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» » » » » » Canetadas: Hoje e sempre Guarani!

O único campeão brasileiro do interior está de volta a segunda divisão do torneio nacional, deixando um longo tormento de três anos para trás. A primeira fase mostrou a equipe verde e branco superior a todas, com o comando do veterano Fumagali, a 39 anos completados recentemente. A campanha já foi superior a de 2015, onde a equipe, do agora auxiliar técnico do São Paulo, Pintado, não chegou sequer a segunda fase, mas ainda haviam receios no Brinco de Ouro, como as utilizações de Gilson na lateral esquerda, a fragilidade de Zé Antônio no meio de campo, a falta de um atacante de referência e a sequência de quases acessos do seu treinador Marcelo Chamusca por outras equipes em anos anteriores, a lembrar o Fortaleza em 2015.
A primeira partida do mata-mata foi em Arapiraca, com todos esses pontos de dúvidas na primeira fase fazendo sentido mais do que nunca na derrota de 3 x 1 para os Alagoanos. A semana foi de treinos secretos e a certeza de "duas mudanças" na escalação, como disse Chamusca, pelo lado de fora das portas fechadas do Brinco o torcedor continuou esperançoso e abraçou com antecedência todos os 12.713 ingressos colocados à venda. Poderiam ter sido mais de 24 mil, mas o Tobogã que foi reformado nas últimas semanas não foi liberado pelo Corpo de Bombeiros. Quando a bola rolou a energia foi a mais vitoriosa possível, empurrando o cruzamento de pé direito de Fumagali, o Fumagol, como que com as mãos na cabeça de Leandro Amaro para ser concluído nas redes do ASA. O segundo e o terceiro gol vieram na etapa final pelos pés do esperado e contestado Eliandro. Esperado, pois o Bugre não teve um centroavante de ofício a primeira fase toda, improvisando Pipico, mas quando atuou na primeira partida há uma semana, Eliandro foi muito contestado pelo mal futebol, sendo poucos os que acreditavam na sua escalação nesta noite. Foi após um erro do goleiro adversário chutando a menina sobre ele, seguido de sua finalização e foi após um jogo de corpo que o permitiu colocar a bola espirrada de cabeça no canto esquerdo do goleiro alagoano, que saíram os gols do acesso bugrino. Wesley merece um destaque especial, comandou o meio de campo dos donos do acesso, atuando no lugar de Zé Antônio.
A emoção do acesso nos minutos finais do Brinco de Ouro esta na narração de Carlos Batista, da Rádio Bandeirantes de Campinas. Abre Aspas:
"Vai para fora o chute do ASA. Mandou essa desgraça dessa bola para fora. Vai acabar o jogo. Vai lá, acaba essa porra seu juiz, têm que acabar isso aí. São 48 minutos. A torcida espera para soltar o grito. Vai acabar. Apita o árbitro, acabou, acabou, o Guarani se livra das gavetas do inferno da série C. O campeão brasileiro de 1.978 foi forte, guerreiro, passou por esses três anos, um período muito difícil, foi forte, guerreiro. Passou por essa luta mostrando que para os covardes é impossível, para o Guarani os sonhos jamais serão impossíveis. A persistência é o caminho do êxito, a luta é a certeza da vitória, o sonho se torna realidade. A superação só foi possível com a participação do torcedor. O sabor do triunfo é inigualável.
O céu, o mar, as estrelas, tudo é insignificante diante da paixão que o bugrino tem pelo Guarani. Um amor real. O Bugre está vivo com uma força que jamais foi colocada em pauta pelos seus seguidores. Foram dores, dificuldades, viagens perigosas, mas o verdadeiro torcedor nunca desistiu de gritar com o time: 'Vamos subir Bugre'! Nunca desanimou, nem em Arapiraca, quando no agreste alagoano o Bugre foi abandonado pelos deuses do futebol e ficou no chão destroçado. O Guarani já estava despencando para o abismo quando veio a voz do torcedor gritando: 'Não solte a minha mão', e assim a torcida o trouxe de volta a superfície na luta pelo acesso. E foi possível.
Um novo tempo vai começar, a semente do amanhã vai nascer. O hino do Guarani é uma oração que toca fundo na alma e faz vibrar cada centímetro do corpo do torcedor. Vibra da pele até o osso o torcedor bugrino. Hoje e sempre Guarani"!
As retinas dos que acompanharam a história sendo pintada em verde e branco nesta noite estrelada jamais esquecerão a definição mais perfeita para um jogo épico e eterno. Que venha o título em despedida a série C, começando pelas semi-finais contra o ABC.

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