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» » » » GRANEL: 3) Milan, 1989-1990

O A.C. Milan nas temporadas de 1989 e 1990 assombrou a Europa (e o mundo) de maneira soberana como há muito tempo não se via. Em 1986 um tal de Silvio Berlusconi, polêmico dirigente, assumiu a equipe de Milão com o objetivo de dar a volta por cima e devolver o time aos tempos de glória. Primeiro, contratou o técnico Arrigo Sacchi, célebre estrategista e contrário ao tradicional sistema defensivo do futebol italiano. Berlusconi também correu atrás de 3 promessas holandesas que começavam a brilhar na Europa: Rijkaard, Gullit e Van Basten.
O Milan “pegou no breu” na temporada 1987/1988. Já mostrando um bom entrosamento e estilo de jogo bastante ofensivo, a equipe foi campeã italiana depois de nove anos, ficando à frente do grande Napoli de Maradona, Careca e Ferrara. O time venceu 17, empatou 11 e perdeu apenas dois dos 30 jogos disputados. Foram 43 gols marcados e apenas 14 sofridos (melhor zaga da competição). Vale destacar as vitórias sobre o Napoli, que brigou com o time de Milão pelo título, tanto em casa (4 a 1) quanto fora (3 a 2 – esta o jogo do título praticamente, há três rodadas do fim), além de um 2 a 1 na Sampdoria em Milão e um 1 a 0 na Juventus em Turim.  A conquista levou sua equipe à disputa da Liga dos Campeões da UEFA de 1988-1989. Na época, o sistema de disputa era bem diferente e não consistia nas fases que temos hoje, com qualificação, grupos e eliminatórias. Os clubes jogavam já em sistema eliminatório, em partidas de ida e volta. O número de participantes era bem menor, também. Por exemplo, o Milan daquela temporada precisou de apenas 9 jogos para levar o caneco, bem diferente de hoje em dia, quando um participante precisa de 13 a 15 jogos para ficar com a taça. No começo de sua escalada, o Milan despachou facilmente o Vitosha, da Bulgária, por 7 a 2 no placar agregado. Na fase seguinte, o adversário foi o Estrela Vermelha, da extinta Iugoslávia, que vendeu caro a eliminação, que só saiu nos pênaltis após empate em 1 a 1 nos dois jogos. Nas quartas de final, a equipe eliminou os alemães do Werder Bremen ao vencer por 1 a 0 no placar agregado. Na semifinal o Milan empatou com o Real Madrid de Hugo Sanchéz em 1 a 1, e levou a decisão para o San Siro. E, no caldeirão rossonero, a equipe protagonizou um dos maiores bailes da história da Copa dos Campeões: 5 a 0, com golaços, lances magníficos e obras assinadas pelo trio de ouro Gullit, van Basten e Rijkaard. Foi uma das maiores derrotas do Real Madrid em competições europeias. Após a partida, todos davam como certa a conquista da equipe italiana. Mas ainda faltava a final, contra o não mais surpreendente à época Steaua Bucareste, da Romênia, campeão europeu e da supercopa europeia em 1986.
Todos esperavam uma grande final no gigante Camp Nou, em Barcelona, entre Milan e Steaua Bucareste. Porém, apenas o Milan de Arrigo Sacchi jogou, ao massacrar a equipe romena por 4 a 0, com dobradinha de Gullit e van Basten, que anotaram 2 gols cada. O resultado colocou o esquadrão italiano no topo da Europa e deu ao Milan seu terceiro título europeu. Depois de vencer a Europa, o Milan ainda conquistou a Supercopa da UEFA, ao bater o Barcelona por 2 a 1 no placar agregado. Em seguida, era a vez de ir ao Japão e enfrentar o Atlético Nacional, da Colômbia, campeão da Libertadores de 1989, que tinha como destaque o folclórico goleiro Higuita. A decisão foi uma clara disputa entre o ataque do Milan e a retranca colombiana. Os italianos martelaram durante todo o jogo a defesa sul americana, mas esbarrava em tudo e em todos. O zero não saiu do placar no tempo normal, e o jogo foi para a prorrogação. Quando tudo parecia levar aos pênaltis, uma falta na entrada da área parecia ser a chance derradeira para o Milan furar a retranca do Atlético. E foi. Num chute seco de Evani, aos 119´, o Milan deixou Higuita sem reação, e conseguiu, enfim, o gol que garantiu o título mundial ao clube italiano, o segundo na história. 
Maior esquadrão do planeta, o Milan começou a temporada 1989/1990 como o time a ser batido na Itália e na Europa. Em 1989, a campeã italiana foi a Inter. Em 90, foi a vez do Napoli ficar com o Scudetto. A equipe começou a Copa dos Campeões de 1989/1990 eliminando o Helsinki, da Finlandia, com fáceis 5 a 0 no placar agregado. Na fase seguinte, uma das vítimas do ano anterior: o Real Madrid. A equipe espanhola perdeu o primeiro jogo por 2 a 0, e não conseguiu reverter a vantagem em casa, ao vencer por apenas 1 a 0. Milan nas quartas de final. O adversário foi o duríssimo Mechelen, da Bélgica, que tinha como destaque o excelente goleiro Preud´Homme, que simplesmente parou o ataque do Milan. Após empate sem gols na Bélgica, o Milan sufocou de maneira absurda o adversário no San Siro, e só venceu na prorrogação por 2 a 0. A semifinal colocou dois tricampeões europeus frente a frente, o Milan e o Bayern München. O primeiro jogo teve vitória italiana por 1 a 0, e a decisão ficou para a Alemanha. O jogo foi muito disputado, e decidido apenas na prorrogação. O Bayern venceu por 2 a 1, mas o gol fora marcado pelo Milan garantiu a equipe rossonera pela segunda vez seguida na final. O Milan decidiu contra o Benfica (POR), dos brasileiros Aldair, Ricardo Gomes e Valdo, além do técnico sueco Swen-Göran Eriksson, o título europeu de 1990. A final teve predominância novamente do Milan, que era bloqueado pelo paredão brasileiro na zaga portuguesa. Mas, como elemento surpresa, Frank Rijkaard avançou pelo meio de campo e tocou na saída do goleiro Silvino para fazer, aos 68´, o gol do título e do bicampeonato europeu, o quarto do Milan. 
Depois do bicampeonato europeu, o Milan despachou a Sampdoria na final da Supercopa da UEFA, ficando com o título. No final do ano, era a vez de buscar mais um título mundial. E até que foi fácil. A equipe enfrentou o Olímpia, do Paraguai, campeão da Libertadores de 1990. A final, apitada pelo brasileiro José Roberto Wright, teve vitória incontestável do Milan por 3 a 0, com 2 gols de Rijkaard e um de Stroppa. Era o Milan tricampeão do mundo, bi consecutivo.
Na temporada seguinte, a dolorosa eliminação para o brilhante Olympique de Marselha (FRA) nas quartas de final da Copa dos Campeões de 91, bem como a derrota na final da Copa de 93, pelo mesmo Olympique, provocaria, aos poucos, a saída do trio holandês da equipe.

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