que ele chamava de “o novo amor da cidade”. Chamou a Associação Esportiva São José onde aconteciam as partidas de o “caldeirão”, “o palco iluminado da vermelhinha”. E viveu tantas jornadas inesquecíveis com a sua transmissão tantas vezes em pé na cabine e com a bandeira do Remo lá pendurada. Eram de “Chuá” que caiam as melhores bolas da “Águia do basquete”, pois “de três é mais bonito, de três é mais gostoso”.
“Franca é sempre Franca”, alertava o mestre quando a turma de Helio Rubens Filho aqui vinha. “Se eles tem o Volucato em Limeira, aqui temos o Vo Lineu”, brincava nos jogos com Limeira. De nossos jogadores ele dizia “Murilo Becker comparece e a bola desce”, Fulvio Chianta de Assis era o maestro do time, Andre Laws era o homem de gelo, as “muchas gracias” eram dadas ao espanhol Alvaro Calvo, Chagas Junior era no melhor sotaque paraense o “repórter das quadras” e Dalvi Rosa Moreira foi o seu amigo de fé, seu irmão camarada, de tantos caminhos e tantas jornadas.
O título Paulista de 2012 do basquete de São José foi oferecido ao Mestre Alberto, onde ainda do hospital apoiava seu amigo Vieira Junior naqueles momentos que seriam tão importantes para o jovem locutor que ali nascia e o sucederia nos jogos seguintes. Seu último trabalho foi em uma partida de basquete na ADC GM, uma quarta feira a noite, onde na Quinta o São José já enfrentaria o seu Palmeiras pelo basquete masculino. Não esteve presente, já estava aos cuidados de sua família que com tanto amor foram o seu sustento até o falecimento, a sua esposa Bete Barros Simões, os filhos Marcelo, Luciano. Doia meses depois um parque ambiental na zona norte da cidade deu nome ao professor.
As lágrimas vieram, as lembranças são eternas e fica a certeza de que aqueles que amam jamais passam, para eles o relógio da eternidade não para nunca de apontar a direção sem fim. Encerrar o texto com alguma palavra minha é muito difícil, então dou voz as suas palavras mais uma vez para que ecoem por todo o sempre nos corações daqueles que conheceram o “professor da galera”, o mais amado radialista de São José dos Campos. Assim ele sempre encerrava as suas transmissões:
“A vida é um caminho, siga em frente, a vida é um presente de Deus!”
Semana que vem no "Almanaque do JEC" a homenagem será ao pai da gorduchinha, Osmar Santos.

«
Next
Postagem mais recente
»
Previous
Postagem mais antiga

Nenhum comentário:

Leave a Reply