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» » » » GRANEL: 21) Vasco, 1945-1952

Os grandes feitos deste grande elenco do futebol mundial é ter sido campeão Invicto do Campeonato Sul-Americano de Clubes Campeões (1948), Pentacampeão Carioca (1945-invicto, 1947-invicto, 1949-invicto, 1950 e 1952) e Tricampeão do Campeonato Municipal do Rio (1945-invicto, 1946 e 1947). O Vasco de 1945 a 1952 teve como time base: Barbosa; Wilson (Augusto) e Rafagnelli, Ely, Danilo (Alfredo II) e Jorge; Djalma, Maneca (Dimas / Ipojucan), Ademir (Jair), Friaça (Nestor / Heleno de Freitas) e Lelé (Ismael / Chico). Técnicos: Ondino Viera (1945), Ernesto Costa (1946), Flávio Costa (1947-1950) e Gentil Cardoso (1952). Com este time formidável que é considerado um dos melhores da história do futebol mundial o Expresso da Vitória de 1945 até 1952, o Vasco foi rei do Rio, do Brasil e da América (em 1948) com um esquadrão primoroso, habilidoso, rápido e letal no ataque, sendo o primeiro do país a utilizar o esquema 4-2-4, que chegava até a virar um 2-3-5, tamanha quantidade de (bons) atacantes do clube cruzmaltino. A qualidade do Vasco era tanta que o time foi base da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1950, quando oito jogadores mais o técnico Flávio Costa integraram a seleção vice-campeã mundial. No ano de 1944, com um padrão de jogo bem consistente e um ataque primoroso, o clube conquistou o Torneio Relâmpago e o Torneio Municipal. Porém, no Campeonato Carioca, a equipe terminou com o vice ao ser derrotado pelo Flamengo na rodada final do torneio, num gol polêmico marcado pelo jogador Valido, que teria se apoiado no zagueiro vascaíno para cabecear. O juiz, comicamente, “validou o gol de Valido”, causando revolta e frustração nos vascaínos. Em 1945, porém, o Vasco foi para a desforra e fez história. Com goleadas ( um 5 a 1 sobre o Bangu e 9 a 0 sobre o Bonsucesso), a equipe conquistou o título de campeão carioca invicto, se tornando o primeiro clube no Rio a levantar o troféu dessa maneira na era do profissionalismo. A campanha invicta do Vasco teve 13 vitórias e 5 empates, com 58 gols marcados e 15 gols sofridos em 18 jogos. Em 1946, o Vasco perdeu o atacante Ademir momentaneamente, que foi para o Fluminense, e o técnico uruguaio Ondino Vieira, que foi comandar o Botafogo. No seu lugar, assumiu Ernesto dos Santos, que levou o Expresso aos títulos do Torneio Início e do Municipal. No Carioca, porém, a equipe não foi bem e terminou na quinta posição. Naquela temporada, estreava no time titular o goleiro Barbosa, que começaria a fazer história como o melhor do clube em todos os tempos. O ano de jejum serviu apenas para o Vasco ganhar fôlego para brilhar novamente em 1947. Então já comandado pelo técnico Flávio Costa, que colocava a equipe para jogar num 2-3-5 extremamente ofensivo, o Vasco foi campeão do Municipal (com 40 gols marcados em 10 jogos) e levou mais um Campeonato Carioca de maneira invicta, com um ataque fabuloso composto por Djalma, Maneca, Friaça, Lelé e Chico. Foram 68 gols marcados em 20 jogos, com destaque para a maior goleada da história de São Januário: 14 a 1 no Canto do Rio, com Dimas no topo da artilharia do torneio com 18 gols. 
Em dezembro de 1947, o Vasco recebeu um convite do clube chileno Colo-Colo para participar do 1º Campeonato Sul-Americano de Clubes Campeões, que iria reunir times da América do Sul consagrados e campeões em seus países, a ser realizado no primeiro semestre de 1948. O Vasco foi o participante brasileiro pelo fato de ser o melhor time do Brasil e ser multicampeão do Campeonato Carioca, principal torneio estadual do país na época, já que o Rio de Janeiro era a capital federal. Além do Vasco e do Colo-Colo, participaram Emelec (EQU), Litoral (BOL), Municipal (PER), Nacional (URU) e River Plate (ARG). Mesmo sendo soberano no país, o Vasco não era apontado como favorito pela imprensa internacional. Os gigantes do torneio eram o Nacional, campeão uruguaio, e o River Plate, conhecido como “La Maquina” que tinha, entre outros craques, Di Stéfano. Até mesmo o Colo-Colo era uma das forças por ser o anfitrião e poder jogar todos os jogos em casa. No primeiro jogo, o Vasco venceu o Litoral por 2 a 1, com dois gols de Lelé. Na partida seguinte, um show contra o Nacional: 4 a 1, com gols de Ademir, Maneca, Danilo e Friaça. Naquele jogo, Ademir sofreu uma contusão no tornozelo que o tirou do restante da competição. Mesmo sem o talentoso atacante, a equipe manteve a vocação ofensiva e fez 4 a 0 no Municipal (gols de Lelé, Friaça-2 e Ismael) e 1 a 0 no Emelec (Ismael). O primeiro leve tropeço foi contra o Colo-Colo, quando o Vasco empatou em 1 a 1 (gol de Friaça). O último jogo seria contra o River Plate, que também brigava pelo caneco. Um empate bastava para o Vasco levantar o título. Os times não saíram do zero durante os 90 minutos, e o time brasileiro fez história: pela primeira vez, um clube brasileiro conquistava um troféu internacional fora do Brasil, além de ser a primeira conquista do futebol brasileiro no exterior (as Copas América de 1919 e 1922, vencidas pela seleção, foram realizadas no Brasil). Com quatro vitórias e dois empates em seis jogos, com 12 gols marcados e apenas três sofridos, os comandados de Flávio Costa eram os melhores da América. Invictos! A temporada só não foi melhor pelo fato de a equipe ter perdido o título estadual para o Botafogo, que venceu por 3 a 1 e ficou com o caneco.
Na temporada de 1949, o Vasco ganhou o reforço do genial Heleno de Freitas em seu ataque. O resultado foi o melhor possível: shows e recorde de gols no Campeonato Carioca: 84 tentos marcados em apenas 20 jogos, recorde que permanece intacto até hoje. Pra variar, o time foi campeão estadual invicto, com direito a um jogo inesquecível contra o maior rival, o Flamengo. A equipe perdia para o rubro-negro por 2 a 0 no primeiro tempo e conseguiu uma virada sensacional de 5 a 2, com show de Maneca e Nestor. No mesmo ano, o Expresso da Vitória venceu o todo poderoso Arsenal, da Inglaterra, primeiro time da primeira divisão inglesa a visitar o Brasil e perderam por 1 a 0, gol de Nestor.  Em 1951 derrotou o Peñarol (base da Celeste que foi campeã mundial), em excursão pelo Uruguai, por 3 a 0, e ao ganhar por 2 a 0 tanto do Nacional quanto do Peñarol, novamente, em jogos realizados no Rio de Janeiro. Depois do Mundial, o Maracanã recebeu pela primeira vez jogos do Campeonato Carioca. Depois de um início ruim, o time se recuperou, embalou, e faturou o bicampeonato, ao derrotar o América por 2 a 1, com dois gols de Ademir. O time teve a honra, diante de 121.765 pagantes, de ser o primeiro clube campeão da era Maracanã.
Com as principais estrelas já em idade avançada, o Vasco começou a cair de rendimento no segundo semestre de 1951. O time passou a se reformular e não levantou caneco algum na temporada. Em 1952, a equipe calou críticos e adversários, que diziam que a equipe era “velha” ao conquistar de maneira antecipada o Campeonato Carioca, sob o comando do técnico Gentil Cardoso. Depois da conquista, o Vasco apostaria em novos talentos e daria adeus aos nomes que fizeram história. O time seguiu forte até o final da década, mas o protagonismo no estado passaria a ser dos rivais, principalmente do Botafogo. Era o fim do Expresso da Vitória, uma das equipes mais sublimes e competitivas que o Brasil já teve, um time que encantou a torcida vascaína.

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