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» » » » GRANEL: 4) Real Madrid, 1955-1960

Na década de 50 foi a vez de um time espanhol dar as cartas: o Real Madrid. Sob a batuta do astuto presidente Santiago Bernabéu, o clube que era a segunda força na capital virou o maior time da Espanha e o mais temido da Europa ao conquistar nada mais nada menos que 5 Liga dos Campeões consecutivas. Em 1945, Santiago Bernabéu Yeste assumiu como presidente do Real Madrid, ele tratou de organizar uma ampla reforma no estádio do clube, então chamado de Estádio Chamartín (o estádio passaria a se chamar Santiago Bernabéu apenas em 1955).
A política vencedora e ambiciosa de Bernabéu começou a render frutos em 1954. O time conquistou depois de 21 anos o Campeonato Espanhol, ficando 4 pontos a frente do rival Barcelona. Naquele ano, Di Stéfano foi o artilheiro da competição com 27 gols e já mostrava a exímia habilidade que encantaria a Europa muito em breve. Na temporada seguinte, o Real manteve o ritmo e faturou mais um título espanhol, com Di Stéfano e Rial marcando, juntos, 43 gols na competição.
A UEFA decidiu, na cidade de Paris, em 1955, criar a Copa dos Campeões Europeus, que receberia décadas depois o nome atual: Liga dos Campeões da UEFA. A primeira edição do torneio reuniria 16 times, entre eles o Real Madrid, então campeão espanhol. A final seria na França, berço da competição, no estádio Parc des Princes, em Paris. A base de disputa seria simples, com partidas eliminatórias de ida e volta e a final sendo decidida em uma só partida. A equipe fez sua primeira partida na história da competição contra o Servette, da Suíça. Os espanhois venceram o primeiro jogo fora de casa por 2 a 0, com gols de Muñoz e Rial. Na volta, em Madrid, goleada por 5 a 0, com dois gols de Di Stéfano. Nas quartas de final, o time merengue enfrentou os iugoslavos do Partizan. O primeiro jogo foi em Madrid e o Real goleou: 4 a 0. O time levou uma ótima vantagem para a partida de volta, em Belgrado, mas quase levou uma virada histórica ao perder por 3 a 0. Passado o susto, era hora da semifinal contra o grande Milan. O primeiro jogo, em Madrid, foi alucinante, com vitória do Real por 4 a 2. Na volta, em Milão, outro jogaço e vitória do Milan por 2 a 1. O gol marcado fora por Iglesias colocou o Real na primeira final da Liga dos Campeões da UEFA. O adversário seria o forte time francês do Stade Reims.
O Reims abriu 2 a 0 logo com 10 minutos de jogo com Leblond e Templin. Tempo depois, Di Stéfano diminuiu e Rial empatou para os espanhois. No segundo tempo, o Reims ficou na frente do placar novamente, com Hidalgo, mas Marquitos e Rial sacramentaram a vitória madrilenha por 4 a 3 e a conquista do inédito título de campeão europeu. 
Se em 1955/1956 o Real não levou o Campeonato Espanhol, o time emendou um bicampeonato em 1956/1957 e 1957/1958, com novos shows de Di Stéfano e Rial. Campeão da primeira edição, o Real Madrid pulou uma fase na temporada 1956/1957 da Liga dos Campeões. O time encarou o Rapid Wien, da Áustria, e parece ter sentido a falta da primeira etapa. Após vencer o primeiro jogo por 4 a 2, em casa, os merengues perderam por 3 a 1 o jogo de volta. Foi preciso uma partida extra, em Madrid, para decidir o classificado. Empurrado por mais de 100 mil torcedores, o Real Madrid venceu os austríacos por 2 a 0, gols de Joseíto e Kopa, e avançou de fase. Nas quartas de final, o adversário foi mais fácil: duas vitórias por 3 a 0 e 3 a 2 sobre o Nice, da França. Nas semifinais, embate clássico contra o Manchester United. No primeiro jogo, em Madrid, vitória merengue por 3 a 1, gols de Rial, Di Stéfano e Mateos. Na volta, Kopa e Rial abriram 2 a 0 para o Real, que avançou mesmo com o empate no final do jogo em 2 a 2. O Real teve o privilégio de decidir em casa a sua segunda Liga, contra os italianos da Fiorentina e os 120 mil presentes viram Gento e Di Stéfano fazerem os 2 a 0 do Real. Sob muita festa, o Real Madrid era bicampeão europeu.
O Real trocou de técnico durante a disputa de sua terceira Liga dos Campeões, na temporada 1957/1958. O espanhol José Villalonga deu lugar ao argentino Luis Carniglia. O Real começou a caminhada rumo ao tricampeonato massacrando o Royal Antwerp, da Bélgica, ao vencer por 2 a 1 fora de casa e 6 a 0 em Madrid. Nas quartas de final, clássico doméstico contra o Sevilla e goleada apoteótica no primeiro jogo, no Santiago Bernabéu: 8 a 0 Real, com 4 gols de Di Stéfano, 2 de Kopa, 1 de Marsal e 1 de Gento. Na volta, um empate em 2 a 2 apenas para cumprir tabela colocou o Real Madrid nas semifinais para enfrentar a surpresa Vasas, da Hungria. Na primeira partida, em casa, Di Stéfano marcou 3 dos 4 a 0 do Real. Na volta, a vitória dos hungáros por 2 a 0 não foi o bastante para evitar a ida dos merengues para a final pelo terceiro ano seguido.
A decisão foi contra o Milan, na cidade de Bruxelas, na Bélgica. Com duas equipes tão fortes tecnicamente e taticamente, o duelo só poderia terminar empatado: 2 a 2. Na prorrogação, porém, brilhou a estrela e a experiência do time brancaleone, que marcou aos 107´com Gento o gol do título, do tricampeonato europeu do Real. 
Na temporada 1958/1959, o Real Madrid ganhou o reforço do lendário atacante húngaro Ferenc Puskás, que deixou o time madrilenho ainda mais forte e quase imbatível. O time ainda mudaria novamente de técnico, com a chegada de seu ex-jogador Miguel Muñoz. A parceria Puskás-Di Stéfano começaria com tudo logo na Liga dos Campeões daquele ano, quando o Real estreou eliminando o Besiktas, da Turquia, ao vencer por 2 a 0 o primeiro jogo e empatar em 1 a 1 na volta. Nas quartas de final, após empatar sem gols contra o Wiener Sport-Club, da Áustria, o Real Madrid massacrou o rival por 7 a 1 em Madrid, com 4 gols de Di Stéfano. Nas semifinais, duelo épico e histórico contra o rival Atlético de Madrid. No primeiro jogo, no Santiago Bernabéu, vitória dos merengues por 2 a 1, gols de Rial e Puskás. Na volta, vitória do Atlético por 1 a 0, forçando uma nova partida, em campo neutro, na cidade de Zaragoza. Di Stéfano abriu o placar para o Real, mas Collar empatou dois minutos depois. Ainda no primeiro tempo, Puskás mostrou porque era gênio e fez o gol da vitória do Real, que colocou a equipe pela 4ª vez seguida na final. O Real reencontrou o Stade Reims na decisão da Liga dos Campeões de 1958/1959, na cidade de Stuttgart (ALE). Logo no começo do jogo, Mateos abriu o placar para o Real. No comecinho do segundo tempo, Di Stéfano fez o segundo e último gol do Real, decretando a vitória e o tetracampeonato europeu. Era incrível: Real Madrid tetra! Ninguém havia vencido a Liga dos Campeões, apenas os merengues. 
E foi atrás da quinta que o Real partiu em busca na temporada 1959/1960. O time estreou contra o fraquíssimo Jeunesse Esch, de Luxemburgo, e simplesmente humilhou: 7 a 0 em Madrid, com 3 gols de Puskás, e 5 a 2 em Luxemburgo. Nas quartas de final, derrota para o Nice, na França, por 3 a 2, e vitória por 4 a 0 em Madrid, garantindo lugar nas semifinais. O adversário seria ninguém mais ninguém menos que o Barcelona de Kocsis e Evaristo. O Real começou o mata-mata contra o Barça em casa e venceu por 3 a 1, gols de Di Stéfano (2) e Puskás. Na volta, em Barcelona, o time podia até perder que mesmo assim estaria na final. Mas quem disse que Puskás, Gento e Di Stéfano queriam perder? O trio de ouro conduziu o Real a mais uma vitória, 3 a 1, com dois gols de Puskás e um de Gento, levando o Real a 5ª final consecutiva de Liga dos Campeões. O Real Madrid decidiu com os alemães do Eintracht Frankfurt, em Glasgow, Escócia, a quinta edição da Liga dos Campeões da UEFA. 7 a 3 para os merengues, com 4 gols de Puskás e 3 de Di Stéfano. Os dois, ao lado do italiano Pierino Prati, foram os únicos a conseguir um hat-trick em uma decisão de Liga. O Real encerrava de maneira brilhante o seu pentacampeonato europeu, um feito incrível, inimaginável e impagável. 
A primeira edição do Mundial Interclubes, criado em 1960, foi uma iniciativa do presidente do Real Madrid, Santiago Bernabéu. O torneio reunia o campeão da Liga dos Campeões da UEFA (Real Madrid) e o campeão da Libertadores (Peñarol), que iriam decidir em dois jogos o título de melhor equipe do mundo. No primeiro jogo, no Uruguai, o Real segurou o empate em 0 a 0. Na volta, em Madrid, Puskás, Di Stéfano, Gento e companhia deram um baile nos aurinegros: 5 a 1, resultado que deu aos merengues o primeiro título do torneio na história. O Real reconquistou a Liga Espanhola na temporada 1960/1961, com show de seus brilhantes atacantes. Porém, na Liga dos Campeões, os merengues foram surpreendentemente eliminados pelo maior rival, o Barcelona, logo na primeira fase da competição, após empatar em 2 a 2 em Madrid e perder por 2 a 1 em Barcelona. Acabava ali a soberia brancaleone na Europa. Aquele é, até hoje, o melhor Real Madrid de todos os tempos.

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