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» » » » » » » Canetadas: Mais amor, por favor!

As rivalidades entre clubes paulistas ficaram afloradas nos últimos anos. Se criou a tal da torcida unica. São cores distintas nas iguais arquibancadas que deveriam ser uma só. A branca. A da paz. A da bandeira que deve ser erguida por presidentes, treinadores, atletas, jornalistas e torcedores de bom coração. Mas na maioria das vezes eles não se entendem nem no número. Cada clube faz uma conta diferente para as suas vitórias. Como o torcedor conta cada clássico do jeito que viu. Se é que viu. Se é que consegue contar o que estas linhas também não saberão.
Os quatro são um só corpo dividido em tantas almas. São pólos diferentes que se atraem por química, são corpos diferentes que ocupam o mesmo espaço na física. São gente que se distinguem na história e pela geografia. São tão diferentes que acabam sendo iguais.
Eles não se odeiam. Respeitam-se. Como duelistas. Todo jogo vai ser dia de vitória. Ou melhor: de derrota. Do outro. O importante não é vencer. O que vale é o outro perder. Um não vive sem o outro. Um morre se o outro vive. Mas ninguém precisa morrer ainda quando a rivalidade exige o adversário em pé, mesmo que derrubado. A graça do clássico é a celebração dupla, da própria vitória, da derrota alheia. Sei que é menor, é mesquinho, é egoísta não se satisfazer apenas com o próprio sucesso, e torcer pelo fracasso alheio. Mas esse é o homem. Ser tão imperfeito e emocionante como um jogo de futebol que premia fracos, que derrota justos, que iguala desiguais. Sobretudo num clássico. 
O Santos teve Pelé, o São Paulo tem os troféus. Mas a rivalidade histórica, essa nasceu antes que o craque de Três Corações, antes que o clube das três cores paulistas. É questão de tempo que é senhor da emoção. Corinthians e Palmeiras cresceram juntos, tiveram muitos filhos, e seguem prósperos, apesar de alguns filhos pródigos, impróprios ou infelizes. Seguem fazendo lindo esse casamento jamais consumado. Sempre negado. Mas que a bola sabe que esses dois viverão juntos para sempre. Porque esses amores não morrem. Nem podem matar. É só o que queremos. Um clássico numa tarde de sol. Uma vitória para contar aos filhos, que contarão aos netos aquilo que realmente conta. Aquilo que os que tomam conta dos clubes sabem que é dever elevar o futebol àquilo que é: um jogo que vale por uma vida, e não uma vida colocada em jogo por uma cor.

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