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» » » » Almanaque do JEC: Osmar Santos

O "Almanaque do JEC" desta semana traz a história de um dos maiores comunicadores do Brasil. Osmar Santos nasceu em Osvaldo Cruz, interior de São Paulo, em 28 de julho de 1949, passou a infância em Marília, para onde seus pais Romeu e Clarice se mudaram, é formado em Educação Física, Administração e Direito e também é conhecido como o pai da matéria. Narrou a Copa do Mundo de 1986 pela Rede Globo como primeiro locutor, na companhia de Galvão Bueno e Luís Alfredo. Narrou para a Rede Manchete a Copa do Mundo de 1990, com comentários de Zagallo. Faziam parte da equipe comandada por Osmar na Rádio Globo, na fase de maior sucesso, Loureiro Júnior e Carlos Aymard, Fausto Silva, Roberto Carmona e Henrique Guilherme e os também narradores Oswaldo Maciel, Oscar Ulisses e Odinei Edson Santos. Juarez Soares também participou da equipe, como apresentador de um programa que falava de futebol e variedades. Em 1994 Osmar sofreu um traumatismo no cérebro e ficou com a parte direita do corpo paralisada, após muitas seções de fisioterapia e fonoaudiologia ele conseguiu voltar a falar e recuperou parte da coordenação motora, mas nunca mais narrou um jogo de futebol. O mestre é criador de jargões como: "ripa na chulipa e pimba na gorduchinha", "é lá que a menina mora", "é fogo no boné do guarda", "pisou no tomate" e "bambeou mas não caiu" e do clássico "iiiiiiii que golllllllllllllllll".

Osmar trabalhou também na televisão. Passou pelas redes Globo, Record e Manchete, mas vale destacar sua participação no inesquecível "Balancê", programa de variedades que fez história. Em 1984, ficou conhecido como o "locutor das Diretas" devido ao seu engajamento na campanha das "Diretas Já", que pretendia instituir novamente as eleições diretas para presidente do Brasil.

Santos criou a expressão "Animal" que foi adotada pelo jogador Edmundo durante sua carreira e em sua homenagem foi criado o Troféu Osmar Santos, dado ao vencedor do primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Osmar foi homenageado, no Plenário da Câmara Municipal de Três Corações, em sessão especial dirigida pela presidente Regina Moysés e recebeu o título de Cidadania Honorária Tricordiana, conferido pelo Executivo Municipal e com aprovação unânime dos vereadores. Até hoje a equipe que comandou na Rádio Globo se chama equipe Osmar Santos e é presidida por seu irmão, Oscar Ulisses.
Homem de raciocínio afiado, mas de lábios que não acompanham mais o seu pensamento rápido. "Penalty, Gorduchinha, Gol!", ele repetidamente ainda pronuncia, e quando não se faz entender ele tem o auxilio de Toninha, sua assistente pessoal, que trabalha com ele há quase uma década, todos os dias, e ela o entende mais do que a própria mãe dele, Clarice. Quando ela não entende, entram em cena o papel, as mímicas. Ele leva o dedo aos lábios e conta a longa história em fragmentos de sentido. Clarice, sua mãe, vive com ele durante dois ou três meses por ano e acompanha as suas vitórias de quem perdeu quase todos os movimentos do braço direito e sempre foi destro, ele precisou reaprender a fazer tudo apenas com a mão esquerda, desde amarrar o cadarço, abotoar a calça, abotoar a camisa, tomar banho, tomar banho de mar, escrever seu nome até a pintar quadros que estão na galeria do apresentador de TV Fausto Silva, do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, do jogador de futebol Ronaldo Nazário e do publicitário Washington Olivetto.

Osmar Santos prefere ouvir jogos no rádio e pinta quadros de árvores, periquitos e peixes, não é adepto de acessar a internet, mas usa celular com frequênca. Alguns hábitos não se perdem por nada e ele continua a criar bordões. Quando está entediado e apenas quer ir embora, Osmar Santos diz simplesmente: "Fui.". E nunca irá dos corações daqueles que amam o esporte!

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