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» » » » GRANEL: 2) Ajax, 1970-1973

A Europa foi assombrada como nunca no começo da década de 70 por um time que inovou para sempre o futebol: o Ajax, onde nenhum jogador tinha posição fixa, atordoando os adversários com um verdadeiro carrossel. Tudo isso foi obra de Rinus Michels, um dos maiores técnicos de todos os tempos. E o Ajax é recordado até hoje como o embrião daquela brilhante seleção, que revelaria para o planeta um dos maiores gênios do esporte: Johan Cruyff. Já dominante em seu país, o Ajax se tornou a primeira equipe da Holanda a chegar a uma final da Liga dos Campeões da UEFA, em 1969. Inexperiente e ainda sem nomes como Rep, Haan e Neeskens, o time foi derrotado pelo copeiro Milan-ITA por 4 a 1 na decisão, disputada no Santiago Bernabéu, em Madrid. 
No final de 1969 e início de 1970, o Ajax ganhou os reforços de Neeskens e Arie Haan, além da maior presença de Ruud Krol. Era o que o time precisava para brilhar novamente na Holanda e vencer o Campeonato Holandês, ficando a frente do Feyenoord, campeão da Liga dos Campeões de 1969-1970. O Ajax marcou 100 gols e sofreu apenas 23 em 34 partidas. Uma campanha impecável, com 27 vitórias, 6 empates e apenas uma derrota! Para coroar a temporada, o time ainda venceu a Copa da Holanda em cima do PSV. Os títulos credenciaram a equipe na Liga dos Campeões de 1970-1971. Na primeira fase, o time passou pelo Nëntori Tirana, da Albânia, após empate em 2 a 2 e vitória por 2 a 0. Na segunda fase, duas vitórias contra o Basel, da Suíça, por 3 a 0 e 2 a 1. Nas quartas de final, embate duro contra o bom Celtic (ESC) daquela época. No primeiro jogo, Cruyff, Hulshoff e Keizer fizeram a diferença e anotaram os 3 a 0 do Ajax. Na volta, a derrota por 1 a 0 não foi suficiente para eliminar o time holandês, que avançou. Nas semifinais, o time encarou o Atlético de Madrid (ESP). No primeiro jogo, vitória espanhola por 1 a 0. Na volta, o baile de sempre do Ajax em Amsterdã: 3 a 0, gols de Neeskens, Suurbier e Keizer. Na final, disputada no estádio Wembley, em Londres, o esquadrão de Cruyff encarou o surpreendente Panathinaikos, da Grécia, do artilheiro Antoniadis e comandado no banco de reservas pelo mito Ferenc Puskás, que se aventurava como técnico. Porém, a diferença entre o Ajax e os rivais gregos foi grande. Com gols de Van Dijk e Arie Haan, o clube igualou o feito do rival de Roterdã (Feyenoord) e conquistou sua primeira Liga dos Campeões da UEFA. O time não quis disputar o Mundial Interclubes daquele ano, dando a vaga para o vice-campeão Panathinaikos.
Mesmo com a dolorosa perda do técnico Rinus Michels, que partiria para o Barcelona, o Ajax continuou forte, com o ótimo técnico romeno Stefan Kovács. O campeonato nacional de 1970-1971 foi perdido para o Feyenoord, mas na temporada 1971-1972 o clube conquistou novamente o título Holandês com uma campanha ainda mais impressionante que a de 1969-1970: 30 vitórias, 3 empates e apenas 1 derrota em 34 jogos, com 104 gols marcados e 20 sofridos. Cruyff foi o grande nome do torneio ao ficar com a artilharia da competição com 25 gols. Na Copa da Holanda, novo título, o terceiro consecutivo. Soberano em casa, o Ajax se concentrou novamente na Liga dos Campeões. O Ajax começou a defender o seu título europeu na temporada 1971-1972 contra o Dynamo Dresden, da Alemanha. O clube holandês venceu o primeiro jogo por 2 a 0 e empatou sem gols a partida de volta. Na segunda fase, duelo contra os franceses do Olympique de Marselha, e duas vitórias: 2 a 1 em plena França, gols de Cruyff e Keizer, e goleada por 4 a 1 na Holanda, gols de Swart, Cruyff, Haan e Couécou (contra). Nas quartas de final, o time eliminou o Arsenal com duas vitórias, 2 a 1, na Holanda (dois gols de G. Mühren), e 1 a 0, na Inglaterra. O Ajax poderia ter feito um duelo doméstico nas semifinais contra o Feyenoord, mas viu o rival ser eliminado impiedosamente pelo Benfica, que meteu 5 a 1 nos holandeses. Esperando triunfar novamente, o time português sucumbiu diante dos alvirrubros ao perder na Holanda por 1 a 0 e empatar sem gols em casa. O Ajax estava novamente na final. A final da Liga dos Campeões da UEFA de 1971-1972 colocou Internazionale (ITA) e Ajax frente a frente. Duas escolas completamente diferentes duelaram para ver quem era o melhor time europeu. Jogando em casa (a final foi na Holanda, só que na cidade de Roterdã), o time holandês dominou praticamente toda a partida, deixando a Inter estagnada em seu campo se defendendo desesperadamente. Depois de tanto martelar, no segundo tempo, enfim, Cruyff conseguiu furar a retranca italiana e marcou os dois gols da vitória do Ajax por 2 a 0. O clube conseguia o bicampeonato europeu, e colocava seu estilo de jogo no topo do continente. O Ajax aceitou disputar o Mundial Interclubes de 1972 contra o Independiente (ARG). O primeiro jogo foi na Argentina, no caldeirão do clube de Avellaneda. Mesmo com toda a pressão adversária e as habituais botinadas, o Ajax segurou o empate em 1 a 1. Na volta, o time mostrou o que era futebol técnico e tático, colocou os argentinos na roda, e venceu por 3 a 0, com gols de Neeskens e Rep (2). Pronto. O time era campeão mundial.
Na temporada 1972-1973, o Ajax venceu novamente o Campeonato Holandês, com 30 vitórias e 4 derrotas em 34 jogos, marcando 102 gols e sofrendo apenas 18. Foi mais um caneco conquistado em cima do grande rival da época, o Feyenoord. Não tinha para ninguém! Um fato marcante naquela época é que o Ajax venceu simplesmente todos os seus jogos disputados em casa nas temporadas 1971-1972 e 1972-1973 (46 vitórias em 46 partidas). Soberano, o Ajax partiu em busca do tricampeonato da Liga dos Campeões sem precisar disputar a primeira fase. Na estreia da equipe, já na segunda fase, duas vitórias sobre o CSKA Sofia (BUL): 3 a 1 e 3 a 0. Nas quartas de final, um dos confrontos mais emblemáticos da década, contra o Bayern München-ALE, que despontava como uma das grandes forças do continente com Beckenbauer, Sepp Maier e Gerd Müller. No primeiro jogo, em Amsterdã, o time de Cruyff aplicou uma sonora e inapelável goleada por 4 a 0, atordoando os alemães com o Futebol Total holandês. Na volta, a vitória alemã por 2 a 1 não foi suficiente para eliminar o Ajax, que avançou para as semifinais. Nas semifinais, vitórias com estilo para cima do poderoso Real Madrid-ESP: 2 a 1, na Holanda, e 1 a 0 em pleno Santiago Bernabéu. O esquadrão dos sonhos estava novamente na final. O Ajax enfrentou novamente um adversário italiano, só que dessa vez a forte Juventus de Dino Zoff, Marchetti, Capello (sim, o técnico, na época jogador), Altafani e Bettega. Com um gol de Johnny Rep logo aos 4 minutos de jogo, o clube cozinhou a partida e garantiu o terceiro título consecutivo da Liga dos Campeões, e, de quebra, ganhava a posse definitiva do emblemático troféu. O clube ainda conseguiu a sonhada vingança contra o algoz Milan na Supercopa da UEFA de 1973. Depois de perder a primeira partida em Milão por 1 a 0, o clube de Amsterdã aplicou 6 a 0 em casa, um show de gols e de futebol, que garantiu o título. Pena que aquela seria a última conquista brilhante do esquadrão de ouro holandês, já que o time não disputou o Mundial de 1973 por causa da hostilidade dos argentinos do Independiente, deixando sua vaga para a vice-campeã europeia, a Juventus. Depois do tricampeonato europeu, Johan Cruyff deixou o Ajax e seguiu para o mesmo Barcelona de Rinus Michels, onde o craque também faria história.

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