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» » » » GRANEL: 24- Corinthians, 1998-2000

O primeiro título a marcar o grande elenco desta matéria, foi o campeonato paulista de 1997. Com este caneco o Corinthians iniciou o ano de 1998 com a base da temporada passada, sendo que no Campeonato Brasileiro as vitórias eram constantes. O Timão terminou a primeira fase do brasileirão daquele ano na primeira colocação, com 46 pontos em 23 jogos. A equipe ficou um ponto à frente do seu grande rival, o Palmeiras. Classificado, o time teria a vantagem de decidir todos os confrontos do confuso sistema de mata-mata do campeonato em casa. Confuso porque a equipe só conseguiria a classificação em dois jogos se vencesse ambos. Uma vitória para cada lado, não importava o placar, levava a decisão para um terceiro jogo. Nas quartas de final, o Corinthians encarou o Grêmio. No primeiro jogo, em Porto Alegre, vitória corintiana por 1 a 0. Quando todos achavam que a equipe passaria fácil, jogando a volta em casa, surpresa: Grêmio 2 a 0. No terceiro jogo, o Corinthians, de novo em casa, venceu com um magro 1 a 0, gol do “capetinha” Edílson. Vaga nas semifinais, contra o rival Santos. O jogo de ida teve vitória do peixe por 2 a 1, na Vila Belmiro. Na volta, vitória corintiana por 2 a 0. No terceiro jogo, empate em 1 a 1, que garantiu o Corinthians na final, pelo número de gols marcados.
A decisão foi entre o Corinthians de Marcelinho, Vampeta, Rincón, Ricardinho, Gamarra e Edílson, e o Cruzeiro, vice-campeão da Copa do Brasil daquele ano, com estrelas como Dida, Marcelo Djian, Valdo, Muller e uma temida dupla de ataque formada por Marcelo Ramos e Fábio Júnior. O primeiro jogo terminou empatado em 2 a 2, com uma recuperação incrível do Corinthians, que terminou perdendo o primeiro tempo por 2 a 0, mas empatou na etapa final com Dinei e Marcelinho. No segundo jogo, novo empate, em 1 a 1. No terceiro jogo o Timão perdeu inúmeras chances no primeiro tempo, mas no segundo conseguiu encaixar seu jogo e fez 2 a 0, com Edílson e Marcelinho, conquistando, depois de 8 anos, o Campeonato Brasileiro.
Veio então a Libertadores de 1999. O primeiro embate foi justamente entre Corinthians e Palmeiras, com vitória alviverde por 1 a 0. Em seguida, o Corinthians aplicou uma goleada pra cima do Cerro: 8 a 2, depois venceu o Palmeiras por 2 a 1 e o Olímpia por 2 a 1, na casa do adversário, e por 4 a 0, no Pacaembu. A equipe perderia para o Cerro no Paraguai por 3 a 0, mas terminou na liderança do grupo e garantiu a classificação para as oitavas de final, onde enfrentou o Jorge Wilstermann e arrancou um empate no jogo de ida: 1 a 1. Na volta, a equipe passeou e venceu por 5 a 2, garantindo um lugar nas quartas de final para enfrentar o Palmeiras, que venceu a ida por 2 a 0. O Corinthians precisava vencer o jogo de volta por pelo menos dois gols para levar a decisão para a prorrogação. E conseguiu. Porém, as equipes duelariam nas penalidades, onde brilhou a estrela do goleiro palmeirense Marcos, que defendeu a cobrança de Vampeta e contou com o travessão no chute de Dinei. O Palmeiras seria o campeão, e o Corinthians teria que voltar as suas atenções para o território nacional.
Mas no Paulista, a equipe goleou o rival por 3 a 0 no jogo de ida da final, e, na decisão, empatou em 2 a 2. Com o titulo ganho, o atacante Edílson provocou o Palmeiras ao fazer embaixadinhas na lateral do campo. Foi a deixa para o início de uma batalha campal entre os jogadores.
Com uma equipe bem melhor que em 1998, a começar pelo ótimo goleiro Dida, pela dupla de ataque afiada, Luizão e Edílson, e o já consagrado meio de campo com Vampeta, Rincón, Ricardinho e Marcelinho, o Corinthians mais uma vez dominou a fase de classificação do brasileiro, e terminou na primeira posição, com 44 pontos em 21 jogos, além de ter o melhor ataque, com 49 gols. Com isso, novamente teria a vantagem de decidir em casa os jogos do mata-mata. Nas quartas de final, o Corinthians enfrentou o Guarani. No primeiro jogo, empate em 0 a 0. No jogo de volta, vitória por 2 a 0 do Corinthians. No terceiro jogo, empate em 1 a 1, que garantiu o Timão nas semifinais para enfrentar o  São Paulo. O primeiro jogo foi recheado de emoção. Nenê abriu o placar para o Corinthians. Raí empatou. Ricardinho colocou o Timão novamente em vantagem, mas Edmílson deixou tudo igual no final do primeiro tempo. No segundo, Marcelinho, de pênalti, deu a vitória ao Corinthians. Porém, aquele jogo ficaria marcado por uma das maiores atuações de um goleiro na história. Dida conseguiu a proeza de defender dois pênaltis consecutivos do ídolo maior do São Paulo, Raí. No confronto seguinte, o Corinthians venceu novamente, dessa vez por 2 a 1, e conseguiu ir para a final. Mas a vitória era o de menos. As defesas de Dida ficaram mais marcadas que as vitórias e até mesmo que a classificação.
A final foi contra o ótimo time do Atlético-MG, de Velloso, Claudio Caçapa, Belletti, Robert, Marques e o goleador nato Guilherme. No primeiro jogo, no Mineirão com mais de 78 mil pessoas, Guilherme só não fez chover na defesa do Timão, e marcou os três gols da vitória do Galo por 3 a 2. Os gols da equipe paulista foram de Vampeta e Luizão. No segundo jogo, no Morumbi, outro matador mostrou suas garras: Luizão. Ele marcou os dois gols da vitória por 2 a 0 e levou a decisão para a terceira partida. 0 a 0 e a conquista do bicampeonato nacional seguido.
No dia 5 de janeiro de 2000 começou o primeiro Mundial de Clubes da FIFA. As cidades de São Paulo e Rio de Janeiro foram palco do primeiro torneio interclubes organizado pela FIFA, com a ausência de equipes como o Palmeiras, campeão da América de 1999, e o Jubilo Iwata-JAP, campeão asiático de 1999. Mas o torneio contou com equipes como o Manchester United, então campeão de tudo na Europa e campeão mundial de 1999, e o Real Madrid, campeão mundial de 1998. O torneio teve também a participação dos campeões da CONCACAF (Necaxa-MEX) e da África (Raja Casablanca-MAR), do campeão da Supercopa da Ásia de 1998 (Al Nassr), do campeão da Oceania (South Melbourne-AUS), do campeão da América de 1998 (Vasco-BRA) e do campeão nacional do país sede (Corinthians-BRA).  As equipes foram dividias em dois grupos, e os primeiros de cada um se enfrentariam na decisão. A equipe caiu no grupo A, junto com Real Madrid, Al Nassr e Raja Casablanca. A estreia foi contra a equipe marroquina, e deu Timão: 2 a 0, com gols de Luizão e Fábio Luciano. O jogo seguinte seria o mais aguardado: contra o Real Madrid, de Anelka, Roberto Carlos, Casillas, Raul, Redondo e Hierro. Anelka abriu o placar, mas Edílson virou o jogo, com direito a um golaço em que meteu a bola entre as pernas do francês Karembeu, mas Anelka empatou, e a igualdade em 2 a 2 permaneceu até o fim. Depois os alvinegros venceram os árabes do Al Nassr por 2 a 0. Passaporte para a final, no Maracanã, contra o embalado Vasco.
14 de janeiro de 2000. Maracanã, Rio de Janeiro, Brasil. Mais de 73 mil pessoas. De um lado, o Vasco, com a base campeã brasileira de 97 e da Libertadores de 98, e estrelas como Hélton, Mauro Galvão, Felipe, Juninho Pernambucano, Ramon, Edmundo e Romário. Do outro, o bicampeão brasileiro Corinthians. O 0 a 0 persistiu tanto no tempo normal quanto na prorrogação, e o Maracanã teria que presenciar uma inesquecível disputa de pênaltis. Rincón começou a disputa e marcou para o Timão. Romário bateu para o Vasco e marcou, com a bola passando rente aos braços de Dida. Fernando Baiano fez o segundo do Corinthians. Alex Oliveira colocou a bola no canto oposto de Dida e empatou. Luizão chutou no mesmo canto de Hélton, mas fez. Gilberto partiu para a próxima do Vasco, chutou, e Dida pegou, de maneira espetacular. Edu partiu para a próxima e bateu bem. Viola era o próximo batedor do Vasco, e fez. Marcelinho era o último do Corinthians. Se ele fizesse, o Timão era campeão. Hélton defendeu! O Vasco ainda tinha em Edmundo a chance de tentar a conquista nas cobranças alternadas. O Animal partiu, bateu e…FORA!  SC Corinthians Paulista, primeiro Campeão Mundial da FIFA. 
Após o título, o Corinthians começou a cair de produção e viver seus últimos momentos de brilhantismo, que culminou com a eliminação traumática nas semifinais da Libertadores, de novo para o rival Palmeiras, de novo nos pênaltis, após Marcelinho perder a cobrança decisiva por “culpa” de Marcos, que defendeu. No brasileiro, o time ficaria na penúltima posição, com apenas quatro vitórias em 24 jogos. Era o fim de uma equipe, o "Todo Poderoso Timão !"
Bi campeão brasileiro (1998 e 1999), Campeão paulista (1999) e primeiro Campeão do Mundial de Clubes da FIFA (2000).
Time-base: Dida (Nei); Índio, Gamarra (Adílson), Fábio Luciano e Kléber (Sylvinho); Vampeta, Rincón, Ricardinho e Marcelinho; Edílson e Luizão (Dinei). Técnicos: Vanderlei Luxemburgo (1998) e Oswaldo de Oliveira (1999 e 2000).

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