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» » » » GRANEL: 10) Celtic 1965-1970

O Celtic escocês fez história em seu país e na Europa por jogar um futebol eficiente, vistoso e bonito. Já na temporada de 1965, a torcida do Celtic voltou a gritar é campeão com os títulos da Copa da Escócia, após vitória por 3 a 2 sobre o Dunfermline Athletic, com dois gols de Auld e um de McNeill, e da Copa Glasgow, com goleada por 5 a 0 sobre o Queen´s Park. Na temporada 1965-1966, os comandados de Stein foram, enfim, campeões escoceses com 27 vitórias, três empates e quatro derrotas em 34 jogos, com 106 gols marcados e 30 sofridos. Outro titulo conquistado foi a Copa da Liga Escocesa, com vitória por 2 a 1 sobre o maior rival, o Rangers, com dois gols de Hughes. Os reveses da temporada foram para o mesmo Rangers, na Copa da Escócia, e na Recopa Europeia, quando o time foi eliminado pelo Liverpool nas semifinais. O Celtic fez da temporada 1966-1967 a sua temporada definitiva para entrar para a história. A equipe não deu trégua para os rivais no país e venceu todos os campeonatos que disputou. O Campeonato Escocês veio com 26 vitórias, seis empates e apenas duas derrotas em 34 jogos, com vertiginosos 111 gols marcados e apenas 33 sofridos. A Copa da Liga foi conquistada com um gol salvador de Lennox, com mais de 94 mil pessoas no gigante Hampden Park. A Copa da Escócia foi fácil, com vitória por 2 a 0 sobre o Aberdeen (dois gols de Wallace). Para fechar, título da Copa Glasgow, com direito a goleada por 4 a 0 sobre o rival Rangers e 4 a 0 no Partick Thistle na final. 
O Celtic debutou na Liga dos Campeões contra o Zürich (SUI), em casa, e venceu por 2 a 0, com gols de Gemmell e McBride. Na volta, na Suíça, nova vitória, por 3 a 0, com gols de Gemmell (2) e Chalmers. Na fase seguinte, o time voltou a vencer as duas partidas, dessa vez contra o Nantes (FRA), por 3 a 1 fora de casa (gols de McBride, Lennox e Chalmers) e novo 3 a 1 na Escócia (gols de Johnstone, Chalmers e Lennox). Nas quartas de final, duelo disputado contra o Vojvodina, da Iugoslávia. Na primeira partida, vitória dos iugoslavos por 1 a 0. Na volta, em Glasgow, vitória por 2 a 0 com o gol da classificação marcado aos 45´do segundo tempo por McNeill (o primeiro foi de Chalmers).
Na semifinal, contra o Dukla Prague (RCH), o Celtic definiu a classificação para a grande final na primeira partida, na Escócia, ao vencer por 3 a 1, com gols de Johnstone e Wallace (2). Na volta, o 0 a 0 garantiu os escoceses pela primeira vez na história em uma final europeia. O adversário seria a temida Internazionale.
A final da Liga dos Campeões da UEFA de 1966-1967 seria disputada no Estadio Nacional de Lisboa, em Portugal. Celtic e Internazionale fariam um duelo de opostos. O jogo começou truncado, com a Inter já querendo abrir o placar e fechar totalmente sua defesa. E foi o que os italianos conseguiram. Logo aos sete minutos, Sandro Mazzola, de pênalti, abriu o placar para a Inter. Se a tarefa do Celtic já era difícil, de virada seria quase impossível. Mas os indomáveis jogadores escoceses, que ganhariam o apelido de “Leões de Lisboa”, provaram com muito futebol e ofensividade que defender demais é chato. No segundo tempo, Gemmell empatou aos 63´. Faltando seis minutos para o fim do jogo, Murdoch chutou, Chalmers resvalou a bola e virou para o Celtic, levando ao delírio a torcida escocesa (e o futebol): Celtic 2×1 Internazionale. Pela primeira vez na história da Liga, um time do Reino Unido conquistava a Europa. E de maneira mais do que justa, afinal, o Celtic sufocou a Inter durante todo o jogo após o gol inaugural dos italianos, dando dois chutes na trave e 39 (!) ao gol, com 13 defendidos pelo goleiro, sete afastados pela zaga e 19 para fora. Foi um bombardeio, que resultou nos dois gols da virada escocesa. O continente celebrou como nunca a “vitória do futebol” e o triunfo de um time todo formado nas bases do Celtic, no mais claro e explícito exemplo de sucesso de pratas da casa. 
Na final do Mundial, o Celtic multicampeão encarou o Racing (ARG), conhecido como a Academia de Avellaneda pelo seu esquema onde os jogadores não guardavam posição e jogavam um futebol bonito e eficiente. No primeiro jogo, na Escócia, o Celtic fez valer a força dos mais de 100 mil torcedores do estádio Hampden Park, em Glasgow, e venceu por 1 a 0, gol do capitão McNeill. Na volta, no estádio Juan Domingo Perón, os escoceses abriram o placar aos 21´ do primeiro tempo, com gol de Gemmell. Porém, na segunda etapa, Raffo e Cárdenas viraram o jogo para o Racing, forçando uma terceira partida. Na grande decisão, no estádio Centenário, em Montevidéu (URU), o Racing, com um golaço de Cárdenas aos 56´, venceu o Celtic por 1 a 0 e conquistou o inédito título mundial. O Celtic sofria seu primeiro e único revés no ano mágico de 1967.
Depois da conquista da Europa em 1967, o Celtic passou por duas temporadas de “jejum” quando o assunto era Liga dos Campeões. O time caiu logo na primeira fase da edição 1967-1968 para o Dinamo Kiev (UCR), e sucumbiu diante do Milan (ITA) nas quartas de final da Liga de 1968-1969. Porém, quando o assunto era Escócia, não tinha para ninguém. A equipe de Stein era absoluta no Campeonato Escocês e venceu com categoria os títulos de 1967-1968, 1968-1969 e 1969-1970, todos com campanhas maravilhosas: 30 vitórias, três empates, uma derrota, 106 gols marcados e 24 sofridos (1967-1968); 23 vitórias, oito empates, três derrotas, 89 gols marcados e 32 sofridos (1968-1969) e 27 vitórias, três empates, quatro derrotas, 96 gols marcados e 33 sofridos (1969-1970). Não contente, os craques de Glasgow ainda venceram uma Copa da Escócia em 1968-1969, com direito a goleada de 4 a 0 sobre o rival Rangers na final (gols de Chalmers, Connely, Lennox e McNeill), e três Copas da Liga Escocesa, em 1967-1968, 1968-1969 e 1969-1970, sendo as primeiras duas finais com goleada: 5 a 3 no Dundee, em 1968, e 6 a 2 no Hibernian, em 1969. Mal acostumada, a torcida ficava cada vez mais exigente e queria novamente uma Liga dos Campeões. Foi então que o time foi à caça novamente na temporada 1969-1970.
O Celtic começou sua busca pelo bicampeonato europeu em 1969-1970 contra o Basel (SUI), ao empatar o primeiro jogo em 0 a 0 e vencer a volta por 2 a 0, gols de Hood e Gemmell. Nas oitavas de final, duelos eletrizantes contra o Benfica (POR). No primeiro jogo, em Glasgow, Gemmell, Wallace e Hood fizeram os 3 a 0 que deram à torcida a certeza da classificação. Porém, na volta, em Lisboa, os “Lisbon Lions” foram na verdade os do Benfica, que devolveram os 3 a 0 da ida. Com a igualdade, veja só, o classificado foi definido na moedinha! Isso mesmo! Cara ou coroa para ver quem ia avançar. E o Celtic “derrotou” o Benfica. Na moedinha.
Nas quartas de final, o time de Stein voltou a golear em casa seu adversário, dessa vez a Fiorentina (ITA), por 3 a 0, gols de Auld, Carpenetti (contra) e Wallace. Na volta, a derrota por 1 a 0 para a Viola não foi suficiente para eliminar os escoceses. Vaga na semifinal garantida. Mas o adversário seria o duríssimo Leeds United (ING), num clássico britânico que entraria para a história.
A semifinal da Liga dos Campeões de 1969-1970 colocou frente a frente dois rivais britânicos. De um lado, o imponente Celtic. Do outro, o crescente Leeds United, então campeão inglês. No primeiro jogo, na Inglaterra, o Celtic não se intimidou com a pressão da torcida adversária e venceu por 1 a 0, gol de Connely com apenas um minuto de jogo. Na partida de volta, no Hampden Park, em Glasgow, os torcedores alviverdes protagonizaram um feito inédito que entraria para a história do futebol europeu. Mais de 136 mil pessoas se abarrotaram no estádio escocês para torcer pelo Celtic, registrando o maior público da história de uma competição de clubes organizada pela UEFA. Os milhares de torcedores levaram um susto logo aos 14´do primeiro tempo, quando Bremmer abriu o placar para o Leeds. Mas Hughes e Murdoch viraram o jogo, colocando o Celtic pela segunda vez na história em uma final de Liga dos Campeões. 
Na grande final da Liga, no estádio San Siro, em Milão, o Celtic teve de encarar os holandeses do Feyenoord, que começavam a mostrar para o continente a força do Futebol Total da Holanda. O Celtic abriu o placar aos 30´com Gemmell, mas apenas dois minutos depois, Israël empatou. A igualdade levou o jogo para a prorrogação quando, aos 116´, Kindvall virou a partida para os holandeses, que ficaram com a taça e escreveram pela primeira vez o nome de um clube da Holanda no cobiçado troféu europeu. 
Após o baque na Liga, o Celtic seguiu sua hegemonia na Escócia e alcançou, em 1974, a incrível marca de nove campeonatos nacionais consecutivos, um recorde mundial que permaneceu intacto por muito tempo.

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