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» » » » Na íntegra, a coletiva de José Roberto Guimarães anunciando que fica para mais um ciclo olímpico

A Hora do Ouro
Sexta-Feira, 23 de setembro de 2016

A Confederação Brasileira de Vôlei anunciou em uma entrevista coletiva nesta manhã duas decisões. A primeira é que Radamés Latari assumirá o comando das seleções de base da CBV e a segunda foi a renovação de contrato de José Roberto Guimarães até 2020 para a seleção feminina adulta.

Abre Aspas para Zé Roberto:

"Não consegui sair de casa, não consegui viajar. Ainda estou muito triste. Mas este luto tem de passar a ser luta. Foi um período complicado. Faz parte da derrota. Temos de tentar assimilar o golpe da melhor forma possível. Não sei quando vai passar. Quando encontrei a Garay, vi no olhar esse sentimento, Ficou uma tristeza grande Elas queriam entregar um resultado diferente do que foi entregue. O sentimento. Acho que 2004 foi mai difícil. que acompanho nas ruas é"parabéns pelo trabalho. Não vi pessoas criticado veementemente, como em 2004. Ouvi muito apoio, gente dizer "queremos contar com você'. Mas não tem comparação. Faz parte do esporte.
O grupo nunca estará fechado. Estamos abertos a novas jogadoras. Soube de uma menina da Seleção Sub 17 que é interessante. A Natália apareceu com 16 e foi para uma Copa dos Campeões. Agora, o ciclo já começou. Começa quando a Zhu derrubou a última bola (na Olimpíada). O planejamento das próximas competições está fechado em um organograma. Mas as atletas que farão parte desse contexto ainda não. A Dani eu ouvi que gostaria de engravidar. A Fernanda também. Vamos ver.
Algumas jogadoras não falam muito abertamente o que pretendem fazer. Não sei o que vai se passar. Procurei me ausentar um pouco após a derrota. Foi muito difícil, e está sendo ainda. Mas este encontro com elas acontecerá para definirmos um planejamento.
No feminino, fico um pouco apreensivo com o futuro, porque quando elas resolvem ter filhos, quando começam a bajular muito, me dá uma preocupação (risos). Em todos os ciclos, sempre uma ou outra engravidou, ficou fora de competições. Vamos tentar (um ciclo sem gravidez). Não acredito muito que conseguiremos não (risos).
A Rússia depende de como Kosheleva e Goncharova aguentarão. A Holanda também depende de como sua principal atacante aguentará. Eu ficaria entre China, Sérvia, Rússia, Estados Unidos e Itália, que tem uma geração jovem e promissora.
Estou tentando um time para jogar a Superliga B. Temos algumas jogadoras fora, ainda sem time, que podem nos ajudar nesta empreitada. A CBV nunca fechou essa questão de não poder ser técnico de uma equipe de clube e da Seleção. Estamos correndo atrás para tentar sim esta possibilidade de um clube no Brasil. Está difícil, por falta de patrocinadores.
Enaltecer o apoio do COB, que nos ajudou em todos os sentidos e com toda a logística.
Os objetivos são claros. Fazer o Brasil permanecer entre os melhores do mundo. Ganhar e perder faz parte. Mas o mais importante é nos mantermos. Temos grandes desafios pela frente. O Mundial é um título que batemos três vezes na trave. Temos de perseguir sempre.
Ficou o sentimento de não termos cumprido a missão. Disse após Londres que poderíamos dormir tranquilos. Desta vez, não me senti assim. O vôlei brasileiro pode conquistar mais. A Seleção que foi em quinto nos Jogos do Rio estava melhor do que a de Londres, que foi campeã olímpica. Toda a comissão concorda. Não era o momento de abandonar. Tomei a decisão junto com a CBV, a quem tenho de agradecer. Radamés, Toroca, Renan, todos sempre disseram "levanta a cabeça, vamos embora, o vôlei brasileiro precisa de todos nós e vamos continuar. Esse respaldo foi dado. Houve confiança.
Foi muito dura a derrota nos Jogos Olímpicos. Sabíamos que seria difícil, e tínhamos escolhido fazer amistosos contra duas equipes no Brasil. Exatamente os dois que fizeram a final olímpica foram os que escolhemos para os amistosos, China e Sérvia. Sabíamos da dificuldade. Não esperávamos que a China ficasse em quarto no grupo e acontecesse o cruzamento conosco. É um bom time, mas considero fatalidade. Tínhamos chance de ir mais longe.
No feminino, há aspectos imponderáveis. Já ouvi atletas querendo engravidar e construir famílias. Dependerá muito do que elas se propuserem a fazer. As jogadoras mais jovens precisarão jogar e treinar mais. Teremos de fazer mais partidas oficiais. A ideia é realmente aumentar a carga. Até porque não disputamos uma Copa do Mundo neste ciclo, por termos sido sede dos Jogos.
Uma transição é sempre difícil. Ainda não estou muito convencido de que algumas jogadoras não possam vir a jogar pela Seleção. Até porque, são jovens de idade e privilegiadas no físico. Prestaram serviços muito importantes, casos de Sheilla e Fabiana. Elas têm bola para continuar. Mas já sonham com outras coisas. Temos de respeitar este tempo. Não conversamos após os Jogos. Elas já tinham pensado em deixar a Seleção após o Mundial de 2014, mas seguiram para os Jogos Olímpicos. Elas sempre se dispuseram a fazer sacrifícios.
O resultado nos Jogos não foi o que queríamos. Foi uma situação difícil a partida contra a China (nas quartas de final).
Eu ainda não me via fora da CBV e do vôlei brasileiro. Estamos completando 13 anos à frente da Seleção, agora também acompanhando as Seleções de base. Ontem, eu estava em Saquarema, onde a equipe Sub 19 está treinando para o Sul-Americano. Está tudo caminhando bem, temos jogadoras jovens aparecendo. Temos um futuro promissor pela frente".

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