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» » » » GRANEL: 12) Manchester United, 1998-1999

Na temporada 1998-1999 os “diabos vermelhos” de Manchester fizeram história em uma das maiores epopeias do futebol mundial e europeu, conquistando a inédita tríplice coroa na Inglaterra, com os títulos do Campeonato Inglês, da Copa da Inglaterra e da sonhada Liga dos Campeões da UEFA, numa decisão imprópria para cardíacos contra o Bayern München, quando o Manchester venceu de virada por 2 a 1 com os dois gols marcados nos últimos três minutos de jogo. O torcedor do MU levou um baita susto logo na primeira grande partida do time na temporada, a decisão da Supercopa da Inglaterra, contra o rival Arsenal. Os Gunners bateram os Red Devils por acapachantes 3 a 0, com gols de Overmars, Wreh e Anelka. Na Copa da Inglaterra, o MU teve sua primeira desforra. Depois de superar Middlesbrough, Liverpool, Fulham e Chelsea, sempre com gols salvadores da dupla Cole e Yorke, além de Giggs, o time enfrentou o rival Arsenal na semifinal. O empate sem gols forçou a realização de uma nova partida, que seria tensa, com expulsões e cheia de história. Beckham abriu o placar para o MU aos 17´do primeiro tempo, num chutaço de fora da área. O Arsenal não se abateu e empatou com Bergkamp, aos 69´, também num grande chute de longe. No fimzinho do jogo, pênalti para o Arsenal. Se o time londrino fizesse, estaria na final. O frio e calculista Bergkamp foi para a bola… E Schmeichel defendeu de maneira primorosa! A torcida do Manchester explodiu em alegria! Com o empate em 1 a 1, o jogo foi para a prorrogação. Os times continuaram plenos no ataque, afinal, com tantos craques em campo, não havia outra possibilidade. Foi então que um desses craques mostrou suas garras. Já no segundo tempo da prorrogação, Ryan Giggs aproveitou um passe errado no meio de campo, foi conduzindo a bola ao ataque, passou por um, dois, três, quatro e chutou pro gol de Seaman, sem chances de defesa: GOLAÇO do Manchester United!!! O lado Red Devil do estádio Villa Park, em Birmingham, era puro delírio, como era delirante ver aquela vitória épica: 2 a 1, Manchester na final da Copa da Inglaterra. Embalado, o time venceu o troféu, com uma vitória por 2 a 0 sobre o Newcastle United do astro Alan Shearer, com gols de Sheringham e Scholes. Era a segunda taça do time no ano. 
Antes de levantar a taça da Copa da Inglaterra, o MU faturou o torneio nacional com um ponto de diferença sobre o rival Arsenal. Foram 22 vitórias, 13 empates e apenas 3 derrotas em 38 jogos. O time deu show de talento ofensivo, com destaque para Yorke, autor de 18 gols, que  se tornou o primeiro artilheiro do Manchester United na Premier League desde o mito George Best, em 1968.  O time de Ferguson aplicou goleadas impiedosas, com destaque para um 6 a 2 no Leicester City (com três gols de Yorke e dois de Cole), e a maior goleada do Campeonato: 8 a 1 sobre o Nottingham Forest (dois gols de Yorke, dois de Cole e quatro de Solskjaer). Nos duelos diretos contra os grandes rivais, o MU perdeu para o Arsenal fora de casa por 3 a 0 e empatou em casa em 1 a 1, venceu o Liverpool em casa por 2 a 0 e empatou fora por 2 a 2 e empatou os dois jogos com o Chelsea em 1 a 1 (casa) e 0 a 0 (fora). Veio a Liga dos Campeões da UEFA. O Manchester United começou sua caminhada europeia na fase preliminar, enfrentando o Lódz, da Polônia. O time inglês venceu o primeiro jogo por 2 a 0, gols de Giggs e Cole, segurando um empate sem gols na Polônia. Classificado, o MU foi para o grupo D, ao lado de Bayern München (ALE), Barcelona (ESP) e Brondy (DIN), uma chave dificílima. O primeiro jogo foi em casa, contra o Barcelona. Giggs e Scholes abriram 2 a 0 para o MU, mas Anderson e Giovanni empataram. Beckham deixou o MU na frente de novo, mas Luis Enrique deu números finais ao jogaço: 3 a 3. Na partida seguinte, embate contra os alemães do Bayern, em Munique. Élber fez 1 a 0 Bayern, mas Yorke e Scholes viraram para o MU. No final do jogo, Sheringham marcou contra, e o MU empatou mais uma: 2 a 2. A desforra veio na partida seguinte, contra os dinamarqueses do Brondy: 6 a 2 para o MU, com gols de Giggs (2), Cole, Keane, Yorke e Solskjaer. No returno do grupo, nova goleada sobre o Brondy, 5 a 0, gols de Beckham, Cole, P. Neville, Yorke e Scholes. Em seguida, novo empate alucinante em 3 a 3 com o Barcelona, no Camp Nou, com os gols ingleses marcados por Yorke (2) e Cole. No jogo derradeiro, empate em 1 a 1 com o Bayern, no Old Trafford, com gol de Keane, e classificação para as quartas de final.
Nas quartas de final da Liga, o Manchester teve pela frente a Internazionale (ITA). No primeiro jogo, na Inglaterra, vitória inglesa por 2 a 0, com dois gols de Yorke. Na volta, Ventola abriu o placar para a Inter no segundo tempo, mas Scholes empatou, classificando o MU para a semifinal. Na fase seguinte, duelo contra a Juventus (ITA). No primeiro jogo, novamente na Inglaterra, empate em 1 a 1, com o gol inglês marcado por Giggs no final do jogo, evitando a derrota. A torcida temia pelo pior, afinal, enfrentar a Juventus no Stadio delle Alpi seria terrível. E foi mesmo. Nos primeiros 11 minutos de jogo, Inzaghi fez dois gols, e a Juve abriu 2 a 0 sobre o MU. O time precisava de três gols para avançar até a final. Foi então que os comandados de Ferguson começaram a demonstrar o lado fênix daquele Manchester. Keane e Yorke empataram para a equipe ainda no primeiro tempo. Na segunda etapa, Cole virou epicamente o jogo para o MU, fazendo 3 a 2 e colocando o Manchester United, depois de 31 anos, em uma final de Liga dos Campeões da UEFA. O adversário seria um velho conhecido, lá da fase de grupos: o Bayern München.
Com mais de 90 mil pessoas, o estádio Camp Nou, em Barcelona, foi o palco da grande final da Liga dos Campeões da UEFA de 1998-1999. O Bayern começou melhor e abriu o placar logo de cara, num gol de falta marcado por Basler aos seis minutos. O Manchester sentiu o baque e sofreu constantes ataques dos alemães, que conseguiam marcar muito bem a dupla de ataque Cole-Yorke e as investidas de Beckham e Giggs. O Manchester parava no paredão de Munique e na ausência de Keane, suspenso pelo cartão amarelo que havia levado na semifinal contra a Juventus. No segundo tempo, o Bayern continuou a pressionar e mandar bolas na trave. Será que o Manchester perderia mesmo o título e a chance da tríplice coroa? Não. Aos 67´, Alex Ferguson começaria a mudar para sempre a história do time inglês.
Quando o jogo caminhava para seus momentos finais, Ferguson foi para o tudo ou nada. Tirou Blomqvist e colocou Sheringham, e sacou Cole para a entrada de Solskjaer. Mal sabia o treinador que aqueles substitutos fariam história no abarrotado Camp Nou. Aos 46´do segundo tempo, já nos três minutos de acréscimo sinalizados pelo árbitro Pierluigi Colina, o Manchester United teve um escanteio a seu favor. O goleiro Schmeichel foi até a área para tentar algo para o time inglês. Com praticamente 21 homens na área do Bayern, Beckham cobrou, a bola foi rebatida mal pela zaga alemã e ela sobrou para Sheringham empatar o jogo: 1 a 1. O estádio explodiu. E o Bayern ficou atordoado. Parecia que a partida iria para a prorrogação. Mas só parecia. Perto dos 48 minutos, novo escanteio para o MU. Era o último lance do jogo. De novo Beckham na bola. Ele chutou… Ela voou… E foi de encontro aos pés de Solskjaer. GOL!!! O Manchester United, nos três últimos minutos da final, fazia os dois gols da virada por 2 a 1. Ninguém acreditava! Ainda havia a disputa do Mundial Interclubes. Na decisão, no estádio Nacional, em Tóquio (JAP), os ingleses, que não tinham mais o goleiro Schmeichel, que foi jogar no Sporting (POR), enfrentaram o Palmeiras. Em um lance de extrema infelicidade de Marcos (que não segurou um cruzamento de Giggs), o Manchester conseguiu o gol da vitória por 1 a 0, marcado por Keane, o mesmo que fez muita falta na final da Liga dos Campeões. Pronto. O Manchester United voltava a fazer história e se tornava o primeiro time da Inglaterra a vencer um título mundial, coroando um ano mágico.

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