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» » » Almanaque do JEC Especial: Morre o jornalista Marcelo Di Lallo

Uma notícia muito triste tomou conta dos noticiários esportivos por volta do meio dia desta Quarta-Feira, 19, pois faleceu hoje o grande repórter Marcelo Di Lallo. Segundo informações, estava jogando tênis quando sentiu fortes dores nas costas e desmaiou. O resgate foi acionado, mas ele não resistiu e morreu. Teria sofrido uma parada cardíaca. Trabalhou em várias rádios, como Gazeta AM, Record, Globo/CBN, Trianon, Nova Brasil FM, Capital, Tropical FM, Eldorado/ESPN e Estadão/ESPN. Fez várias coberturas em Copas do Mundo (94-2010), Olimpíadas, Pan-Americanos, Copa das Confederações, Paulistão, Brasileirão, Libertadores, Conmebol, Mercosul, Mundial de Clubes, Copa São Paulo, entre outros eventos.
Em sua homenagem reproduzo aqui uma entrevista dada ao "Portal Mídia Esporte" após a Copa do Mundo de 2010.
Abre Aspas:

"Para começar, nos fale como foi o início em 1988, na Rádio Gazeta. A equipe "Disparada no Esporte" foi o seu primeiro grande marco na carreira?

Marcelo Di Lallo - O início de carreira é sempre muito gratificante, ainda mais numa equipe tradicional da qual era ouvinte e sonhava em trabalhar. A Gazeta, numa parceria à época com a Record, tinha uma seleção brasileira do rádio como Pedro Luíz, Osmar Santos, Loureiro Júnior, Braga Júnior, Roberto Carmona, Henrique Guilherme, Osvaldo Pascoal, Luis Roberto, Paulo Soares, Cledi Oliveira, Reinaldo Costa, etc. Aprendi muita coisa mesmo, a cada dia, a cada minuto. Foi melhor do que qualquer Universidade. Foi um marco, sem dúvida.

Quais foram os outros veículos de comunicação em que você passou antes de chegar à Rádio Eldorado/ESPN? Faça um breve balanço sobre essas passagens.

Marcelo - Passei também pelas Rádios Globo/CBN, Record, Capital, Nova Brasil FM, Tropical FM, Trianon, Nove de Julho. No final da década de 90 trabalhei com internet (Latinsoccer, Sportsjá, Soccerbest, O Repórter Online), o que me trouxe um grande aprendizado.

Conte-nos quando e como foi a sua chegada à Eldorado/ESPN.

Marcelo - Quando deixei a rádio Record, em agosto de 2005, junto com a equipe do Fiori Gigliotti, recebi uma ligação do meu amigo Cledi Oliveira, que já estava na ESPN Brasil de que havia uma possibilidade de um projeto de rádio por aqui. Fiquei empolgado, é claro. Projeto novo, do zero, e ainda mais da ESPN Brasil??? Só que a concretização ainda demorou mais alguns anos, vindo a ocorrer em fevereiro de 2007, quando através do Everaldo Marques e do Alex Tseng fui contatado de que o Trajano queria falar comigo pra iniciar a operação. Fechamos tudo rapidamente, montamos a equipe em menos de 2 meses e estreamos em abril de 2007.

Quais foram os melhores eventos esportivos em que você esteve presente como jornalista esportivo?

Marcelo - Já fui repórter de campo, por mais de 10 anos, e a Copa do Mundo é sempre o banquete do jornalista esportivo. Portanto, considero as coberturas das Copas de 94 e 2010 como as grandes coberturas que fiz.

O que você faz atualmente, além dos seus trabalhos na Rádio Eldorado/ESPN? Participa de algum programa nos canais ESPN?

Marcelo - Tenho me dedicado muito à Rádio Eldorado/ESPN, onde executo 3 funções: coordenador, âncora e plantão. Não sobra muito tempo pra outras atividades, mesmo que nos canais ESPN. Quem sabe futuramente.

Agora vamos falar de Copa do Mundo. Como foi a sua passagem pela África do Sul? Passou por muitos 'perrengues', assim como alguns dos seus colegas que estiveram por lá?

Marcelo - Foi uma cobertura excelente da nossa equipe, modéstia à parte. Nos preparamos muito para isso. Tentamos resgatar a antiga cobertura do rádio de quase 24 horas de programação, com mais de 30 vozes lá na África e muito conteúdo. Foi marcante, sem dúvida. Como o trabalho foi muito intenso, não deu tempo de passar por algum perrengue... rs...

Os estádios da África do Sul ofereceram uma boa estrutura para os jornalistas? O que você acha que o Brasil pode aprimorar nesse sentido para a Copa de 2014?

Marcelo - Sem dúvida. Os estádios estavam muito bem estruturados. O que talvez dê pra discutir seja a segurança que me pareceu falha nos portões dos estádios. A sorte é que um clima de Copa do Mundo é bem diferente de outros campeonatos, e não tem direito à violência, ou atentados. A convivência entre torcedores é a mais pacífica que existe no futebol.

A restrição que o Dunga fez para os jornalistas atrapalhou de alguma forma o trabalho de vocês nesta Copa do Mundo?

Marcelo - Sempre atrapalha e dá margens a diversas especulações. O que não é muito visto ou explicado, pode ser distorcido e até confundido. Não foi uma boa idéia nem do Dunga, muito menos da CBF.

O que achou da participação da Seleção Brasileira nessa Copa? De quem foi a culpa pela eliminação nas quartas-de-final para a Holanda?

Marcelo - O Brasil foi discreto na Copa. O que é muito ruim, porque o país onde há os melhores jogadores do mundo, um celeiro de craques, não pode ser um coadjuvante, tem que ser protagonista. Dunga errou, e muito, ao abrir mão do talento em nome da fidelidade. Morreu sozinho, e não abraçado. Mas a maior culpa sempre vem de cima, de quem colocou um projeto de técnico na Seleção, ou seja, do Ricardo Teixeira.

O título da Espanha nessa Copa foi realmente merecida? Em um palpite que fiz quinze dias antes da Copa começar, eu disse que Espanha e Holanda seriam as favoritas ao título por terem o melhor futebol naquele momento, e justamente as duas seleções chegaram à final. A sua opinião é a mesma?

Marcelo - A conquista da Espanha foi merecida e boa para o mundo da bola. Os espanhóis, sempre muito prejudicados pela arbitragem em outras Copas, quebraram o rótulo injusto de perdedores, ou amarelões. Já tinham demonstrado sua força na Euro, e nas Eliminatórias. Simplesmente confirmaram seu favoritismo.

Qual a sua opinião sobre o Mano Menezes como novo treinador da Selelção? A renovação do elenco, com jovens jogadores como Neymar e Ganso, será fundamental para o projeto da Copa de 14?

Marcelo - A escolha do Mano foi boa, assim como teria sido também se fosse o Muricy. Bons técnicos, trabalhadores, honestos e que querem devolver à seleção sua qualidade. A renovação será benéfica pra Copa de 2014, porque temos uma geração promissora nas mãos pra ser trabalhada, visando primeiro os Jogos de Londres, em 2012.

Vamos falar agora sobre o futebol brasileiro. Faça uma avaliação pessoal sobre os principais times do Brasil. Quais clubes estão em melhor momento e quem pode se apresentar melhor nesse segundo semestre?

Marcelo - Não tem muito segredo não. Fluminense, Corinthians e Inter são os melhores times, tem um elenco mais equilibrado e vão brigar pelos títulos. Não à toa, o Inter é o virtual campeão da Libertadores, e Fluminense e Corinthians começam a disparar no Brasileirão.

Como é o seu trabalho em campo nas transmissões da Eldorado/ESPN? O que você faz para conseguir informações 'quentinhas', e existe muito improviso na hora de perguntar aos jogadores ou técnicos?

Marcelo - No rádio só trabalhamos com improviso. Não há texto, a não ser os comerciais. Rádio é puro improviso, criatividade e jornalismo. Pra conseguir as informações a melhor ferramenta é o telefone. Através dele com nossas fontes conseguimos antecipar algum fato ou informação. Mas tudo isso é muito relativo nos dias de hoje. A história do furo de reportagem é bastante discutível com tantas mídias instantâneas."

Que descanse em paz, pois seu legado para o jornalismo esportivo é eterno. Na imagem juntamente com a sua foto na África do Sul durante a Copa do Mundo de 2010, a paisagem que ele publicou ao desejar uma ótima quarta à todos em seu perfil no Facebook ainda nesta manhã.

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