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» » » » Abre Aspas: Luiz Alberto Rosan

Reproduzo aqui uma entrevista exclusiva realizada durante o ano com Luiz Alberto Rosan.
Em suas redes sociais ele se denomina como "apenas um fisioterapeuta", mas sua história mostra muito mais além do que se escreve. Ele já atuou em diversos clubes de futebol brasileiros, como São Paulo, Bragantino e Santos. Já participou de diversos importantes eventos esportivos, como Copa do Mundo, com a Seleção Brasileira Pentacampeã do Mundo, Olimpíadas, Copa das Confederações e Mundial de Clubes. Com sua vasta experiência do mundo esportivo, Luiz Alberto Rosan tornou-se um dos fisioterapeutas mais renomados do país, seu trabalho esportivo mais recente foi estando do outro lado do mundo, como fisioterapeuta do clube chinês Shandong Luneng Taishan F.C.

Vagner: O que lhe levou a escolher a fisioterapia como sua profissão?

Rosan: Desejava algo que estivesse relacionado ao esporte. Com a frustração de não ter talento suficiente para se tornar um atleta de futebol. optei pela fisioterapia, já visualizando que poderia atuar na área esportiva.

V: Suas passagens pelo São Paulo foram longas, vitoriosas e marcaram grandes amizades. Que experiências e boas lembranças levou do Morumbi e também de outros amigos que o futebol lhe deu para a sua vida?

R: Trago na lembrança inúmeros momentos, mas não poderia deixar de citar talvez o ápice dessa fase em minha carreira com a conquista do mundial de clubes.  Um título que faltava para mim, e que eu desejava muito.  A implantação do REFFIS, tanto o da Barra Funda, quanto ao de Cotia.  Foram anos de dedicação até o momento da inauguração, e isso marca muito para nós que vivemos lutando e batalhando para que a fisioterapia seja reconhecida.  No futebol existe uma máxima dos bastidores, de que, ele também é feito para se fazer amizade, e graças a Deus por onde passo deixo muitos amigos.  Claro que fiquei decepcionado com minha demissão por motivos injustos, mas isso é passado e já superei. 

V: No Santos o seu trabalho teve grande destaque pelas superações, como na recuperação surpreendente e rápida do goleiro Fábio Costa. Encontrou na sua carreira muitos exemplos de grande dedicação de atletas?

R: Deixei o Japão e vim para o Santos FC onde permaneci por 6 anos e fixei residência. Sou testemunha de que quem bebe desta água permanece. Fábio Costa, Narcisio, me deram muito trabalho, mas nada que no final da recuperação não fosse um momento de pleno esplendor no sentido de se sentir com o dever cumprido. Existem atletas que são determinados e ai a recuperação torna-se mais fácil e mais rápida, e eles são exemplos nesse requisito. 

V: Completamos no último dia 30 de Junho 14 anos do Pentacampeonato Mundial da Seleção Brasileira. Conte -nos como foi a sua vivencia na conquista de Yokohama.

R: Trabalhei exaustivamente durante 52 dias para ter a recompensa de na final todos estarem a disposição do treinador, isso para nós fisioterapeutas não tem preço.  Relatar algo em relação a conquista do Penta? Eu teria que escrever um livro, mas vou ficar com o dia 30 quando jogamos e vencemos a Alemanha por 2 x 0, depois a volta, a recepção do povo brasileiro, a família, e o próprio Santos me homenageando com uma placa, são momentos inesquecíveis para quem vive do futebol.

V: Realizou recentemente um trabalho na China. Como vê as diferenças da Fisioterapia esportiva no Brasil com os conceitos vividos fora do país?

R: Esses dois anos de China eu aprendi muito.  Aprendi a filosofia deles com a medicina oriental, sempre respeitando nossas diferenças.  Implantei um núcleo de fisioterapia de 5.000 metros quadrados, algo inusitado para um clube de futebol.  Até piscina semi-olímpica existe.  Eles pensam e estão se planejando para organizar uma Copa do Mundo para daqui a vinte anos. Eles investem pensando no futuro, tudo é construído pensando lá na frente, não só em relação ao esporte como em todos os segmentos da sociedade.  Mostrei a eles o que denomino fisioterapia ocidental e o que sempre executei nos clubes e na seleção brasileira, essas supostas diferenças tornam-se nulas quando se trabalha e busca um mesmo objetivo.

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