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» » » » GRANEL: 5) Barcelona, 2008-2012

O FC Barcelona 2008-2012 mostrou ao planeta que o futebol é simples e eficiente quando jogado com inteligência e precisão. A base da equipe era Valdés no gol, Puyol, Piqué, Sylvinho (Yaya Touré) e Daniel Alves na zaga, Busquets, Xavi e Iniesta no meio de campo e um ataque fabuloso com Eto´o, Henry e Messi. Em janeiro de 2009, o Barcelona conseguiu um recorde de 50 pontos conquistados em 57 disputados, com 16 vitórias, 2 empates e apenas 1 derrota na Liga espanhola. Tempo depois, o time chegaria à final da Copa do Rei pela primeira vez desde 1998. Na Liga dos Campeões, o time foi líder na fase de grupos e despachou nas oitavas de final o Lyon, com empate em 1 a 1 na França e vitória por 5 a 2 na Espanha. Nas quartas, vitória por 4 a 0 sobre o Bayern München em casa e empate em 1 a 1 fora. O time estava nas semifinais, era líder absoluto do Espanhol e estava na final da Copa do Rei. 
Antes de encarar o Chelsea, o Barcelona teve o jogo decisivo pelo Campeonato Espanhol contra o Real Madrid, no Santiago Bernabéu. O Real, porém, tratou de abrir o placar com Higuaín, aos 13 minutos de jogo. A festa dos merengues não durou muito, pois Henry empatou aos 17´. Apenas três minutos depois, Puyol, de cabeça, virou para o Barça. O time catalão jogava muito e o Real parecia atordoado. Aos 35´, Messi ampliou. No segundo tempo, Sergio Ramos diminuiu para o Real em uma tentativa de reação, mas, de novo três minutos depois, Henry fez 4 a 2 Barça. Aos 73´, Messi transformou o clássico em goleada fazendo 5 a 2. Perto do fim, Piqué deu números finais ao jogo histórico: Real Madrid 2×6 Barcelona. O estádio de Madrid não se conteve e aplaudiu a atuação de gala dos catalães. O mundo, idem. Sobre o Campeonato Espanhol? O Barça venceu, claro, com 87 pontos (9 a mais que o vice-campeão Real), 105 gols marcados e apenas 35 sofridos.
O Barcelona encarou o sempre perigoso Chelsea nas semifinais da Liga dos Campeões de 2008-2009. A equipe inglesa, sempre bem postada defensivamente, conseguiu um empate sem gols na primeira partida, em pleno Camp Nou, e teria apenas que vencer a volta para chegar pela segunda vez seguida à final da competição (o Chelsea foi vice em 2008). No estádio Stamford Bridge lotado, o Barcelona não conseguia furar a retranca do Chelsea, e ainda levava sufoco nos ataques do time azul. Logo aos 9´do primeiro tempo, Essien fez 1 a 0 Chelsea. O resultado persistiu até perto do final do jogo. O Barcelona precisava apenas de um gol para ir à final. O Chelsea se segurava como podia. O cronometro marcava 45´do segundo tempo e o jogo iria até 48´. A torcida do Chelsea cantava e vibrava como quem já estava na final. Foi então que o improvável aconteceu. O Barcelona partiu para o ataque pela direita com Daniel Alves. O lateral olhou para o ataque e fez o cruzamento. Depois de um bate e rebate na área do Chelsea, a bola sobrou para Messi. O craque, sem espaço para chutar, encontrou Iniesta na direita. O espanhol recebeu do argentino e, de primeira, fuzilou o goleiro Cech. Gol! No último minuto de jogo! O Barcelona, desafiando o tempo e todos, empatava em 1 a 1 e se classificava para a final da Liga dos Campeões. Depois de se garantir na final da Liga dos Campeões e de conquistar o Espanhol, o Barcelona ainda venceu a Copa do Rei em cima do Athletic Bilbao, que levou 4 a 1 dos blaugranas (Yaya Touré, Messi, Bojan e Xavi anotaram os gols). O estádio Olímpico de Roma, na Itália, recebeu dois titãs do futebol europeu para a decisão da Liga dos Campeões da UEFA de 2008-2009. De um lado, o então campeão Manchester United e do outro o Barça. A partida começou quente e com chances dos dois lados, até que aos 10 minutos o matador Eto´o abriu o placar para o Barça. O gol fez o Manchester tentar de todas as maneiras chegar ao gol, mas sempre parando nas defesas de Valdés ou na falta de pontaria de C. Ronaldo. Como quem não faz leva, Messi, aos 70´, marcou o segundo gol, decretando a vitória por 2 a 0 e o terceiro título de campeão europeu ao Barcelona. 
Após o título europeu, o Barcelona perder seu talismã Eto´o para a Internazionale, mas trouxe o sueco Ibrahimovic, mas suas brigas com o técnico Guardiola culminariam com sua saída já em 2010. Em agosto, o clube faturou seu quarto título na temporada: a Supercopa da Espanha, ao derrotar novamente o Athletic Bilbao em dois jogos: 2 a 1 em Bilbao e 3 a 0 no Camp Nou. Cinco dias depois, veio o quinto título: a Supercopa da UEFA, com magra vitória por 1 a 0 sobre a legião de brasileiros do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, que contava com Ilsinho, Willian, Fernandinho, Jádson e Luiz Adriano. O gol do Barça foi marcado por Pedro, que mostraria faro de gols para muitas outras decisões do time catalão. Em dezembro de 2009 veio o Mundial de Clubes da FIFA, disputado nos Emirados Árabes Unidos. O Barcelona venceu, nas semifinais, o Atlante (MEX) de virada por 3 a 1, gols de Busquets, Messi e Pedro. O time estava na final e encararia o Estudiantes, da Argentina, campeão da Libertadores de 2009. O jogo foi disputado, mas com o Barcelona tendo a maior posse de bola (como sempre) com 64%. Porém, aos 37´, Boselli fez 1 a 0 para o Estudiantes. O placar favorável aos argentinos fez com que eles se segurassem na defesa, claro, para evitar sustos ou uma exposição maior. Mas o Barcelona foi insistente e conseguiu, no finalzinho do jogo, chegar ao empate com o talismã Pedro, aos 44´do segundo tempo. Na prorrogação, Messi, de peito, marcou o gol que deu o primeiro título mundial ao Barça e, de quebra, um novo recorde: a equipe era a primeira (e até hoje única) a vencer 6 títulos numa mesma temporada.
Na temporada 2009-2010, o Barcelona travou com o rival Real Madrid uma intensa disputa pelo título espanhol, que foi decidido apenas na última rodada, com o Barça terminando com 99 pontos e o Real com 96. O time catalão anotou 98 gols e sofreu apenas 24. Os destaques foram as duas vitórias sobre o Real – por 1 a 0, no Camp Nou, e 2 a 0 em Madrid. O Barcelona conseguiu chegar até as semifinais da Liga dos Campeões da UEFA em 2009-2010. Porém, o time caiu diante da futura campeã Internazionale, que venceu por 3 a 1 em Milão e segurou a magra derrota por 1 a 0 no Camp Nou. O Barça teve de se contentar com o caneco do Espanhol e da Supercopa da Espanha.
Na temporada 2010-2011, o Barcelona ficou mais forte com a chegada do artilheiro David Villa (que brilhara na Copa do Mundo de 2010 atuando na campeã Espanha), do volante Mascherano, do meia/atacante Afellay e do lateral Adriano. No primeiro turno do Campeonato Espanhol 2010-2011 aconteceu um espetáculo do Barcelona: 5 a 0 Real Madrid, com dois gols de Villa, um de Xavi, um de Pedro e um de Jeffrén, além de ver o Real levar 8 cartões amarelos e ter Sergio Ramos expulso. No returno, o time catalão empatou no Santiago Bernabéu em 1 a 1 e assegurou o tricampeonato nacional seguido. No prêmio da Bola de Ouro da FIFA, Messi, Iniesta e Xavi foram, respectivamente, 1º, 2º e 3º melhores jogadores do planeta naquela temporada.  Na Champions depois de passear na fase de grupos com 4 vitórias e 2 empates, o time eliminou os fregueses do Arsenal nas oitavas de final ao perder o primeiro jogo, na Inglaterra, por 2 a 1 e vencer no Camp Nou por 3 a 1. Nas quartas de final, baile sobre o Shakhtar (UCR) no Camp Nou: 5 a 1, com um simples 1 a 0 (gol de Messi) na volta. Mas o grande desafio seria nas semifinais, fase em que o Barça enfrentaria seu maior rival: o Real Madrid.
O Santiago Bernabéu viu naquele dia 27 de abril uma partida, novamente, tensa, com Mourinho sempre brigando e fazendo seus jogadores pensarem mais em bater do que em jogar futebol. E quando se fala em futebol, naquele dia e hoje, se fala em Messi. O argentino simplesmente arrasou no segundo tempo, fez dois golaços de gênio, e garantiu a ótima vantagem do Barça para o jogo de volta: 2 a 0. No Camp Nou, Pedro abriu o placar para o Barça, Marcelo empatou para o Real, e ficou nisso: 1 a 1, resultado que colocou o Barcelona em mais uma final de Liga dos Campeões. O adversário seria, novamente, o Manchester United.
O Manchester United jogou na Inglaterra, em Wembley, a final da Liga dos Campeões da UEFA de 2010-2011 e viu o  time de Messi dar 19 chutes a gol contra apenas 4 do Manchester, ter 63% de posse de bola e fazer apenas 5 faltas no jogo, contra 16 dos ingleses. O espetáculo começou com Pedro, sempre ele, aos 27´do primeiro tempo. Rooney até empatou em um belo gol aos 34´, mas no segundo tempo o Barça tratou a bola com carinho, de pé em pé, e matou o jogo em dois chutaços de Messi e Villa, fazendo 3 a 1 e conquistando o tetracampeonato europeu. Abidal foi quem levantou a taça depois de superar um câncer, em uma bela homenagem do capitão Puyol. O Barcelona se reforçou no começo da temporada 2011-2012 e trouxe o atacante chileno Alexis Sánchez e o antigo sonho de consumo Cesc Fàbregas (outro revelado em La Masia). Reforçado, o time nem ligou para a perda da Copa do Rei para o Real e se vingou na decisão da Supercopa da Espanha de 2011. Depois de empatar em 2 a 2 em Madrid, o time espanhol venceu por 3 a 2 no Camp Nou e ampliou ainda mais a freguesia do rival, que novamente perdeu a cabeça e gerou muita confusão. O Barcelona seguiu em “banho Maria” de setembro até dezembro antes de disputar o Mundial de Clubes da FIFA. Embora tenha tirado o pé em muitas partidas, o que ocasionaria mais tarde a perda do título Espanhol, a equipe protagonizou shows: 5 a 0 no Villarreal, 8 a 0 no Osasuna, 5 a 0 no Atlético de Madrid, 5 a 0 no Mallorca, 4 a 0 no Zaragoza, 4 a 0 no Raio Vallecano e 5 a 0 no Levante. Após esta vitória, o time enfrentaria novamente o “saco de pancadas” Real Madrid, no Santiago Bernabéu. Seria a última partida antes da viagem para o Japão. O Real entrou novamente com “sangue nos olhos” diante dos fabulosos blaugranas e até abriu o placar com Benzema com um minuto de jogo, após falha de Valdés. Mas aquele seria apenas um acidente de percurso. Sánchez empatou aos 30´, Xavi virou aos 53´e Fàbregas ampliou aos 66´em outra exibição apoteótica do Barcelona. O time colocou de novo o Real Madrid na roda e encheu de brilho os olhos dos amantes do futebol arte. Veio a final do Mundial e o Barcelona, sem vários titulares (incluindo Villa, que se contundiu seriamente antes da competição), goleou o Al-Saad, do Catar, por 4 a 0, com gols de Adriano (2), Maxwell e Keita. O Santos teve um choque de realidade naquela noite de 18 de dezembro de 2011 em Yokohama, no Japão. O Barcelona teve mais de 71% de posse de bola, um absurdo de predominância. A equipe começou seu show aos 17´ quando Messi recebeu um passe magistral de Xavi, que antes já havia matado uma bola de maneira sublime e surreal, e marcou o primeiro gol do jogo. Aos 24´, foi a vez de Xavi marcar o segundo. Aos 45´, um bombardeio na área do Santos culminou com o gol de Fàbregas: 3 a 0. O Barça foi para o intervalo bicampeão mundial. No segundo tempo, o Barcelona continuou seu domínio, marcou mais um golaço com Messi, aos 82´, e fechou o show: 4 a 0. O Barça conquistava o bicampeonato mundial.
No começo de 2012, o Barcelona percebeu que a era Guardiola estava perto do fim, ele informou que aquela era sua última temporada no time. Todos esperavam que ele se despedisse do Barça com uma nova dobradinha da Liga espanhola e da Liga dos Campeões devido aos shows supremos que Messi estava protagonizando ao marcar 3, 4 e até 5 gols em um só jogo. Mas o desgaste parece que prevaleceu. O Barcelona não conseguiu acompanhar o Real Madrid no Campeonato Espanhol e ficou com o vice, que foi ainda mais amargo pela derrota em casa por 2 a 1, que pôs fim a sequencia vitoriosa do time catalão contra os merengues. A maior dor, porém, foi na Liga dos Campeões. O time encarou a pedra no sapato Chelsea nas semifinais e perdeu por 1 a 0 na Inglaterra e empatou em 2 a 2 em casa, com direito a pênalti perdido por Messi quando o jogo estava 2 a 1 para o Barça. Na temporada em que todos esperavam uma final histórica entre Barcelona e Real Madrid na Europa, ambos caíram. A Copa do Rei foi a última chance do Barcelona para terminar a temporada com uma taça. A equipe fez uma campanha impecável até a final com direito a goleada por 9 a 0 sobre o fraquíssimo L´Hospitalet e, claro, vitória sobre o Real Madrid no Santiago Bernabéu por 2 a 1 e empate em casa por 2 a 2, eliminando o rival da competição. Na final, o Barcelona entrou mordido após as quedas no Espanhol e na Liga dos Campeões e deu show contra o Athletic Bilbao: 3 a 0, com o placar sendo construído ainda no primeiro tempo com dois gols de Pedro (sempre ele, o homem das finais) e Messi. O Barça dava o último presente à Guardiola, ou melhor, o 14º presente ao maior treinador que o clube já teve, fato rechaçado até mesmo pelo presidente do Barça, Sandro Rossell.

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