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» » » » GRANEL: 14) Bayer de Munique 1972-1976

Em 1974, foi a vez de outra equipe começar uma dinastia: os alemães do Bayern München. A década de 70 começou extremamente promissora para o Bayern. O time trazia de suas categorias de base jovens talentos como Beckenbauer, Sepp Maier e Gerd Müller, e tinha como objetivo conquistar a Bundesliga, o Campeonato Alemão de futebol. O Bayern mostrou a força de seu conjunto ao vencer o Campeonato Alemão de 1971/1972. Foram 24 vitórias e apenas 3 derrotas em 34 jogos. O time marcou absurdos 101 gols, sofrendo apenas 38. O maior responsável pela quantidade de gols foi, claro, Gerd Müller, que marcou 40 e se sagrou artilheiro da competição. O destaque da campanha foi a goleada de 11 a 1 sobre o Borussia Dortmund, que seria a maior aplicada pelo clube em sua casa na história do campeonato. O título assegurou vaga na Liga dos Campeões de 1972/1973. Para fechar um ano perfeito, o time ainda teria uma nova casa: o belíssimo estádio Olímpico de Munique, inaugurado em 1972, já visando a Copa de 1974. O Bayern caminhou fácil nas primeiras fases da Liga dos Campeões da UEFA de 1972/1973. O time passou por Galatasaray-TUR (7 a 1 no agregado) e Omonia-CHP (13 a 0 no agregado). Porém, nas quartas de final, o time teria pela frente o esquadrão do Ajax, então bicampeão europeu. No primeiro jogo, em Amsterdam, goleada do Ajax por 4 a 0. Os alemães ficaram atordoados naquela partida, tamanha a superioridade de Cruyff, Neeskens, Rep, Krol e Haan. Na volta, a vitória do Bayern por apenas 2 a 1 não evitou a eliminação. O Ajax se sagraria tricampeão europeu naquela temporada.
Na Alemanha o time sobrou novamente e venceu o bicampeonato alemão em 1972/1973. O time fez uma nova campanha brilhante, com 25 vitórias e apenas 5 derrotas em 34 jogos. Foram 93 gols marcados e 29 sofridos. Gerd Müller, de novo, foi o artilheiro, dessa vez com 36 gols. As grandes goleadas da vez foram: 7 a 2 no Hannover, 6 a 0 no Kaiserslautern e 5 a 0 no Schalke 04. Mais uma vez, classificação assegurada para a Liga dos Campeões. O time avançou no sufoco na primeira fase nos pênaltis ao bater o desconhecido Åtvidabergs, da Suécia. Na segunda fase, o time passou pelo Dynamo Dresden, da então Alemanha Oriental, depois de uma enxurrada de gols: 4 a 3 para o Bayern no primeiro jogo e empate em 3 a 3 no segundo. A surpresa ficou por conta do Ajax, que foi eliminado pelo CSKA Sofia, da Bulgária. Sem o titã holandês, o caminho alemão ficaria mais fácil. Nas quartas de final, o time respirou aliviado ao enfrentar o algoz do Ajax, o CSKA Sofia. Os alemães trataram de espantar a zebra e venceram o primeiro jogo, em casa, por 4 a 1, e perderam o segundo por apenas 2 a 1, o que garantiu a vaga nas semifinais. O adversário era outro desconhecido, o Újpest, da Hungria. O confronto foi mais fácil, e o Bayern empatou o primeiro jogo em 1 a 1 e venceu o segundo por 3 a 0. O time estava na decisão. A final seria contra o Atlético de Madrid, da Espanha. O primeiro jogo terminou empatado em 1 a 1. Como não havia disputa por pênaltis, foi marcada uma nova partida. Foi nela que o Bayern mostrou toda a sua força e arrasou os espanhóis: 4 a 0, dois gols de Müller e dois de Hoeneß. Beckenbauer levantava, enfim, o primeiro troféu europeu do Bayern, o primeiro de um clube alemão na história. Gerd Müller foi novamente artilheiro, com 8 gols.
O Bayern assegurou o tricampeonato alemão em 1973/1974, de novo com Gerd Müller artilheiro, com 30 gols, mas dessa vez ao lado de Heynckes, do vice-campeão Borussia Mönchengladbach, com o mesmo número de tentos. O Bayern voltou suas atenções para mais uma Liga dos Campeões, quando, em 1975, ficaria sob comando do técnico Dettmar Cramer. Como campeão, o clube não precisou disputar a primeira fase, começando, assim, já da segunda. O adversário foi o Magdeburg, da Alemanha Oriental, e o Bayern venceu os dois jogos: 3 a 2 e 2 a 1. Nas quartas de final, páreo duro contra os soviéticos do Ararat Yerevan. Vitória no primeiro jogo dos alemães por 2 a 0 e derrota no segundo por 1 a 0. Classificação no saldo de gols. Na semifinal, o Bayern despachou o Saint-Étienne, da França, ao empatar sem gols no primeiro jogo e vencer em casa por 2 a 0. O time estava novamente na final. A final, em Paris, foi contra o Leeds United, da Inglaterra. O jogo foi um dos mais polêmicos da história da Liga, devido a violência do clube inglês, que cometeu inúmeras faltas, e do árbitro, que prejudicou demais o Leeds (como num lance em que ele deu gol para o Leeds, mas voltou atrás após uma conversa com Beckenbauer). Mas o Bayern não quis saber, soube controlar o jogo e venceu por 2 a 0, conquistando mais um título europeu. Gerd Müller, ao lado do soviético Markarov, foi o artilheiro com 5 gols. Assim como em 1974, o Bayern não quis disputar o Mundial de 1975.
Ignorando completamente o campeonato Alemão, o Bayern novamente quis fazer bonito na Liga dos Campeões de 1975/1976 e igualar o feito do Ajax. Na primeira fase, vitórias fáceis contra o Jeunesse Esch, de Luxemburgo, por 5 a 0 e 3 a 1. Na segunda fase, derrota fora de casa por 1 a 0 para o Malmö, da Suécia, mas classificação na volta com vitória por 2 a 0. Nas quartas de final, show contra o Benfica. Após empate sem gols em Portugal, o clube alemão massacrou os portugueses por 5 a 1. Na semifinal, embate clássico contra o Real Madrid. O time empatou na Espanha por 1 a 1, mas venceu em casa por 2 a 0. Era o Bayern, de novo, na final.
O Bayern decidiu contra os franceses do Saint-Étienne a Liga dos Campeões de 1975/1976. Com mais torcida em Glasgow, Escócia, do que os alemães, os franceses tinham convicção de que venceriam. Porém, um gol de Roth aos 57´decretou o título alemão, o tricampeonato consecutivo. Era a consagração do time mais bem sucedido na Alemanha e o melhor do continente. O Ajax, então soberano com seu tri, via o rival igualar o feito holandês. Naquela liga, Müller, para surpresa geral, não foi artilheiro. O topo ficou com o compatriota Heynckes, do Borussia Mönchengladbach, que marcou 6 gols. O baixinho do Bayern fez 5. O Bayern decidiu disputar o Mundial Interclubes de 1976, que dessa vez seria contra os brasileiros do Cruzeiro, ao contrário das outras temporadas, que foram dominadas pelos argentinos do Independiente, da Argentina. Na época, o título mundial ainda era decidido em duas partidas, uma na casa de cada equipe. No primeiro jogo, na Alemanha, vitória do Bayern por 2 a 0, gols de Müller e Kappellmann. Na volta, os alemães seguraram a pressão dos cruzeirenses no Mineirão abarrotado de gente (mais de 120 mil pessoas!), e o empate em 0 a 0 garantiu o primeiro título mundial do time alemão. Era o que faltava para Beckenbauer, Müller, Rummenigge, Hoeneβ e Sepp Maier.
Em 1977, já consagrado, Beckenbauer decidiu partir para os EUA e jogar no New York Cosmos, assim como Pelé. A saída do capitão e maior ídolo foi crucial para encerrar o período mais glorioso da história do Bayern München.

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