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» » » » GRANEL: 18) São Paulo, 2005-2008

Iremos contar hoje à história do São Paulo Campeão do Mundial de Clubes da FIFA (2005), Campeão da Copa Libertadores da América (2005), Campeão Brasileiro (2006) e Campeão Paulista (2005).
Comandado pelo técnico Emerson Leão, o tricolor disputou o Campeonato Paulista como um laboratório para a competição continental. O time dominou o torneio, que foi disputado por 20 clubes, em pontos corridos, e venceu seu 20º estadual com duas rodadas de antecedência. O caneco veio após um empate sem gols com o Santos, em Mogi Mirim. A equipe foi soberana em quase tudo: mais vitórias (14), melhor ataque (49 gols) e segunda melhor defesa (21 gols sofridos). O título foi um ótimo aquecimento para a menina dos olhos do time: a Libertadores.
O São Paulo passou fácil pelos rivais na primeira fase da Libertadores. O time estreou contra o The Strongest, na Bolívia. Em plena altitude, o time brasileiro até que começou vencendo, com gol de Danilo, mas os bolivianos viraram para 3 a 1. Na segunda etapa, Luizão, aos 12´, e Grafite, aos 42´, arrancaram um heroico empate. Na partida seguinte, goleada pra cima da Universidad de Chile: 4 a 2, com gols de Lugano, Rogério Ceni, Cicinho e Grafite. Na sequência, empate em 2 a 2 contra o Quilmes, na Argentina (gols de Diego Tardelli e Grafite) e vitória contra os argentinos, no Morumbi, por 3 a 1 (dois gols de Diego Tardelli e um de Cicinho), num jogo polêmico onde o zagueiro Desábato xingou o atacante Grafite de “macaco” e teve que se explicar na delegacia. Na quinta partida da fase de grupos, o São Paulo viajou para o Chile sem técnico, pois Emerson Leão havia deixado o clube para treinar um time do Japão. Milton Cruz, eterno salvador do tricolor, comandou a equipe no empate em 1 a 1 com a Universidad (gol de Luizão). No último jogo, contra o The Strongest, no Morumbi, o time já estava de técnico novo: Paulo Autuori, vencedor da Libertadores de 1997, pelo Cruzeiro. O experiente treinador havia feito sua estreia pelo Campeonato Brasileiro, na histórica goleada de 5 a 1 sobre o Corinthians “galáctico” de Roger, Carlos Alberto, Gustavo Nery e o técnico Daniel Passarela, que foi demitido após o jogo. Autuori comandou a equipe na vitória fácil por 3 a 0 (gols de Edcarlos, Luizão e Grafite). O tricolor, sem dramas, estava nas oitavas de final. E pronto para qualquer desafio. O São Paulo teve pela frente o rival Palmeiras logo nas oitavas de final da Libertadores de 2005. O primeiro jogo foi no lotado Parque Antártica. O Palmeiras tentou colocar pressão, mas foi o São Paulo que dominou o rival. O time mostrou maturidade, eficiência e pegada de Libertadores para vencer por 1 a 0, num golaço monumental do lateral direito Cicinho, que fazia sua melhor temporada na carreira. O gol foi crucial para o tricolor, que poderia jogar pelo empate na volta, no Morumbi. Com mais de 60 mil pessoas, o São Paulo não teve vida fácil contra o Palmeiras. O jogo foi tenso, disputado, e o tricolor teve que se virar com um a menos (Josué foi expulso no começo do segundo tempo) em boa parte do jogo. Até que, aos 36´, pênalti para o São Paulo. Rogério bateu e fez o gol: 1 a 0. Nos acréscimos, Cicinho, de novo, provou que era mesmo o carrasco alviverde e marcou o segundo gol do jogo, garantindo a classificação do São Paulo.
Nas quartas de final, o São Paulo encarou o Tigres, do México. No primeiro jogo, no Morumbi, o time brasileiro não tomou conhecimento dos mexicanos e goleou: 4 a 0, com dois gols de Rogério Ceni, ambos de falta, um de Luizão e um de Souza. O São Paulo perdeu por apenas 2 a 1 na volta, no México, e se garantiu pelo segundo ano seguido na semifinal da competição. O São Paulo teve pela frente simplesmente o River Plate, da Argentina, nas semifinais da Libertadores. No entanto, o time contava com um reforço de peso: o atacante Amoroso, contratado às vésperas da partida para suprir a ausência de Grafite, lesionado. O River, embora fosse letal no ataque, jogou para empatar e ficou fechadinho na primeira etapa do jogo, conseguindo o 0 a 0. Para o segundo tempo, Paulo Autuori colocou Souza e mudou o jogo. O meia infernizou a zaga do River e o São Paulo passou a criar mais, porém, o gol não saia. O filme de 2004, quando o tricolor empatou sem gols em casa e perdeu fora, para o Once Caldas, começava a rondar a cabeça do torcedor, que ficou agonizado. Mas, aos 31´, tudo mudou. Danilo, depois de uma bola rebatida pela zaga argentina, encheu o pé e abriu o placar para o São Paulo, explodindo o Morumbi. O gol incendiou o time brasileiro, que sufocou o River em seu campo de defesa. Foi então que Luizão fez uma ótima jogada pela direita, cruzou, e o volante Lucho González botou a mão na bola: pênalti! Rogério bateu e fez o segundo gol, aos 43´: São Paulo 2 a 0. Na volta em território Argentino, Danilo, aos 11, abriu o placar para o São Paulo. Farías, aos 35´, empatou. No segundo tempo, contra ataque fatal do São Paulo e Amoroso marcou o primeiro dele na Libertadores, aos 13´: 2 a 1. Aos 34´, Fabão fez 3 a 1 e Salas, aos 38´, descontou, mas era tarde: São Paulo 3×2 River Plate. 
Na final de um lado, o São Paulo, bicampeão e louco pelo tri inédito para o futebol brasileiro. Do outro, o surpreendente Atlético-PR, comandado pelo experiente Antônio Lopes. Sem sua torcida e longe de casa, no Beira-Rio, o Atlético não conseguiu encurralar o São Paulo como pretendia e apenas empatou em 1 a 1, com direito a gol contra de Durval a favor do tricolor. O resultado foi ótimo para o São Paulo, que só precisava vencer em casa para ficar com o tricampeonato da América. Na decisão, mais de 71 mil pessoas lotaram o Morumbi, que virou um caldeirão apoteótico. O Atlético sentiu a pressão do estádio do São Paulo e não jogou absolutamente nada. Já o tricolor, completo e tinindo, desfilou. Amoroso abriu o placar aos 16´do primeiro tempo. No finalzinho da primeira etapa, o Atlético esboçou uma reação com um pênalti a seu favor, mas Fabrício chutou na trave. No segundo tempo, o São Paulo dominou ainda mais o adversário e fez 2 a 0 com Fabão, de cabeça, aos 7´. O zagueirão chorou de emoção. Vinte minutos depois, foi a vez de outro jogador chorar: Luizão, autor do terceiro gol. No final do jogo, houve tempo para Diego Tardelli, aos 43´, dar números finais ao jogo: São Paulo 4×0 Atlético-PR. O tricolor aplicava outra goleada em uma final de Libertadores (a exemplo de 1993, quando fez 5 a 1 na Universidad Católica) e conquistava de maneira inquestionável sua terceira Libertadores com 9 vitórias (sete em casa), quatro empates e uma derrota, com 34 gols marcados e 14 sofridos. De quebra, se tornava o primeiro clube do Brasil a ser tricampeão. O Morumbi explodiu de alegria, e Rogério Ceni, o capitão, pôde realizar o sonho de erguer o tão cobiçado troféu. Depois de 12 anos, o São Paulo era, de novo, o rei da América.
Desprezando o Brasileiro, marcado pela Máfia do Apito, as atenções se voltaram para o Mundial. Chegavam as Semifinais.
O São Paulo não teve vida fácil e suou para vencer o Al-Ittihad, da Arábia Saudita, por 3 a 2, com gols de Amoroso (2) e Rogério Ceni. O São Paulo viu o Liverpool passear nas semifinais ao golear por 3 a 0 o Deportivo Saprissa, da Costa Rica. Muitos temiam que o Liverpool pudesse vencer fácil, também, o tricolor, principalmente pelo fator Peter Crouch, o gigante que anotou dois gols na primeira partida dos reds. Porém, para a sorte dos brasileiros, o técnico Rafa Benítez não escalou o grandalhão, o que facilitou muito as coisas para o São Paulo. Na decisão, o Liverpool foi melhor desde o início, dando muito trabalho para a zaga brasileira. Porém, quando o São Paulo agredia, era mais incisivo e direto. Foi então que aos 26´do primeiro tempo, Aloísio recebeu e tocou para Mineiro, o elemento surpresa, fazer o primeiro gol do jogo e acabar com a invencibilidade de mais de 1000 minutos do Liverpool sem levar gols: São Paulo 1×0 Liverpool. O pequenino Mineiro furava a gigante zaga composta por Hyypia e Carragher e colocava o tricolor na frente. A partir dali, no entanto, começou um verdadeiro teste para cardíacos.
O Liverpool pressionou demais, chutou inúmeras bolas, teve inúmeros escanteios, mas não conseguia fazer gols. Quer dizer, até fez (três!), mas o excelente bandeirinha do jogo, e o árbitro Benito Archundia, anularam por impedimento. O São Paulo se defendia como podia e presenciava atuações simplesmente fantásticas de Lugano, Mineiro e principalmente do goleiro Rogério Ceni, que fechou o gol com defesas sensacionais. O tricolor foi bem aquém de suas raízes, mas conseguiu segurar a vitória até o apito final: São Paulo campeão! Tricampeão! 
Em 2006, o São Paulo perdeu o técnico Paulo Autuori, o atacante Amoroso e o lateral Cicinho, peças fundamentais para as conquistas de 2005, e teve que se reorganizar para manter o embalo em busca de mais glórias. No banco, chegou o treinador Muricy Ramalho. No ataque, Ricardo Oliveira chegou para manter a qualidade perdida com a saída de Amoroso. Na lateral, o time teve que improvisar com Souza (Ilsinho seria titular apenas depois). No Campeonato Paulista, o time amargou o vice, mas a torcida nem deu bola, afinal, o foco era a Libertadores. Na competição continental, o time foi líder de seu grupo, mas sofreu duas derrotas amargas, ambas por 2 a 1 e ambas para o Chivas Guadalajara-MEX, que impôs a primeira derrota em casa do tricolor desde 1987 na competição. Nas oitavas, novamente o Palmeiras pela frente, e novamente o São Paulo saiu vitorioso: empate em 1 a 1 no primeiro jogo e vitória por 2 a 1 no segundo. Nas quartas, duelo complicado contra o Estudiantes (ARG). O tricolor perdeu o primeiro jogo por 1 a 0, venceu pelo mesmo placar a volta, e ganhou nos pênaltis por 4 a 3, com show de Rogério, que defendeu um pênalti e marcou um dos gols. Nas semis, o time brasileiro iria reencontrar o algoz da primeira fase: o Chivas. O São Paulo deu o troco no Chivas Guadalajara nas semifinais da Libertadores de 2006. No primeiro jogo, no México, o time jogou com maturidade e eficiência de campeão e venceu por 1 a 0, gol de Rogério Ceni, que se igualava a Chilavert em números de gols marcados. Na volta, no Morumbi, o São Paulo atropelou. No começo do jogo, o Chivas teve um pênalti, causando susto nos brasileiros, mas Rogério mostrou novamente que era um gigante e defendeu de maneira magnífica. A defesa serviu para embalar o tricolor, que fez 3 a 0 nos mexicanos, com Leandro, Mineiro e Ricardo Oliveira. Com classe, com show, o São Paulo estava na final novamente.
Só que, em 2006, o adversário era o poderoso Internacional de Fernandão, Rafael Sóbis, Fabiano Eller, Jorge Vágner, Alex e Tinga. O time colorado havia perdido apenas um jogo e mostrava força não só em casa, mas também fora. O São Paulo decidiu o primeiro jogo no Morumbi com mais de 71 mil pessoas. Mas o que era para ser uma festa virou pesadelo. Josué, o incansável volante tricolor, foi expulso logo com nove minutos de jogo, colocando toda a tática de ataque do São Paulo por água abaixo. Com isso, o Inter foi mais ofensivo até ele perder um volante, também, aos 38´ da primeira etapa, quando Fabinho levou o vermelho. No segundo tempo, o jogo pegou fogo, ou melhor, o Inter colocou fogo. Rafael Sóbis, arisco e letal, marcou duas vezes e colocou o Inter muito próximo do título. O zagueiro tricolor Edcarlos ainda descontou, mas o São Paulo não conseguiu reverter a vantagem gaúcha. No Beira Rio, o São Paulo viveu novos dramas e não superou o Inter. Ricardo Oliveira não pôde jogar (acabara seu empréstimo), Rogério falhou feio no primeiro gol do jogo, de Fernandão, Lugano perdeu um gol incrível quando a partida ainda estava 0 a 0 e o empate em 2 a 2 deu o título inédito ao Internacional. Muito choro e decepção no lado tricolor: a América perdia o preto, e ficava apenas vermelha e branca. Com a perda do título da Libertadores, o São Paulo teve que recomeçar a caminhada das glórias. O time, logo após a derrota, encarou o Cruzeiro, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro. O jogo começou com os mineiros a todo vapor, que abriram 2 a 0. Quando eles estavam prestes a fazer o terceiro, de pênalti, Rogério começou a dar a volta por cima após a falha na decisão da Libertadores. O goleiro defendeu o pênalti cruzeirense e marcou os dois gols do heróico empate do tricolor. Ali, ele fazia uma de suas melhores partidas na carreira e se tornava o maior goleiro artilheiro da história do futebol mundial. Era o recomeço que ele, e o São Paulo, precisava para lutar pelo fim do jejum de 15 anos sem o título do Campeonato Brasileiro. A equipe mostrou força em casa e fora dela, conquistando vitórias decisivas como 3 a 1 no Santa Cruz (fora), 2 a 0 no Internacional (casa), 5 a 1 no Vasco (casa), 2 a 1 no Fluminense (fora), 2 a 0 no Figueirense (fora), 1 a 0 no Santos (fora), 3 a 0 no Botafogo (casa) e 2 a 0 no Goiás (fora). Mesmo com a perda do título da Recopa para o Boca Juniors (derrota fora de casa por 2 a 1 e empate em 2 a 2 no Morumbi), o clube seguiu firme rumo ao tetra no Nacional. São Paulo e Atlético-PR duelavam no Morumbi lotado e o tricolor poderia ser campeão brasileiro pela primeira vez jogando em casa. O time começou vencendo, com gol de Fabão, mas levou o empate no segundo tempo. Ao término da partida, os jogadores do São Paulo continuaram em campo para esperar o fim do jogo entre Paraná e Internacional. Os paranaenses venciam por 1 a 0 e o resultado dava o título ao tricolor paulista. Apenas no apito final em Curitiba é que o Morumbi pôde comemorar: o São Paulo, depois de 15 anos, era campeão brasileiro. A conquista coroou o trabalho de Muricy Ramalho, que já dava sinais de que sabia muito bem do assunto “pontos corridos”. A campanha tricolor foi impecável: 22 vitórias, 12 empates e apenas 4 derrotas em 38 jogos, com 66 gols marcados e 32 sofridos.
Em 2007, o São Paulo o São Paulo perdeu apenas um dos 19 jogos que fez na primeira fase do campeonato estadual e foi para o mata-mata como um dos favoritos para chegar à final. No entanto, a equipe levou 4 a 1 do São Caetano e teve que se concentrar na Libertadores, na qual passou pela primeira fase sem grandes problemas contra adversários fracos (Audax Italiano-CHI, Alianza Lima-PER e Necaxa-MEX). Mas, nas oitavas de final, o time caiu diante do Grêmio após não conseguir segurar a vantagem do 1 a 0 da partida de ida e perder por 2 a 0 na volta, no Olímpico, dando adeus à competição internacional no dia 9 de maio. Três dias depois, começou o Campeonato Brasileiro e Muricy teve que mudar completamente a maneira de jogar e o time estrou com vitória por 2 a 0 sobre o Goiás, em casa.  Assim como em 2006, a caminhada nacional começava com o pé direito. Na segunda rodada, derrota por 1 a 0 para o Náutico, fora de casa. Na terceira, empate sem gols com o Palmeiras. Na quarta, vitória por 1 a 0 sobre o Paraná, fora. Na quinta, derrota em casa por 1 a 0 para o Atlético-MG, em mais um revés com expulsão do lado tricolor (Leandro), assim como Aloísio foi expulso no duelo contra o Náutico. Era preciso controlar os nervos e melhorar a pontaria no ataque se o time quisesse chegar ao topo. E foi o que aconteceu nas duas rodadas seguintes. Contra o Vasco, no Morumbi, Borges desencantou e fez os dois gols da vitória por 2 a 0. No duelo seguinte, novo triunfo por 2 a 0, dessa vez contra o Santos, em plena Vila Belmiro, com gols de Dagoberto e Aloísio. Àquela altura, o time estava no G4 pela primeira vez. Nas três rodadas seguintes, dois empates sem gols, contra Figueirense, fora, e Flamengo, em casa, e vitória por 1 a 0, em casa, sobre o Internacional. No dia 14 de julho, a equipe empatou com o Corinthians e, quatro dias depois, perdeu para o Fluminense, em casa, por 1 a 0. Ainda sem embalar, o time teria um duelo fundamental contra o Cruzeiro, em Minas, pela 13ª rodada. Se o São Paulo pensava no título, o rival mineiro, na parte de cima da tabela e na cola do líder Botafogo, deveria ser superado. E seria. No dia 22 de julho, o São Paulo iniciou contra o mesmo Cruzeiro uma reviravolta semelhante à da campanha de 2006 no Campeonato Brasileiro. A equipe paulista começou perdendo, mas, no segundo tempo, Breno, de cabeça, empatou o jogo logo aos cinco minutos e deu sobrevida ao time, que encarava o rival de igual para igual e tentava controlar as ações no meio de campo. Foi então que Hernanes, aos 25´, marcou um dos gols mais bonitos da competição e também da epopeia do tri-hexa do tricolor. No meio, o jogador tricolor pedalou e passou por um, pedalou e passou por outro, olhou para o gol e disparou um chutaço indefensável que foi parar no ângulo do goleiro Fábio: golaço! Foi uma obra-prima que selou a vitória por 2 a 1 e a subida do time até a vice-liderança da competição a apenas dois pontos do Botafogo. A partir dali, o time iniciou uma sequência simplesmente impressionante. Foram 16 jogos sem perder, com direito a sete vitórias seguidas da 13ª rodada até a 19ª. Nesse período, o time despachou, além do Cruzeiro, Sport (3 a 1, em casa), América-RN (1 a 0, fora), Juventude (3 a 1, em casa) e Grêmio (2 a 0, fora). Na 18ª rodada, o time viajou até o Rio de Janeiro e fez um duelo decisivo contra o Botafogo pelo título simbólico do primeiro turno. Mesmo fora de seus domínios, o São Paulo mostrou muita força nos contra-ataques e venceu por 2 a 0, com gols de Alex Silva e Leandro, ambos no segundo tempo. Na última rodada do turno, novo triunfo (2 a 0, no Atlético-PR, em casa) e tranquilidade para a reta final mesmo com as saídas de Josué e Ilsinho. Líderes isolados, os jogadores do São Paulo mantinham a concentração em si mesmos e não se importavam com os rivais, como disse Dagoberto à época: “mantemos a seriedade. Temos que nos preocupar só com a gente”.
A sequência de sete vitórias seguidas foi quebrada na 20ª rodada, com o empate sem gols contra o Goiás, fora. Mas, nos três jogos seguintes, o time venceu o Náutico (5 a 0, em casa), o Palmeiras (1 a 0, fora) e o Paraná (6 a 0, em casa). Nas 24ª e 25ª rodadas, mais quatro pontos após empate sem gols contra Atlético-MG, fora, e vitória por 2 a 0 contra o Vasco, fora, resultados que deram ainda mais moral ao líder para o clássico contra o Santos, no dia 15 de setembro. A equipe conseguiu a proeza de ficar inteiros nove jogos sem ver os rivais vazarem Rogério Ceni uma única vez. Foi uma marca histórica que chegou aos 987 minutos no clássico contra o Santos, que terminou 2 a 1 para o São Paulo, com uma pintura histórica de Breno, que driblou muitos jogadores antes de finalizar para o gol. Após vencer o Figueirense, por 2 a 0, em casa, o time viajou até o Sul e bateu o Internacional em pleno Beira-Rio por 2 a 1. Nas três rodadas seguintes, o São Paulo se deu ao luxo de perder dos jogos (ambos por 1 a 0, para Flamengo e Corinthians), e empatou em 1 a 1 com o Fluminense. Na rodada de número 32, o time teve pela frente o Cruzeiro, em mais um jogo com ares de decisão. Com mais de 60 mil pessoas, o Morumbi empurrou o time da casa, que venceu por 1 a 0, gol de Jorge Wagner, e aumentou a diferença do São Paulo em relação ao novo vice-líder (Palmeiras) para incríveis 13 pontos. O título estava praticamente garantido. Na rodada seguinte, o tricolor foi até o Recife e venceu o Sport, por 2 a 1, com dois lindos gols, um de Rogério Ceni, de falta, e outro de Aloísio. No compromisso seguinte, um mero empate contra o América-RN, em casa, daria o título brasileiro ao tricolor. E, com quase 70 mil pessoas no Morumbi, o São Paulo não decepcionou: Hernanes, Miranda e Dagoberto fizeram os gols da fácil vitória por 3 a 0 que sacramentou com quatro rodadas de antecipação o pentacampeonato brasileiro do tricolor. Era a glória tão esperada dias após a eliminação nas quartas de final da Copa Sul-Americana, diante do Millonarios-COL, embora o torneio continental já tivesse dado um gostinho especial para os paulistas pelo fato de eles terem eliminado o Boca Juniors-ARG nas oitavas de final. Nas rodadas seguintes do Brasileiro, o São Paulo perdeu para Juventude (2 a 0, fora) e Atlético-PR (2 a 1, fora), venceu o Grêmio (1 a 0, em casa), e empatou com o Botafogo (2 a 2, em casa), resultados que não diminuíram em nada a campanha incontestável do time: 38 jogos, 23 vitórias, oito empates, sete derrotas, 55 gols marcados e apenas 19 gols sofridos (a melhor defesa em toda a história do Brasileiro por pontos corridos), totalizando um aproveitamento de 67%. Vivendo uma fase magnífica, Rogério Ceni se consagrou como o melhor goleiro do país na época e foi o único a atuar na América do Sul a ser indicado ao prestigiado prêmio “Ballon d´Or” da revista France Football. O título deu ao São Paulo a famigerada posse da “Taça das Bolinhas”.
Em 2008 no Campeonato Paulista, o tricolor fez bons jogos, se classificou para a semifinal, mas acabou eliminado pelo futuro campeão, o Palmeiras, após derrota por 2 a 0 no Palestra Itália. Na Libertadores, a equipe superou Audax Italiano-CHI, Atlético Nacional-COL e Sportivo Luqueño-PAR na fase de grupos e eliminou o tradicional Nacional-URU, nas oitavas, após empate sem gols no Uruguai e vitória por 2 a 0 em casa, com gols de Adriano e Dagoberto. Nas quartas de final, o tricolor encarou um rival doméstico: o Fluminense. Na partida de ida, no Morumbi, Adriano marcou o gol da vitória por 1 a 0 que deu ao São Paulo a vantagem do empate para o duelo da volta, no Maracanã. Na casa do tricolor carioca (tomada por mais de 68 mil pessoas), Washington abriu o placar para o Flu, mas Adriano, no segundo tempo, deixou o São Paulo muito perto da semifinal. No entanto, Dodô, um minuto depois, fez 2 a 1. Nos acréscimos, Washington aproveitou um escanteio cobrado por Thiago Neves e fez o gol salvador e heroico da classificação do Flu, que venceu por 3 a 1 e fez o São Paulo acumular mais um tropeço diante de um clube brasileiro na Libertadores. Ao contrário dos dois anos anteriores, o São Paulo de 2008 demorou para engrenar e não flertou nenhuma vez com a liderança no primeiro turno. Após quatro rodadas sem vitórias, o time só venceu a primeira no dia 7 de junho, com um 5 a 1 pra cima do Atlético-MG, no Morumbi. Na rodada seguinte, a equipe calou os mais de 50 mil torcedores do Flamengo, no Maracanã, e venceu por 4 a 2, esboçando uma reação principalmente após a vitória por 1 a 0 sobre o Sport, no Morumbi. Mas, nas três rodadas seguintes, apenas dois pontos conquistados (nos empates em 1 a 1 contra Cruzeiro e Ipatinga) e derrota por 2 a 1 para o Náutico, fora de casa. Entre as rodadas 11ª e 13ª, três vitórias: 2 a 1 no Palmeiras, em casa, 3 a 1 no Vitória, fora, e 2 a 1 no Botafogo, em casa. Na 15ª rodada, derrota para o Inter, no Sul, por 2 a 0, e volta por cima na vitória por 3 a 1 sobre a Portuguesa, em casa. Nas quatro últimas rodadas, duas vitórias (4 a 0 no Vasco, em casa, e 2 a 1 no Goiás, em casa), um empate (1 a 1, com o Figueirense, fora) e uma derrota (3 a 1, para o Fluminense, fora, com três gols do carrasco Washington), resultados que mantiveram o São Paulo na 4ª colocação, atrás do líder Grêmio, do vice, Cruzeiro, e do terceiro, Palmeiras.
Logo na primeira rodada do returno, o time paulista perdeu mais um duelo para o Grêmio, dessa vez fora de casa, por 1 a 0, e viu os gaúchos dispararem 11 pontos na liderança. Muitos já davam o São Paulo como fora da disputa pelo título e uma volta por cima era quase impossível. Mas nada era impossível para Muricy. Muito menos para um time tão acostumado com as adversidades e perito em pontos corridos. A partir da 21ª rodada, o São Paulo tinha plena consciência de que não poderia perder mais pontos de maneira nenhuma. Derrotas eram inadmissíveis. Empates, só se fossem alguns, ou fora de casa ou, no máximo, em clássicos. Nas quatro rodadas após o revés para o Grêmio, o time venceu o Atlético-PR, em casa, e empatou três jogos contra Coritiba (2 a 2, fora), Santos (0 a 0, em casa) e Atlético-MG (1 a 1, fora). Na 25ª rodada, vitória por 2 a 0 sobre o Flamengo, em casa, com gols de Dagoberto e Hugo, e empate em 0 a 0 com o Sport, fora de casa, na 26ª rodada. Só nas três rodadas seguintes que a equipe engatou três vitórias consecutivas e alcançou novamente o G4, após derrotar Cruzeiro (2 a 0, em casa), Ipatinga (3 a 1, fora) e Náutico (1 a 0, em casa). Em mais um duelo contra um rival direto na luta pelo título, o tricolor abriu 2 a 0 diante do Palmeiras, no Palestra Itália, e tinha mais três preciosos pontos em suas mãos até os 33 minutos do segundo tempo, quando permitiu a reação do time da casa, que chegou ao empate e frustrou os planos dos tricolores. Mas, no duelo seguinte, contra o Vitória, em casa, o São Paulo venceu por 2 a 1 (gols de Hernanes e Hugo) e engatou uma sequência de seis vitórias seguidas: 2 a 1 no Botafogo, fora, 3 a 0 no Internacional, em casa, com show do trio Borges, Dagoberto e Hugo, 3 a 2 na Portuguesa, fora, 3 a 1 no Figueirense, em casa, e 2 a 1 no Vasco, fora, em um jogo cheio de pressão pelo fato de o time carioca estar na zona de rebaixamento na época e precisar desesperadamente da vitória. Graças àquela arrancada e aos tropeços dos líderes, o São Paulo saiu da quarta posição e chegou ao topo da tabela pela primeira vez (na 33ª rodada, após a goleada sobre o Inter). Quietinho e sem alardes, o time já estava com novas chances de título e se apoiava nas atuações decisivas de Hugo e Borges, os artilheiros do time no torneio (eles terminaram a competição com 14 e 16 gols marcados, respectivamente) e fundamentais para a arrancada do segundo turno. Faltavam apenas duas rodadas para o fim. E o caneco poderia vir em casa, no dia 30 de novembro, contra o Fluminense.
Mesmo diante de 66.888 pagantes no Morumbi, o São Paulo não conseguiu o que precisava (uma vitória simples) e apenas empatou com o Fluminense em 1 a 1, resultado que adiou a decisão do torneio para a última rodada. A parada seria complicada, afinal, o time iria enfrentar o Goiás, fora de casa, um adversário que sempre trouxe problemas para o clube do Morumbi. Aos 22´do primeiro tempo, Borges fez o gol solitário e necessário para dar o tricampeonato consecutivo ao São Paulo, que se tornava naquele dia o primeiro a levantar o Campeonato Brasileiro por três vezes seguidas e, de quebra, o primeiro clube hexacampeão do torneio. Na comemoração, as imagens de Muricy Ramalho batendo no braço com raiva, calando os críticos, ficaram marcadas para sempre.
Em 19 jogos do returno, o São Paulo perdeu apenas um, venceu 12 e empatou seis, desempenho fundamental para a conquista de um título tido como improvável. A campanha foi semelhante a de 2006: 38 jogos, 21 vitórias, 12 empates, cinco derrotas, 66 gols marcados e 36 gols sofridos, aproveitamento de 65%.

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