#futebolrc

    ...
... ... ... ... ...

Notícias

Rádios
Rádios
Rádios
Rádios
» » » » GRANEL: 13) Flamengo 1980-1983

Esse era o Flamengo dos sonhos que ganhou os principais títulos da história centenária do clube: a Libertadores e o Mundial, em 1981, com direito a um vareio histórico contra o Liverpool (ING). O Flamengo colocou a disputa do Campeonato Brasileiro de 1980 como a principal da temporada. O time se preparou como nunca e fez uma boa primeira fase, com apenas uma derrota. Nas fases seguintes, o time caminhou a passos largos, sem perder, até as semifinais. O adversário era o Coritiba, e o time carioca venceu o primeiro jogo por 2 a 0 e o segundo por 4 a 3, assegurando vaga na final. O adversário seria o Atlético-MG. No primeiro jogo, no Mineirão, o Galo venceu por 1 a 0, gol do artilheiro Reinaldo. Na volta, no Maracanã com mais de 150 mil pessoas, uma partida tensa, provocante e muito disputada. Nunes abriu o placar para o Flamengo aos 7 minutos, mas Reinaldo empatou logo em seguida. Zico deixou o rubro-negro em vantagem no final do primeiro tempo, mas Reinaldo empatou de novo aos 66´. Porém, a desastrosa arbitragem de José de Assis Aragão acabou por determinar o resultado ao expulsar Reinaldo erroneamente. Sem o seu principal jogador, o Galo foi presa fácil para o Flamengo, que marcou o terceiro, com Nunes, decretando o primeiro título nacional para o rubro-negro, que tinha melhor campanha, por isso, mesmo com a igualdade na soma dos resultados, o caneco ficou com Zico e Cia. Era a primeira grande conquista daquela geração e o passaporte para o Flamengo disputar pela primeira vez em sua história a Copa Libertadores da América, em 1981.
Quis o destino que Flamengo e Atlético-MG se reencontrassem na Libertadores, na fase de grupos da competição, em 1981. A igualdade entre ambos foi tanta que empataram em 2 a 2 os dois jogos que realizaram. O rubro-negro empatou outros dois jogos e venceu dois, ficando com o mesmo número de pontos que o Galo. Para desempatar e decidir quem iria para a semifinais de grupos, ambos se enfrentaram no Serra Dourada, em Goiânia, e houve novo empate (0 a 0), porém, o time carioca foi declarado vencedor, já que o Atlético-MG teve 5 jogadores expulsos. As semifinais da competição na época eram em formato de dois grupos de três times cada, com o melhor de cada grupo avançando até a final. O Flamengo enfrentou o Deportivo Cali (COL) e o Jorge Wilstermann (BOL). E foi bem fácil: quatro vitórias em quatro jogos, e passaporte para a final, contra os chilenos do Cobreloa.
No primeiro jogo, no Maracanã, vitória por 2 a 1, com dois gols de Zico. Na volta, em Santiago, o time sofreu com a pressão do adversário dentro e fora de campo, em um cenário muito hostil, e acabou perdendo por 1 a 0. Foi a única derrota da equipe na competição. Como não havia critérios de desempate como gol fora, uma nova partida foi marcada, em Montevidéu, no Uruguai. Em campo neutro e sem a pressão do Chile, o Flamengo teve a calma e tranquilidade para colocar a bola no chão e tratar de acabar de vez com o intragável adversário. Com dois gols de Zico, o time carioca venceu por 2 a 0 e ainda se vingou de um jogador em especial: faltando pouco para o final do jogo e com a partida sobre controle, o técnico Carpegiani colocou em campo o desconhecido atacante Anselmo com uma única missão: acertar, sem dó, o zagueiro do Cobreloa Mario Soto, que tinha agredido Adílio e Lico na partida de Santiago. Anselmo entrou, partiu pra cima de Soto, deu-lhe um baita soco, e saiu correndo! Pronto. Vitória! E por nocaute! O Flamengo, com técnica, habilidade, raça e malandragem, era campeão da América. Zico foi o artilheiro da competição, com 11 gols. De quebra, o clube ainda era o primeiro carioca a ter a Libertadores em sua sala de troféus. Estava garantida a passagem para a disputa do Mundial Interclubes, em dezembro, no Japão. Antes de disputar o Mundial, o Flamengo teve pela frente o Campeonato Carioca. E ele não podia ser mais saboroso. O time conseguiu vingar a derrota sofrida para o Botafogo por 6 a 0 em 1972, e aplicou os mesmos 6 a 0 no mês de novembro. O Maracanã delirou em alegria e o Flamengo em prazer. Porém, no mesmo mês, um baque para os jogadores e para o clube: o ex-técnico Cláudio Coutinho, que construiu aquele time, morreu enquanto praticava mergulho, um de seus maiores prazeres. O luto foi geral, mas serviu como combustível para o time fazer bonito tanto no Carioca quanto, principalmente, no Mundial: o time devia vencer as duas conquistas por ele, Coutinho. E assim foi feito. No dia 6 de dezembro, uma semana antes de entrar em campo lá no Japão, o rubro-negro venceu o Vasco por 2 a 1 e garantiu o título estadual. Cem mil pessoas cantaram o nome de Cláudio Coutinho ao final da partida, emocionando a todos no gramado. Num misto de alegria e tristeza, pelo título e pela falta de Coutinho, o Flamengo estava pronto para o jogo mais importante de sua história.
O Flamengo encarou na decisão do Mundial o campeão europeu Liverpool, da Inglaterra. O time brasileiro deu um baile como nunca Tóquio havia visto e aplicou sonoros 3 a 0 apenas no primeiro tempo, com dois gols de Nunes e um de Adílio. No segundo tempo, o Flamengo apenas rolou a bola até o apito final, desfilando sua habilidade perante os atônitos ingleses. Zico foi eleito o melhor jogador da decisão, e os ingleses, que haviam dito que “não conheciam o Flamengo” acabaram conhecendo, na marra, o clube brasileiro.
Em 1982, o Flamengo entrou com tudo no Campeonato Brasileiro. Depois de passar com folga pela primeira fase, o time carioca avançou até as quartas de final. O rival foi o Santos, e o rubro-negro venceu por 2 a 1 o primeiro jogo e empatou em 1 a 1 o segundo, garantindo vaga nas semifinais. O adversário foi o Guarani, derrotado duas vezes: 2 a 1 e 3 a 2. Vaga na final contra o então campeão brasileiro, o Grêmio. Era um adversário duríssimo, como o Flamengo provou no primeiro jogo, no Maracanã, ao empatar em 1 a 1. O resultado foi um balde de água fria no time, que teria que decidir no caldeirão do Olímpico, em Porto Alegre. O jogo foi intenso, e a partida terminou novamente empatada, dessa vez em 0 a 0. O jogo seguinte também seria no Olímpico. O Flamengo tinha que vencer se quisesse ser campeão brasileiro pela segunda vez. E o time suou muito para conseguir a façanha. Com um gol de Nunes, sempre ele, no começo do primeiro tempo, o Flamengo conquistou o bicampeonato brasileiro, de novo fora de casa. Zico foi o artilheiro da competição com 21 gols e se consolidava como maior craque do país.
Como campeão do ano anterior, o Flamengo entrou nas semifinais da Libertadores de 1982. Porém, o time sucumbiu diante do poderoso Peñarol (campeão daquele ano), e mesmo com as duas vitórias sobre o River Plate, uma no Rio e outra na Argentina (um categórico 3 a 0) o clube não conseguiu vaga na final, pois perdeu os dois jogos para o time aurinegro do Uruguai: 1 a 0 em Montevidéu e 1 a 0 em pleno Maracanã. Era o fim do sonho do bi. Em 1983, o Flamengo era novamente o adversário a ser batido no Campeonato Brasileiro. Mas os rubro-negros não deram bola para ninguém. Depois de caminhar sem sustos na primeira fase, o time encontrou o grande rival Vasco nas quartas de final. Era a grande chance de vingar a derrota no estadual do ano anterior. E foi o que o time fez. Com vitória por 2 a 1 no primeiro jogo e empate em 1 a 1 no segundo, o Flamengo se classificou e eliminou o principal adversário. Nas semifinais, confronto rubro-negro contra o Atlético-PR, com vitória por 3 a 0 no primeiro jogo e derrota por 2 a 0 no segundo, que não foi suficiente para eliminar o Flamengo, que se garantiu na final, contra o Santos. No primeiro jogo, no Morumbi, o Santos venceu por 2 a 1, gols de Serginho e Pita, com Baltazar descontando para o Flamengo. Na volta o rubro-negro fez 3 a 0, gols de Zico, Leandro e Adílio, confirmando o terceiro título brasileiro em quatro anos do clube da Gávea. 
Depois de não ir bem na Libertadores de 1983 e no Carioca, o Flamengo perdeu seu encanto a partir de 1984. Sem Zico, que foi jogar na Udinese, da Itália era o fim do maior esquadrão já formado na história do Flamengo, e o maior que o Brasil já viu em muitos anos.

«
Next
Postagem mais recente
»
Previous
Postagem mais antiga

Nenhum comentário:

Leave a Reply