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» » » » GRANEL: 7 ) Inter de Milão, 1960-1968

A Internazionale começou a escrever o capítulo mais importante de sua história no ano de 1960, quando o presidente do clube, Angelo Moratti trouxe para o time o técnico Helenio Herrera, que havia conduzido com maestria o grande Barcelona dos anos 50. O treinador chegou à Milão e trouxe com ele um dos maiores craques do futebol espanhol: Luis Suárez, eleito melhor jogador do mundo em 1960. Na temporada 1960-1961, o time terminou na terceira posição do Campeonato Italiano com a segunda melhor defesa do campeonato ao sofrer 39 gols em 34 jogos. Na temporada seguinte, o Scudetto passou perto e a Inter ficou com o vice, com o Milan como campeão. A equipe de Herrera repetiu a eficiência defensiva e foi a melhor defesa da competição com 31 gols sofridos em 34 jogos. 
A Internazionale aprimorou suas características e sua eficiência e levou o oitavo título nacional de sua história ao conquistar o Italiano de 1963, mesmo ano em que o rival Milan se tornou o primeiro time da Itália a vencer a Liga dos Campeões da UEFA. A Inter venceu 19 jogos, empatou 11 e perdeu apenas 4, com 56 gols marcados e 20 sofridos (novamente a melhor defesa). A equipe protagonizou algumas goleadas como 4 a 1 e 4 a 0 no Bologna, 6 a 0 no Genoa, 4 a 0 no Palermo, 4 a 0 na Sampdoria e 5 a 1 no Napoli. O título garantiu a equipe na Liga dos Campeões da UEFA de 1963-1964. 
A Inter começou sua caminhada na Liga contra o difícil Everton, da Inglaterra, então campeão inglês. No primeiro jogo, na Inglaterra, empate sem gols. Na volta, jogo difícil e vitória por um magro 1 a 0, gol do brasileiro Jair. Nas oitavas de final, o adversário foi o Monaco (FRA). No primeiro jogo, na Itália, Ciccolo marcou o único gol do jogo: Inter 1×0 Monaco. Todos temiam pelo jogo de volta por conta do placar magro da primeira partida, mas Mazzola (2) e Suárez mostraram por que eram os craques do time e garantiram a vitória italiana por 3 a 1. Nas quartas de final, a Inter encarou o Partizan (IUG). O time italiano não encontrou dificuldades e venceu os dois jogos: 2 a 0 no primeiro jogo, na Iugoslávia (gols de Jair e Mazzola), e 2 a 1 na volta, em Milão, gols de Corso e Jair. Para garantir a vaga na final, a Inter encarou os alemães do Borussia Dortmund nas semifinais. No primeiro jogo, na Alemanha, empate em 2 a 2 com todos os gols marcados no primeiro tempo (Mazzola e Corso fizeram para a Inter). No segundo jogo, a Inter fez valer o fator campo e o apoio de mais de 76 mil torcedores e venceu por 2 a 0, gols de Mazzola e Jair. O time de Milão estava na final. Mas o adversário não seria nada fácil: era o Real Madrid, de Puskás, Di Stéfano e Cia. Os favoritos brancaleones não conseguiram impor seu jogo e viram a Inter dominar a partida com a maestria de sempre. No final do primeiro tempo, o artilheiro da competição com 7 gols, Mazzola, abriu o placar para os italianos. No segundo tempo, Milani ampliou para a Inter aos 61´. Nove minutos depois, Felo diminuiu, mas Mazzola colocou a Inter com a mão na taça aos 76´: Internazionale 3×1 Real Madrid. A Inter conquistava pela primeira vez a Liga dos Campeões da UEFA de maneira impecável e invicta.
Campeã europeia, a Inter quase fez a dobradinha no Campeonato Italiano em 1964, mas o time, empatado em pontos com o Bologna em 54 pontos, teve que disputar uma partida final de desempate para ver quem seria o campeão nacional. Nela, o time perdeu por 2 a 0 e deu adeus ao sonho diante do time comandado por Harald Nielsen, artilheiro daquele campeonato com 21 gols. Sem o Scudetto, a Inter tinha que se concentrar no título que o rival Milan deixou escapar em 1963: o Mundial Interclubes.
A Internazionale decidiu contra o Independiente, da Argentina, o título do Mundial Interclubes de 1964. O primeiro jogo foi disputado na Argentina e os donos da casa custaram para fazer um gol nos italianos, muito bem protegidos pelo Catenaccio. Rodríguez fez o gol solitário da partida, que deu a vantagem do empate para os rojos. No jogo de volta, em Milão, Mazzola e Corso fizeram 2 a 0 para a Inter, forçando a terceira partida, disputada em Madrid. Em campo neutro, a Inter fez 1 a 0 com Corso e garantiu o título mundial.
A Internazionale fez da temporada 1964-1965 uma das mais incríveis de sua história. A equipe voltou a conquistar o Campeonato Italiano com uma campanha impecável: 22 vitórias, 10 empates e apenas 2 derrotas, com 68 gols marcados e 29 sofridos. O time voltou a aplicar goleadas de peso como 5 a 1 no Catania, 6 a 2 na Fiorentina, 4 a 1 no Genoa e um épico 5 a 2 no grande rival Milan, que foi o vice-campeão. Com o Scudetto de volta, o time partiu em busca, também, do bicampeonato europeu.
Como atual campeã, a Inter estreou na Liga dos Campeões da UEFA de 1964-1965 já nas oitavas de final contra o Dinamo Bucareste, da Romênia. Os italianos deram show na primeira partida, em Milão, e massacraram por 6 a 0, com gols de Jair (2), Mazzola (2), Luis Suárez e Milani. Na partida de volta, vitória magra dos italianos por 1 a 0, com gol de Domenghini.
Nas quartas, os italianos enfrentaram o Rangers, da Escócia. No primeiro jogo a dupla espanhola Suárez e Peiró (2) garantiram a vitória da Inter por 3 a 1. Na partida de volta, em Glasgow, os escoceses impuseram a primeira derrota à Inter na competição europeia desde o título de 1964: 1 a 0, mas que não foi o bastante para evitar a classificação italiana.
Na semifinal, a Internazionale encarou outro páreo duríssimo: o Liverpool, da Inglaterra. No primeiro jogo, em Anfield Road, Hunt (que marcaria época na Copa do Mundo de 1966) abriu o placar para os ingleses. Aos 10´, Mazzola empatou para a Inter. Mas a reação italiana parou ali. Os vermelhos dominaram os italianos e marcaram mais dois gols, com Callaghan e St. John, e venceram por 3 a 1. A Inter, para continuar em busca do bicampeonato, teria que vencer por pelo menos dois gols e não tomar nenhum. Mas o Giuseppe Meazza voltou a fazer diferença. Lotado, com mais de 76 mil vozes, o estádio inflou a Internazionale, que conseguiu reverter a vantagem inglesa ao aplicar 3 a 0, com gols de Corso, Peiró e Facchetti. De maneira histórica, a Inter estava em mais uma final da Liga dos Campeões. O adversário seria o Benfica, maior potência portuguesa da época e um dos maiores times do continente.
O time de Helenio Herrera mostrou muita organização e resistência física e psicológica para neutralizar os adversários e fazer valer o bom momento e o fator casa. O brasileiro Jair da Costa foi o herói do título ao marcar o único gol do jogo, aos 42´do primeiro tempo. A Inter, em casa, era bicampeã europeia. 
A Inter enfrentou novamente o Independiente (ARG) na final do Mundial Interclubes de 1965. Diferente do ano anterior, os italianos fizeram o primeiro jogo em casa, e trataram de dar um sapeco nos argentinos logo de cara: 3 a 0, com gols de Peiró e Mazzola (2). Na partida de volta, em Avellaneda, a Inter não quis saber e tratou de ficar na retranca, segurando o 0 a 0 e abocanhando o bicampeonato mundial. Na temporada 1965-1966 a Inter  conquistou o nacional com 20 vitórias, 10 empates e só 4 derrotas. Foram 70 gols marcados e 28 sofridos. A campanha teve novamente goleadas marcantes como 7 a 0 no Brescia, 4 a 1 na Lazio, 4 a 0 no Torino e 5 a 0 na Sampdoria. De quebra, a equipe ainda fez o artilheiro do torneio: o craque e ídolo Sandro Mazzola, que marcou 17 gols.
Se em casa a Inter fez história, na Europa o Real Madrid acabou com o sonho dos italianos de conquistarem o tricampeonato e se vingaram da derrota de 1964. Os times se enfrentaram nas semifinais, onde o Real venceu por 1 a 0 em casa e segurou um empate em 1 a 1 na Itália. Os italianos foram insistentes e voltaram à Liga dos Campeões na temporada 1966-1967 em busca do tri. No caminho, novamente o Real Madrid, só que dessa vez nas quartas de final. Os italianos, loucos pela vingança, venceram os dois jogos: 1 a 0 em Milão (gol de Cappellini) e um 2 a 0 com autoridade em pleno Santiago Bernabéu (gols de Cappellini e Zoco).
O time chegou à final (disputada em Lisboa-POR) contra o Celtic, da Escócia, e adotou novamente a tática infalível: partir em busca do gol e depois se defender com unhas e dentes. Mazzola, de pênalti, abriu o placar aos 7´de jogo. O gol fez a Inter ficar toda em seu campo de defesa e o Celtic a buscar, sem sucesso, o gol. Parecia o filme do título de 1965, quando a Inter também venceu por 1 a 0. Mas, no segundo tempo, depois de tanto atacar, o Celtic começou a fazer história. Gemmell, aos 63´, empatou o jogo para os escoceses. O gol foi tudo o que eles precisavam, pois faria com que a Inter fosse obrigada a deixar de lado o Catenaccio defensivo e partir em busca do gol. Aos 84´, Chalmers marcou o épico gol da virada do Celtic, que deu a vitória por 2 a 1 e o inédito título ao clube da Escócia, uma façanha jamais repetida ou igualada por outro clube do país. 
Em 1968, a Inter só colecionou fracassos e perdas. O time não disputou depois de anos a Liga dos Campeões da UEFA, ficou em uma nada satisfatória 5ª colocação no Campeonato Italiano, perdeu a Supercopa Intercontinental (disputada, na verdade, em 1969) para o Santos em pleno estádio Giuseppe Meazza por 1 a 0, e passou em branco a temporada sem nenhum título. O time ainda viu o presidente Angelo Moratti deixar a presidência, e o lendário técnico Helenio Herrera trocar Milão por uma “gorda” proposta da Roma.

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