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» » » » GRANEL: 6) Liverpool, 1975-1984

O Liverpool FC foi o rei absoluto da Inglaterra (e também por muitos anos da Europa) de 1975 até 1984 jogando um futebol vigoroso, rápido e extremamente competitivo, sob a batuta de ótimos ingleses como Clemence, Neal, Kennedy, McDermott e os brilhantes escoceses Hansen, Dalglish e Souness. O padrão de jogo criado pelo técnico bonachão Bob Paisley virou referência no país e sinônimo de muitos títulos na galeria de troféus. O Liverpool raspou a mão na taça do campeonato inglês na primeira temporada de Paisley no clube. A equipe ficou apenas dois pontos atrás do campeão, Derby County, comandado pelo treinador Dave Mackay. A perda do título foi dolorida para os reds, mas o vice-campeonato garantiu uma vaga na Copa da UEFA de 1975/1976, segunda competição mais importante do continente. A equipe iniciou a caminhada rumo ao título passando pelo Hibernian, da Escócia, goleando o Real Sociedad (ESP) por 3 a 1 e 6 a 0 e despachando o Slask Wroclaw, da Polônia, por 2 a 1 e 3 a 0. Nas quartas de final, o Liverpool passou pelo Dynamo Dresden, da Alemanha Oriental, ao empatar em 0 a 0 o primeiro jogo e vencer a volta por 2 a 1. Nas semifinais, vitória sobre o Barcelona (ESP) em pleno Camp Nou por 1 a 0 na primeira partida e empate em 1 a 1 na volta, garantindo o time inglês na final. A decisão foi contra os belgas do Club Brugge. Na primeira partida, em Liverpool, duelo intenso e disputado com vitória dos reds por 3 a 2, gols de Ray Kennedy, Jimmy Case e Kevin Keegan. Na volta, o Liverpool jogava pelo empate e foi exatamente esse resultado que arrancou na Bélgica: 1 a 1, com mais um gol de Keegan, garantindo a Copa da UEFA aos ingleses. A conquista seria uma das três da equipe na temporada, somada ao caneco do Campeonato Inglês, conquistado de maneira suada e com apenas um ponto de diferença sobre o vice-campeão, Queens Park Rangers, e a Supercopa da Inglaterra, vencida sobre o Southampton. Veio a Liga dos Campeões.
A equipe iniciou a competição contra o Crusaders, da Irlanda do Norte, vencendo os dois jogos, por 2 a 0 e 5 a 0. Na fase seguinte, o time mostrou poder de reação após perder o primeiro jogo para o Trabzonspor, da Turquia, por 1 a 0, e vencer a volta, em casa, por 3 a 0. Nas quartas de final, contra o Saint-Étienne (FRA), derrota no primeiro jogo por 1 a 0 e vitória no segundo por 3 a 1, com show da dupla Keegan e Ray Kennedy. Nas semifinais, duas vitórias sobre o Zürich, da Suíça: 3 a 1 e 3 a 0. A equipe chegava pela primeira vez em uma final de Liga dos Campeões. O adversário seria o bom time do Borussia Mönchengladbach, da Alemanha. A equipe entrava em campo já com o título de bicampeão da Inglaterra, conquistado em cima do Manchester City. O time marcou o primeiro gol logo aos 28´do primeiro tempo com Terry McDermott. No segundo tempo, empate do Borussia com Simonsen. Tempo depois, Tommy Smith deixou os reds na frente e Phil Neal, de pênalti, marcou o gol do título do Liverpool. 
Bicampeão inglês e campeão europeu, o Liverpool ainda ganhou a Supercopa da Inglaterra e a Supercopa da UEFA, massacrando o Hamburgo-ALE por 6 a 0 no segundo jogo da final, com show de McDermott, que marcou 3 gols. Já com o astro escocês Kenny Dalglish brilhando, o Liverpool estava ainda mais forte e feliz da vida: foram 4 títulos em apenas um ano. O Liverpool viu o sonho do tricampeonato inglês ruir ao perder o caneco para o surpreendente Nottingham Forest, do célebre técnico Brian Clough. O time ficou 7 pontos atrás, mas não se abateu e partiu em busca do bicampeonato europeu. O primeiro confronto foi contra o Dynamo Dresden, da Alemanha Oriental, e os campeões europeus golearam por 5 a 1 na primeira partida, em Liverpool, com gols de Case (2), Hansen, Neal e Ray Kennedy. Na volta, a derrota por 2 a 1 não foi capaz de tirar os reds das quartas de final. O duelo seguinte foi contra o sempre perigoso Benfica, de Portugal. Mesmo jogando a primeira partida em Lisboa o Liverpool não se intimidou e venceu por 2 a 1, de virada, com gols de Hughes e Case. Na volta, o estádio Anfield Road lotado viu um show dos vermelhos: 4 a 1, gols de Dalglish, Callaghan, McDermott e Neal. Nas semifinais, reencontro com os alemães do Borussia Mönchengladbach. O primeiro jogo, na Alemanha, terminou com vitória alemã por 2 a 1. Na volta, o Liverpool voltou a mostrar sua força e venceu por 3 a 0, gols de Dalglish, Kennedy e Case. O trio levava os reds a mais uma final europeia.
O Liverpool decidiu em casa, no mítico estádio Wembley, na Inglaterra, a Liga dos Campeões de 1978, contra os belgas do Club Brugge. Empurrado por mais de 92 mil torcedores, a equipe inglesa teve as principais chances de gol, mas a bola teimava em não entrar. Até que aos 62´, a estrela Dalglish marcou o gol salvador, que garantiu o bicampeonato europeu ao Liverpool.
Depois de conquistar o bi na Europa, o Liverpool cairia logo na primeira fase da Liga dos Campeões de 1978-1979 ao perder para a sensação Nottingham Forest, que igualaria o feito dos reds ao vencer um bicampeonato europeu em 1979 e 1980. Porém, se a hegemonia europeia havia sido perdida, em casa a equipe retomou o posto de rei. Na temporada 1978-1979 o Liverpool venceu a liga inglesa ficando 8 pontos à frente do Forest. O destaque da campanha foi uma goleada de 7 a 0 pra cima do Tottenham Hotspur. A equipe venceu, também, a Supercopa da Inglaterra ao derrotar o Arsenal na final por 3 a 1, gols de McDermott (2) e Dalglish. No ano seguinte, o time voltou a sucumbir logo na primeira fase da Liga dos Campeões, mas conquistou o bicampeonato inglês ficando dois pontos à frente do Manchester United. Na Supercopa da Inglaterra, vitória sobre o West Ham United por 1 a 0. 
Na primeira fase da Liga dos Campeões da UEFA de 1980-1981, o Liverpool empatou a primeira partida contra o OPS, da Finlândia, e massacrou sem dó o adversário no jogo de volta, em Liverpool: 10 a 1, com 3 gols de Souness, 3 de McDermott, 2 de Fairclough, 1 de Lee e 1 de Kennedy. Na segunda fase, duas vitórias sobre o Aberdeen, da Escócia, por 1 a 0 e 4 a 0. Nas quartas de final, contra o CSKA Sofia, da Bulgária, mais duas vitórias, sendo uma goleada de 5 a 1 no primeiro jogo (com 3 gols de Souness) e 1 a 0 no segundo.
Nas semifinais, duelo duríssimo contra o gigante Bayern München, do astro Rummenigge. No primeiro jogo, em Liverpool, empate em 0 a 0. O time inglês precisava vencer ou empatar com gols na casa do rival se quisesse ir para a final. O jogo seguia empatado até os 83´quando Kennedy abriu o placar para o Liverpool. Cinco minutos depois, Rummenigge empatou, mas já era tarde. A igualdade com gols colocou os ingleses em sua terceira final de Liga. O adversário seria o maior bicho papão do torneio: o Real Madrid. Antes, o Liverpool venceu a Copa da Liga Inglesa, batendo o West Ham United na final.
O jogo foi equilibrado e o gol não saia. Até que Kennedy, aos 82´, marcou o único gol da partida, garantindo o tricampeonato ao clube inglês. Faltava, porém, o bendito Mundial, que a equipe não havia disputado em 1977 e 1978. Naquele ano de 1981, o torneio já era disputado em partida única, no Japão. E dessa vez os reds aceitaram a disputa: contra o Flamengo (BRA) de Zico, Adílio, Nunes, Leandro e Júnior. O Flamengo aplicou sonoros 3 a 0 ainda no primeiro tempo, tocou a bola no segundo e faturou o título.
De 1980 até 1984 o Liverpool venceu três campeonatos inglês, em 1981-82, 1982-83 e 1983-84, quatro Copas da Liga Inglesa, em 1980-81, 1981-82, 1982-83 e 1983-84 e duas Supercopas da Inglaterra, em 1980 e 1982. A mais brilhante campanha foi a última de Bob Paisley como treinador do time inglês, em 1982-1983: 11 pontos de vantagem sobre o vice-campeão, Watford, seis vitórias consecutivas no torneio e 19 partidas seguidas sem derrota. O maior técnico da história do time deixava o clube no ápice e no auge. Para o seu lugar, chegou o também inglês Joe Fagan, que manteria a mesma base vencedora do time para o grand finale. Sem rivais em casa, o Liverpool quis retomar a taça da Liga dos Campeões em 1983-1984. A equipe derrotou o Odense, da Dinamarca, por 1 a 0 e 5 a 0 na primeira fase. Na segunda, duelos complicados contra o Athletic Bilbao, com empate na Inglaterra em 0 a 0 e vitória do Liverpool na Espanha por 1 a 0. Nas quartas de final, duas vitórias sobre o Benfica: 1 a 0 na Inglaterra e uma goleada de 4 a 1 em Lisboa. Nas semifinais, o time encarou o surpreendente Dinamo Bucaresti, da Romênia, e venceu em casa por 1 a 0, derrotando novamente o rival, na Romênia, por 2 a 1. O Liverpool estava em mais uma final de Liga dos Campeões, agora contra a Roma. O Liverpool tratou de colocar pressão logo no início do jogo e marcou o primeiro gol com Neal, aos 13´. Ainda no primeiro tempo, a Roma empatou com Pruzzo. A igualdade permaneceu até o final e a Liga dos Campeões de 1984 seria decidida nos pênaltis. Os ingleses mostraram sangue frio e calaram a Itália ao vencer a Roma, nos pênaltis, por 4 a 2, conquistando o tetracampeonato europeu. 
O Liverpool perdeu mais uma final de Mundial em 1984, ao ser derrotado pelo argentino Independiente por 1 a 0. Na temporada seguinte, o Liverpool voltaria a uma decisão de Liga dos Campeões muito esperada, contra a Juventus de Platini e Boniek, mas o time foi derrotado por 1 a 0 e viu seus “torcedores” protagonizarem uma barbárie que ficou conhecida como a Tragédia de Heysel, quando um confronto dos hooligans provocou a queda de um alambrado e matou 39 torcedores da Juventus, além de deixar centenas de feridos. Diversos jogadores, dirigentes e organizadores foram punidos pela polícia e pela UEFA. O Liverpool foi banido das competições europeias por seis anos, e os clubes ingleses pegaram uma pena de cinco anos.

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