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» » » Almanaque do JEC: Valtencir, o repórter que vai onde ninguém quer ir!

Valtencir Carlos Vicente, um paulistano do bairro da Mooca, nascido no dia 14 de outubro de 1962. Ele trabalha na crônica esportiva desde 1979, quando aos 17 anos iniciou na Rádio Clube de Jacareí. Ainda em São Paulo, foi um dos 90 milhões de telespectadores que viram a Seleção Brasileira na conquista do tricampeonato mundial, em 1970, no México e naquela data passou a gostar ainda mais de futebol, nascendo desde então a sua paixão pela "menina".
Valtencir foi para Jacareí em 1971 e como tantos garotos de sua idade cresceu jogando futebol de botões e foi brincando e treinando como narrador de rádio, comentarista, repórter de campo e plantão esportivo, que nascia a descoberta de sua profissão, mais que isso, a vocação pelo que viria a ser. Em 1979, aos 17 anos, precisava pensar no vestibular e por orientação de seus saudosos pais, foi conhecer o trabalho da equipe esportiva da Rádio Clube de Jacareí. Como os coordenadores Luiz de Oliveira e Chagas e Silva o incentivaram, decidiu que o Jornalismo seria o seu caminho.
Começou sendo repórter de campo durante o primeiro acesso do São José à elite, em 1980 e então foi convidado para trabalhar na cidade do clube do interior, sendo que pela manhã, estudava na Unitau, em Taubaté e a tarde e à noite trabalhava no rádio. Formou-se em 1984, e passou a reportar na Rádio Clube (atual Radio Cidade) de São José dos Campos e no final de 85 começou a escrever para o jornal local "Vale Paraibano". A partir de então todos os dias, um fusquinha branco chegava no estacionamento do Estádio Martins Pereira, e o seu condutor era aquele que na história do São José Esporte Clube foi testemunha de muitos acontecimentos, mas tantos desses apenas ele e a "sua coruja" conhecem.
Certa vez disse falou sobre os elencos que presenciou do São José e merecem serem lembrados:
" O melhor time do São José que vi jogar, desde 1976 foi o que fechou o ciclo do começo dos anos 80, pois era uma equipe favorecida pelo conjunto e porque vários jogadores permaneceram juntos durante três temporadas. A do final da mesma década, que chegou à decisão do título do Paulistão 89, que talvez pudesse ter ido mais além, por conta da qualidade dos valores individuais, o time de 82 que começou a ser formado em 79 e garantiu o primeiro acesso ao Paulistão em 80. A base proporcionou uma animada temporada de 81 e depois atingiu o auge. Em 82, a Ponte Preta foi a campeã do primeiro turno do Paulistão e ficou esperando o campeão do returno para a decisão do título. O São José decidiu a vaga contra o São Paulo, em duas partidas. Na primeira, venceu no Martins Pereira, por 1 a 0. Depois, no Morumbi, perdeu por 3 a 2 e foi prejudicado pela arbitragem de José de Assis Aragão. Naquela tarde, o técnico Fidélis dirigiu a seguinte formação: Ivan; Sotter, Darci, Ademir Gonçalves e Campina; Gerson Andreotti (Esquerdinha), Ademir Melo e Tata; Edinho, Tião Marino e Nenê.
No embalo, o São José estreou na Taça de Ouro, o Brasileirão 82, recebendo o Grêmio e vencendo por 1 a 0. Confiante, foi o primeiro colocado do grupo da primeira fase e também o de melhor campanha do grupo da segunda. Quando a terceira etapa veio em um mata-mata contra o Bangu, o Àguia perdeu no Rio de Janeiro por 3 a 1 e empatou no jogo de volta por 2 a 2. No Martins Pereira, sem dúvida teve um dos seus melhores primeiros tempos da história. Diante de mais de 17 mil torcedores, abriu 2 a 0 e poderia ter goleado. Já no segundo, caiu consideravelmente de rendimento, permitiu o empate e acabou eliminado.
Nesta noite de uma quarta-feira, o time atuou desfalcado do lateral-direito Sotter e do zagueiro Darci, expulsos no Rio, em lances confusos. O técnico Fidélis contou com a seguinte formação: Ivan; Jabu, Walter Passarinho, Beto Fuscão e Reinaldo; Ademir Gonçalves (Nenê), Ademir Melo e Adilson (Eli Carlos); Edinho, Tião Marino e Niltinho."
Para Valtencir, o Martins Pereira nunca foi apenas um estádio, mas o "Monumental", e é impossível contar a história do São José sem lembrar de Alberto Simões chamando o seu repórter "VaVi" para contar a história daquele gol acontecido, e jamais será sensato falar do jornalismo esportivo no Vale do Paraíba sem mencionar alguma experiência que envolva o repórter que ganhou o lema de que "vai onde ninguém quer ir", por suas presenças constantes em todo o interior de São Paulo acompanhando o futebol. Mas como toda vida composta de percas e mudanças, ele não escreve mais para o jornal local após uma reformulação editorial, e sequer tem a companhia de seu narrador e amigo Alberto Simões, falecido em abril deste ano. Segue contando as notícias do jornalismo Vale Paraibano através da Rádio Piratininga (onde na produção está o seu irmão Fernando Carlos), e atualiza os amantes de todos os esportes em seu site "Jogando Juntos". Por hoje somos nós que tivemos a honra de contar neste Almanaque as páginas de um jornalista que vive do amor pelo que tantos brasileiros também são movidos, o fantástico futebol do interior!

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