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» » » Almanaque do JEC: As cortinas do espetáculo se abrem eternamente para Fiori Giglioti

O Almanaque do JEC desta semana celebra a história de Fiori Gigliotti, um brilhante radialista e narrador esportivo nascido em Barra Bonita no dia 27 de setembro de 1928 e falecido em São Paulo em 8 de junho de 2006. Filho do interior de São Paulo e dos imigrantes italianos Angelo Gigliotti e Maria Rosaria Palmisano, aos quatro anos de idade sua família se mudou para a cidade de Lins.
Fiori Gigliotti empunhou os microfones esportivos em partidas de dez Copas do Mundo de Futebol e contava que o maior jogo ao qual assistiu foi o disputado entre Santos e Benfica, na final da Copa Intercontinental de 1962. Por todos os tempos do futebol irão ecoar os seus eternos bordões: "Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo", "E o tempo passa…,torcida brasileira" (quando uma equipe precisava fazer um gol), "Tenta passar, mas não passa!", "Aguenta coração!", "Crepúsculo de jogo","É fogo" (antes do grito de gol) "Agora não adianta chorar" (logo após narrar um gol), "Torcida brasileira", "Uma Beleeeeza de Gol!", "Um beijo no seu coração" e "Fecham-se as cortinas e termina o jogo". Recebeu mais de duzentos títulos de cidadão honorário, principalmente pelo interior de São Paulo, trabalhando como locutor desde 1947 atuou nos prefixos da Rádio Clube de Lins (São Paulo), Rádio Cultura de Araçatuba (São Paulo), Rádio Bandeirantes, Rádio Panamericana (atual Jovem Pan), Rádio Tupi e Rádio Record. Seu último trabalho era como comentarista na Rádio Capital de São Paulo.
No fim de 2005 recebeu a "Medalha da Ordem Nacional do Mérito Futebolístico" da Federação Paulista de Futebol, ocasião em que disse: "Eu confesso que hoje vivo um momento de muita emoção. É daqueles momentos de rara felicidade que nos fazem ter alegria de viver". Deu entrada no Hospital Alvorada com problemas de úlcera e próstata e veio a falecer na madrugada de 8 de junho de 2006, vitima de falência múltipla de órgãos, sendo sepultado no dia seguinte no Cemitério do Morumbi. Ele escolheu a véspera de uma Copa do Mundo para dizer adeus ao futebol, ao rádio e aos milhares de torcedores que se acostumaram a ouvir suas transmissões sempre carregadas de emoção. O torcedor do Palmeiras e fã ardoroso do santista Pelé se juntou a outros nomes célebres do rádio e do jornalismo esportivo como Edson Leite, Geraldo José de Almeida, Geraldo Bretas, João Saldanha, Mário Moraes, Milton Peruzzi, Ely Coimbra, Peirão de Castro, Marco Antonio Mattos, Pedro Luiz, Mauro Pinheiro, Roberto Silva, Darcy Reis, Luiz Augusto Maltoni, Carlos Aymar, Oduvaldo Cozzi, Waldir Amaral, Jorge Cury, Ary Barroso, Jorge de Souza, Ávila Machado, Aroldo Chiorino e tanta gente boa. O mestre seguiu o destino de João Saldanha que morreu em Roma em meio à Copa de 90, de Pedro Luiz, em São Paulo, na semana final da Copa de 98, de Mauro Pinheiro, também em São Paulo, às portas da Copa de 82 na Espanha, um locutor de nome diferente, voz diferente e caráter diferenciado. A morte em sua mão de ausência a tudo perdoa e apaga, mas desta feita morreu um homem sem pecados. Fiori Giglioti subiu e está morando no céu, mas ficará por todo o sempre incrustado no carinho, no coração e na memória do nosso Cantinho da Saudade.
Foi na transmissão da Rede Globo da partida inaugural da Copa do Mundo de 2006, Alemanha vs. Costa Rica, um dia após a sua morte, que o mestre Fiori recebeu homenagem de Galvão Bueno, que iniciou a narração com a inesquecível frase do grande Fiori: "Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo".
Abre Aspas para Mário Lopomo:
"Trabalhei com ele, na radio bandeirantes, nos anos 60-70, no QG dos esportes. Ele Fiori, era o chefe do departamento de esportes, substituindo Dinamerico Aguiar. Tinha um forte raciocínio. Improvisação.
Para fazer um comentário não precisava pensar muito as palavras brotavam de sua cabeça. Certa ocasião o quadro CANTINHO DA SAUDADE que ia ao ar no domingo não estava gravado. Era um sábado às 17 horas. Não sabíamos quem colocar. PARECIA QUE ESTAVAM ESGOTADOS TODOS OS NOMES DE JOGADORES FALECIDOS. Todos os nomes que vinham a cabeça, já tinham sido colocados no ar. Andando pelo corredor do segundo andar do Edifício Radiantes, um jornal aberto no chão, dizia que Tininho, um jovem craque do Guarani tinha falecido no treino aquela semana. Pronto. Já estava na cabeça dele, o que tinha que dizer. Fomos para o estúdio e Fiori, disse tudo o que os torcedores do Guarani, e demais ouvintes e mesmo a familia do jogador queriam ouvir.
Não sei onde ele de improviso, foi buscar tanto argumento para emocionar a torcida brasileira. Fiori era um líder. Mais acho que ele não sabia disso. Era simplório. Estava sempre perto do poder, e nem se importava com isso. Embora tendo o poder nas mãos. Poderoso e prepotente nunca se mostrou. Tratou sempre seu semelhante, com dignidade e humanismo.
Como diretor de esporte da Rádio Bandeirantes, amenizou bastante o sofrimento seu subordinado Luiz Augusto Maltoni, que estava sendo esmagado pela tirania do superintendente da radio. Foi ali o início, de um acordo que pos fim no tal sofrimento, de um trabalhador que vinha amargando uma geladeira, só porque não queria entrar em acordo para sair da radio com quase nada de seus direitos trabalhistas. Fiori era isso. 100% Dignidade, era fazer o bem a quem chega-se a sua frente".

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