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» » » » » Canetadas: A identidade que o Grêmio busca resgatar

Em 19 de maio de 2015 a primeira tentativa da direção de futebol do Grêmio de resgatar a identificação do momento atual do clube com o passado glorioso de títulos chegou ao fim. Neste dia Luís Felipe Scolari pedia demissão e encerrava assim a sua terceira passagem pelo clube onde se projetou para o futebol nacional e foi acolhido novamente após poucos ainda acreditarem em seu trabalho após o vexame no mundial de 2014 com a seleção brasileira. Saiu dizendo saber que estava em débito com a história do Tricolor Gaúcho e que pensava ser aquele momento o melhor para ambos. Foi para a milionária China e deixou as portas abertas para a chegada de um promissor treinador que iniciava sua carreira, mas que já havia deixado marcada a sua história atuando dentro das quatro linhas.
O Brasil conheceu Roger Machado, um treinador inovador, bom de grupo e estudioso. Os resultados foram expressivos ainda na temporada de chegada do comandante, com uma boa classificação no Campeonato Brasileiro e a vaga conquistada para a Libertadores. O orgulho da torcida crescia novamente em acompanhar as partidas do Imortal e a Arena recebia públicos significativos. Mas o que se via em oscilações de vitórias em momentos decisivos preocupou. A eliminação precoce na Libertadores de 2016 e a falta de resultados que possibilitassem a real briga pelo título nacional neste ano pesaram sobre o jovem treineiro, que em 14 de setembro pediu demissão após ser goleado em Campinas pela Ponte-Preta.
A busca pela volta aos tempos de títulos, que não ocorre a quinze anos no lado azul do sul do país, seguiu e teve como alvo os maiores detentores de moral com a torcida gremista. Valdir Espinoza, técnico e Renato Portalupi, jogador protagonista, do mundial de 1983. Eles voltavam a casa onde mais foram felizes, para resgatar o sorriso e o grito de tricolores sedentos do prazer de serem campeões nacionais. Tão longínqua quanto a seca de troféus, foram as críticas pela escolha de ambos. Torcedores e imprensa diziam que eram ultrapassados, que o clube regredia após um ano de um treinador estudioso para escolher um Renato que curtia eternas férias nas praias do Rio de Janeiro. Mas o futebol sempre inverte a lógica dos sábios.
Renato assumiu a equipe sabendo que a ânsia não era por uma boa colocação no Brasileiro ou a vaga a pré Libertadores. De um ídolo a torcida sempre espera mais. Tudo. O título nacional. 15 anos depois. A única via para a realização do sonho era a Copa do Brasil. Pela frente o poderoso Palmeiras, virtual campeão brasileiro e com elenco para levar também o doce da boca da criança gremista. A Cuca esquentou. O Tricolor venceu a primeira partida e segurou o empate na segunda. Classificados e prontos para dali em diante ser o algoz das equipes mineiras. Primeiro o Cruzeiro, em um Mineirão lotado e em uma Arena fervendo, depois o Atlético-MG.
O Grêmio mostrou que é bom de bico e deixou três gols nas redes de Vítor para calar o Mineirão mais uma vez. Se irá cantar de galo e ser campeão nacional após uma década e meia ainda não podemos dizer, mas a certeza que paira sobre o sentimento do torcedor gremista não era sentido há muito tempo.
O torcedor tomou consciência da grandeza precisa dos calos que faz ir a pé aonde o Grêmio estiver. O orgulho de ser participante da mesma história de Scolari, Roger, Renato e Valdir é suficiente para que o final desse ano seja uma Rocha firme de amor e muita esperança, de que muitas gerações ainda irão sorrir e se orgulhar do exclusivo dom de ser Imortal.

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