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» » » » GRANEL: 11) Hamburgo, 1981-1983

Na temporada 1981-1982, o Hamburgo deu show (com direito a goleadas impiedosas, incluindo um 4 a 1 no Bayern München, em casa, e um 4 a 3 no mesmo Bayern, em pleno estádio olímpico de Munique) e conquistou o título alemão com três pontos de vantagem sobre o vice-campeão, o Köln, em uma campanha sensacional: 18 vitórias, 12 empates e apenas quatro derrotas em 34 jogos, com estrondosos 95 gols marcados e 45 sofridos, uma média de 2,79 gols por jogo. O maior responsável por fazer o Hamburgo uma máquina de gols foi o “Header Beast” Hrubesch, que, do alto de seus 1,88m e um talento formidável para marcar gols de cabeça, anotou 27 tentos em 32 jogos na temporada, artilheiro máximo daquela Bundesliga. Outros craques de destaque foram Hartwig, com 14 gols, Magath, com 8, Bastrup, com 13, e Milewski, com 10. Ainda na temporada 1981-1982, o Hamburgo mostrou seu lado copeiro e alcançou mais uma final, dessa vez na Copa da UEFA. O time fez uma boa campanha eliminando Utrecht (HOL), Bordeaux (FRA), Aberdeen (ESC), Neuchâtel Xamax (SUI) e Radnicki Nis (IUG). Na decisão, porém, a equipe parece ter sofrido uma pane e foi derrotada nas duas partidas finais pelo Göteborg (SUE) – comandado por Sven-Göran Eriksson – por 1 a 0, na Suécia, e 3 a 0, na Alemanha. Com mais um vice, a torcida começava a duvidar da capacidade do time em competições europeias.
Na temporada 1982-1983, o Hamburgo disputou a Liga dos Campeões da UEFA. Os comandados de Happel estrearam contra o rival local Dynamo Berlin, da Alemanha Oriental. Depois de empatar em 1 a 1 na partida de ida, o Hamburgo venceu a volta por 2 a 0, gols de Hartwig e Hrubesch. Nas oitavas de final, duas vitórias sobre o Olympiacos (GRE): 1 a 0 na Alemanha, gol de von Heesen, e 4 a 0 em pleno estádio Olímpico de Atenas, com 75 mil pessoas, que viram o show de Magath, Hrubesch, Rolff e Bastrup. Nas quartas de final, duelo contra o Dynamo Kyiv (URSS). Na primeira partida, em Kyiv, goleada do Hamburgo por 3 a 0, com um hat-trick de Balstrup. Na volta, a derrota por 2 a 1 não foi suficiente para eliminar os alemães, que chegaram à semifinal. Curiosamente, os alemães enfrentaram mais um time espanhol, a exemplo de 1980, mas dessa vez a Real Sociedad. No primeiro jogo, na Espanha, empate em 1 a 1. Na volta, Jakobs e von Heesen deram a  vitória suada por 2 a 1 para o Hamburgo, que chegou em sua segunda final europeia. O adversário, porém, seria dificílimo: a Juventus.
A decisão, no estádio Olímpico de Atenas foi tomado por 75 mil pessoas. Mas ninguém esperava que a estrela maior do Hamburgo liquidasse a fatura logo com nove minutos de jogo, num chutaço de esquerda de fora da área, sem chance alguma para o veterano goleiro Dino Zoff: Hamburgo 1×0 Juventus. O jogo seguiu e o Hamburgo foi soberano na partida, perdendo muitos gols e dando um baile na Juventus, com Magath infernal. O resultado coroou o time alemão como o segundo de seu país a levantar o mais cobiçado troféu da Europa. 
Além de se tornar pela primeira vez um gigante europeu em 1983, o Hamburgo conquistou seu primeiro bicampeonato consecutivo da Bundesliga, somando seis títulos nacionais. O time de Happel levantou o caneco graças ao critério de saldo de gols, pois terminou empatado em pontos com o vice-campeão, Werder Bremen. A campanha dos alemães foi ainda melhor que no ano anterior: 20 vitórias, 12 empates e apenas duas derrotas em 34 partidas, com 79 gols marcados e 33 sofridos. Hrubesch foi novamente o artilheiro do time, com 18 gols, quatro a menos que o goleador do campeonato, Rudi Völler. Reis na Alemanha, faltava ainda para o Hamburgo conquistar o mundo, em dezembro, no Japão.
O Hamburgo chegou ao Japão como favorito na decisão do Mundial Interclubes de 1983, contra o campeão da América, o Grêmio (BRA). O time alemão estava no meio da disputa da Supercopa da UEFA, contra o Aberdeen, da Escócia, e havia empatado o primeiro jogo em 0 a 0, na Alemanha (na volta, depois do Mundial, os alemães perderam por 2 a 0 e ficaram com o vice). Mas quem esperava um jogo fácil para os comandados de Happel viram os alemães levarem sufoco do esquadrão tricolor montado apenas para aquela partida, com a vinda de Mário Sérgio e Paulo César Caju, além da base campeã da América que tinha craques como De León, Tarciso e a estrela da final: Renato, ele mesmo, o Gaúcho. O ponta só não fez chover naquele jogo e abriu o placar para o Grêmio aos 37´do primeiro tempo, depois de entortar o defensor Schröder e contar com uma falha do goleiro Stein, que não fechou o ângulo na hora do chute do brasileiro. No segundo tempo, no finalzinho, o mesmo Schröder contou com o bate rebate na área e empatou para o Hamburgo. Na prorrogação, Renato, de novo, fez 2 a 1 para o Grêmio, resultado que persistiu até o final. O time brasileiro conquistou seu primeiro mundial, e o Hamburgo perdeu a chance de igualar a façanha de 1976 do rival Bayern München. Ali, terminava o auge e os tempos áureos do clube alemão. Depois do vice-mundial, o Hamburgo não foi mais o mesmo. O time foi eliminado logo na primeira fase da Liga dos Campeões de 1983-1984 e ficou com o vice do alemão.

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