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» » » » » » Canetadas: Isso não é só Corinthians. É futebol.

Parece Sócrates, mas o punho direito erguido ainda era o de 1977 e não o de 1978. Foram os 22 anos anteriores a este gol de Basílio que marcaram para sempre a retina dos que vestem preto e branco desde 1910. Quando havia o Santos de Pelé e o Palmeiras de Ademir, e, depois, o São Paulo de Pedro Rocha, não havia como ser campeão estadual e do Brasil, só foi ser possível três anos depois do Rei sair da Vila e 25 dias depois de o Divino parar. Foi mais do que provável que apenas gênios como Osmar Santos, um José Silvério e um Fiori Gigliotti pudessem narrar a emoção do time do povo. E que gol. O mais corintiano dos gols. O gol mais corintiano. O gol de Basílio.
O campeonato estadual aquela época era mais saboroso que o Nacional, e mais doce ainda ficou quando Rui Rei quando pediu para ser expulso pelo Dulcídio que leva a fama até hoje de ter sido intencional ao grande da capital. O jogo da libertação, assim o fanático torcedor define está história brilhante de 39 anos atrás. A torcida corintiana enche o Morumbi, começa a partida e logo de cara com um a mais quem temia por uma nova tragédia passou a ficar mais aliviado. Mesmo precisando de um empate no tempo normal e na prorrogação, o Corinthians foi para cima da Ponte. Geraldão, artilheiro do Timão naquele campeonato com 24 gols, quase abre o placar aos 39 minutos, após aproveitar um cruzamento de Vaguinho. Chega o segundo tempo. Os dois times entram nervosos e muito cautelosos. O medo de tomar um gol fez com que as equipes ficassem apenas se defendendo. Em raros contra-ataques, o perigo aparecia. Em um deles Dicá, da macaca, cabeceia livre na área. Para fora. Assustado, o técnico Brandão se levanta e manda o time para o ataque. Aos 36 minutos, Zé Maria bate uma falta pela direita. A bola percorre toda a pequena área e vai parar no pé de Vaguinho, que, de bico, chuta a bola no travessão do goleiro Carlos. Na volta, ela quica no chão e sobe para Wladimir cabecear. Em cima da linha, Oscar, também de cabeça, salva. Mas no rebote, a bola sobra para o pé direito de Basílio. O meia, com toda a força, faz então o esperado gol. Festa no Morumbi. Restavam apenas 8 minutos. Nessa hora, não havia mais esquema tático. Pouco antes de acabar, Oscar e Geraldão, que foi o artilheiro do campeonato com 24 gols, brigam e são expulsos. Aos 46, Dúlcidio pede a bola e encerra a partida: o Corinthians é campeão. Fim do jejum. Fim do sofrimento. Brandão é carregado no colo, o presidente Vicente Matheus perde os sapatos, os jogadores ficam quase nus.
O coro de “é campeão” toma conta da noite paulista e invade a madrugada. A partir daí, surge um novo Corinthians. Grandes vitórias do banco de loucos aconteceram depois, mas nenhuma conquista com o sabor de 13 de outubro. Isso não é só Corinthians. É futebol. O time do povo que sofria sorria como nunca em 22 anos. Poucas coisas são mais futebol que o Corinthians. Não precisa de data, ano, local, razão. Basílio não era craque e nem titular, mas foi "o libertador"!

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS: Tobias, Zé Maria, Moisés, Ademir e Wladimir; Ruço, Basílio e Luciano; Vaguinho, Geraldão e Romeu. Téc.: Oswaldo Brandão

PONTE PRETA: Carlos, Jair, Oscar, Polozi e Ângelo; Wanderlei, Marco Aurélio e Dicá; Lúcio, Rui Rei e Tuta (Parraga). Téc.: José Duarte

Local: Estádio do Morumbi - São Paulo (RJ)
Data: 13/10/1977
Árbitro: Dulcídio Wanderley Boschillia ()
Público: 86.677
Renda: Cr$ 3.325.470,00
Gol: Basílio (36 - 2º)

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