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» » » » GRANEL: 16) Palmeiras 1972-1974

Foi na década de 60 que o Palmeiras montou uma equipe que só não foi mais brilhante e hegemônica pelo “simples” fato de ter de concorrer com o Santos de Pelé e o Botafogo de Garrincha. Mesmo assim, o alviverde que ganhou o apelido de Academia e faturou duas Taças Brasil (1960 e 1967), um Rio-SP (1965), dois Robertões (1967 e 1969) e um Paulista (1966). Nos anos 70 o Verdão deu as cartas novamente no futebol paulista e brasileiro, dessa vez sem rivais à altura, e ganhou um bicampeonato do recém-criado Campeonato Brasileiro, em 1972 e 1973, e dois Paulistas, em 1972 e 1974, com direito a manter o rival Corinthians mais alguns anos na fila de títulos e “colocar pra correr” Rivellino na decisão do Paulista de 74. 
Em 1972, depois de já demonstrar grande poder de fogo nos anos anteriores, o Palmeiras foi com tudo em busca da dobradinha Brasileiro / Paulista. O primeiro torneio disputado no ano foi o estadual, com o São Paulo como grande rival. Em um torneio longo, de turno e returno por pontos corridos, prevaleceu o equilíbrio e o entrosamento do Palmeiras, que conquistou o caneco de maneira invicta com 15 vitórias e sete empates em 22 jogos. Naquele torneio, o time já dava mostras do quão difícil seria vazar o goleiro Leão: em 22 jogos o goleiro alviverde levou apenas oito gols! O ataque palmeirense também foi eficiente e marcou 33 vezes, o melhor da competição. Com o caneco estadual na bagagem, o time foi com tudo em busca do Campeonato Brasileiro, criado no ano anterior e que teve como primeiro campeão o Atlético-MG. O Brasileirão foi disputado num complexo sistema de disputa, com três fases e uma partida final, onde um empate favorecia o time de melhor campanha. Na primeira fase, o Palmeiras ficou na primeira colocação no grupo B, com grandes exibições tanto em casa quanto fora, com destaque para as vitórias sobre Fluminense (1 a 0), Atlético-MG (3 a 0) e Grêmio (1 a 0), todas longe de São Paulo. O time perdeu para Corinthians e Santos ambos por 1 a 0, mas isso não abalou os comandados de Brandão, que continuaram firmes em busca do título. Na segunda fase, o time alviverde se classificou depois de vencer América-RJ por 3 a 1 e Coritiba por 3 a 0, e perder para o São Paulo por 2 a 0. Como tinha melhor campanha, a equipe foi para a fase final.
Nas semis, o time colocou o regulamento embaixo do braço e conquistou o título, com empates em 1 a 1 contra o Internacional e 0 a 0 contra o forte Botafogo de Jairzinho. Pela primeira vez, o Palmeiras era campeão do Campeonato Brasileiro, título que se somava às outras conquistas nacionais da equipe na década de 60. A campanha foi digna de campeão: 30 jogos, 16 vitórias, 10 empates e apenas quatro derrotas, com 46 gols marcados e 19 sofridos. Juntando todos os jogos do ano, o Palmeiras conseguia a proeza de levar apenas 44 gols em 80 partidas, graças não só à zaga eficiente, mas principalmente ao sóbrio Leão. Se contarmos apenas jogos do Paulista e Brasileiro, o time levou somente 27 gols em 55 jogos! Uma enormidade, como foi o ano para o alviverde, multicampeão e o time a ser batido dali pra frente. Em mais um campeonato nacional inchado, com 40 equipes e várias fases de disputa, o Palmeiras sobrou de novo. No primeiro turno, liderança verde com 18 vitórias, sete empates e três derrotas em 28 jogos, com 34 gols marcados e 11 sofridos. Na fase seguinte, nove jogos, cinco vitórias e quatro empates, com 15 gols marcados e só um sofrido. Sem rivais, o time foi para o quadrangular final em vantagem, mas não deu sopa para o azar. O time derrotou o Cruzeiro de Nelinho, Perfumo, Piazza, Zé Carlos, Palhinha e Dirceu Lopes em pleno Mineirão por 1 a 0, gol de Edu Bala. Na partida seguinte, vitória em casa por 2 a 1 (gols de Ronaldo e Luís Pereira) contra o Internacional de Cláudio, Figueroa, Vacaria, Valdomiro, Falcão e Escurinho. No jogo decisivo, um empate contra o São Paulo de Waldir Peres, Forlán, Chicão, Pedro Rocha e Terto dava o bicampeonato ao Palmeiras. E foi o que aconteceu. A equipe foi absoluta novamente na defesa, não deu espaços ao rival e o 0 a 0 garantiu ao Verdão mais um título nacional. A equipe conseguia uma campanha ainda melhor que na temporada anterior: 25 vitórias, 12 empates e três derrotas em 40 jogos, com 52 gols marcados e 13 sofridos. O Brasil era verde. 
Em 1974, o Palmeiras viu o Vasco de Roberto Dinamite conquistar o Brasileirão e ruir o sonho do tri, que viria somente no longínquo ano de 1993. Mas a cereja do bolo da segunda Academia estava guardada para o Campeonato Paulista, mais precisamente para o dia 22 de dezembro daquele ano, na grande final do torneio. Antes de ir para a final, o Palmeiras fez apenas um turno regular, ficando na quinta colocação. O Corinthians, líder, já estava garantido na decisão. No returno, o Verdão mostrou força, conseguiu a liderança e a vaga, com oito vitórias e cinco empates em 13 jogos. A final seria em dois jogos, ambos no Morumbi. Na primeira partida, empate em 1 a 1. A volta, com mando do Corinthians, seria o cenário perfeito para o time alvinegro pôr fim ao jejum de 20 anos sem um caneco: seriam mais de 120 mil corintianos contra apenas 10 mil palmeirenses. O Timão estava em melhor fase e com grandes jogadores como Vaguinho, Zé Maria e o astro Rivellino. O jogo foi emblemático. Depois de um primeiro tempo morno, o segundo foi cheio de histórias. A primeira foi o lance capital que decretou a saída de Rivellino do Corinthians. Após uma dividida com Luís Pereira, o craque corintiano pediu falta e o juiz não deu. Uma foto tirada no exato momento em que o zagueiro palmeirense consola Rivellino causou a ira da torcida alvinegra, bem como da diretoria, que acharam que o meia havia pipocado.
Na sequência do lance, a bola sobrou para Ronaldo, o reserva de luxo do Palmeiras, estufar as redes: Corinthians 0x1 Palmeiras. O Morumbi se calou. E os 10 mil palmeirenses enlouqueceram. Visivelmente abalado, o time alvinegro não teve forças para reverter o placar, que se manteve intacto até o apito do árbitro: Palmeiras campeão paulista de 1974. .

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