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» » » » Vai sem deixar saudades: Bauza encerra hoje seu ciclo no SPFC

Estávamos em dezembro de 2015 e o São Paulo Futebol Clube se via a procura de um novo treinador, tínhamos vivido um ano de muitas dificuldades com um treinador que havia nos deixado para aceitar o convite de uma seleção. Doriva voltou para tentar ajudar, mas visando o planejamento do ano seguinte, não passou de sete jogos. Muitos nomes eram falados, mas era forte a ideia de novamente buscar um treinador estrangeiro. O ano havia sido salvo com a classificação para a pré Libertadores na última rodada do Brasileirão. Ainda vivíamos as saudades da recente despedida do maior ídolo da história do clube, Rogério Ceni, em 11 de dezembro.

Desde que Muricy Ramalho deixou o Tricolor, a diretoria disse que não havia no Brasil nenhum técnico a altura do clube. Então movidos pelas "quartas-feiras de Libertadores", o São Paulo voltou os seus olhos novamente para a competição continental. E trouxe um técnico bi campeão da Libertadores com equipes então não favoritas. Edgardo Bauza chegou ao Morumbi e logo treinou a equipe para o Paulista.

O técnico durante toda a sua carreira teve um aproveitamento abaixo dos 50% pelos clubes que passou. Começou assim no Tricolor também e com as derrotas para São Bernardo no Paulista e The Strongest na estreia da Libertadores, viu uma forte pressão para a sua saída nos corredores do Morumbi. O São Paulo atuou os primeiros jogos do ano no Pacaembu, pela reforma do seu estádio e quando voltou ao sacrossanto Morumbi voltou a ter um fôlego novo, se classificando no Paulista e embalando na Libertadores, onde ficou em segundo no grupo, quase alcançando o líder River Plate, a quem vencera em casa. As oitavas de finais da Libertadores mostraram um Tricolor arrasador em mata-mata e o estilo copeiro de Bauza foi elogiado a plenos pulmões por toda a América. A eliminação no Paulista com uma goleada para o Audax mostrava o sinal de alerta. Ele não foi ouvido. Veio o Atlético Mineiro nas quartas de final, o São Paulo passou heroicamente, e o copeiro Patón Abriu Aspas assim:

"Escuto por aí algumas análises que o São Paulo não joga bonito. A verdade é que não gosto de jogar bonito. Eu quero uma equipe efetiva, que ataque e, quando tenha que defender, defenda".

O futebol bonito nunca veio. O futebol de resultados deixou de vir nas semifinais contra o Atlético Nacional. O ciclo de Bauza se encerrou em Medellín. Ele nunca teve um aproveitamento para campeonatos de pontos corridos e não era para o Brasileiro. Foi para a Libertadores. Não chegou ao título, mas chegou longe com um São Paulo de pouca técnica. Ele claramente foi contratado para a Libertadores e o São Paulo também gostou de vê-lo indo a esta altura da temporada.

Bauza pagou pelo preço das palavras e não sai com uma boa imagem do Morumbi. Havia dito no calor da Libertadores que nem a seleção argentina o tiraria do Morumbi e que renovaria ao fim do ano se quisessem. Não honrou a palavra e sequer a história do clube, que é marcada por treinadores ligados pelo amor às cores vermelho, branco e preto. Não deixará saudades, mas sim alguns ensinamentos. Que o São Paulo aprenda a resgatar o seu passado e trazer quem se identifique com o história do Tricolor, assemelhando os seus sonhos aos do clube e não a busca de objetivos unicamente pessoais. Que ouça a voz de sua torcida, que não pede apenas forças novas dos que vem de fora, mas sim a raça de quem já habita os vestiários. Que o Tricolor volte a ser pensado a longo prazo e não a um campeonato, e deixando de ser vitrine a outros, se espelhe em novamente entre os grandes ser os primeiros. Que Patón aprenda sim a embelezar o futebol de mais arte e de menos Centurión. Se foi mais um.

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