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» » » » GRANEL: 8) Benfica, 1960-1964

O Benfica deu show no Campeonato Português de 1959-1960 e conquistou seu décimo título na história ao vencer 20 jogos, empatar cinco e perder apenas um. O time começava a mostrar seu poderio ofensivo ao anotar 75 gols em 26 jogos, uma média de quase 3 gols marcados por partida. O título garantiu o clube luso na Liga dos Campeões da UEFA de 1960-1961. O time estreou na competição europeia contra o Hearts, da Escócia, e venceu os dois jogos: 2 a 1 fora de casa (gols de Águas e José Augusto) e 3 a 0 em casa (dois gols de Águas e um de José Augusto). Na fase seguinte, o time de Guttmann encarou o Ujpest (HUN) e massacrou por 6 a 2 no primeiro jogo, em Lisboa, com gols de Coluna, Águas (2), Santana (2) e José Augusto. Na partida seguinte, a magra vitória do Ujpest por 2 a 1 não evitou a classificação portuguesa as quartas de final. No caminho rumo a final o Benfica continuou a fazer gols, gols e gols. Contra o AGF, da Dinamarca, vitórias por 3 a 1 e 4 a 1, com o trio Águas, Santana e José Augusto responsável pelos gols do time. Nas semifinais o Benfica despachou o Rapid Wien, da Áustria, com um 3 a 0 em Lisboa (gols de Águas, Coluna e Cavém) e 1 a 1 em Viena. O time estava, enfim, na final da maior competição europeia.
O timaço goleador do Benfica tinha pela frente o igualmente forte Barcelona. O jogo foi disputado na cidade de Berna, na Suíça, e era a primeira final de Liga dos Campeões da UEFA sem o Real Madrid na disputa. O jogo foi muito aberto e disputado, com o Benfica tendo algumas das principais chances de gol. O húngaro Kocsis abriu o placar para o Barça aos 20´, mas o artilheiro da Liga de 1961, José Águas, empatou aos 30´. Apenas dois minutos depois Ramallets, contra, virou para o Benfica. No segundo tempo, Coluna ampliou para o time luso aos 55´, e Czibor diminuiu para os espanhóis. O jogo era tenso, o Barça tentou chegar ao empate, mas o Benfica soube neutralizar as investidas do adversário e manteve o placar em 3 a 2. O Benfica era, pela primeira vez em sua história, campeão europeu de futebol. De quebra, o time teve ainda o artilheiro do torneio, José Águas, com 11 gols. 
Também na temporada 1960-1961 o Benfica conquistou mais um título português, com uma campanha ainda mais notável: 22 vitórias, dois empates e duas derrotas em 26 jogos. O time marcou incríveis 92 gols, média de 3,53 gols por jogo! Confirmando sua boa fase, José Águas foi o artilheiro do torneio com 27 gols. O Benfica disputou seu primeiro Mundial Interclubes em 1961 contra o Peñarol, do Uruguai, então vice-campeão mundial. Na época, ainda aconteciam as partidas de ida e volta, uma em cada país. O primeiro jogo foi em Portugal, com o Benfica ainda sem o craque Eusébio. Coube à Coluna marcar o único gol do jogo e garantir a vitória por 1 a 0 dos portugueses. Na volta, no Centenário, um massacre do Peñarol de Spencer, Joya e Sasía: 5 a 0.  O jogo desempate aconteceu também no Uruguai, e o Peñarol venceu por 2 a 1, com o gol do Benfica marcado, enfim, por Eusébio, que pôde jogar. A temporada 1961-1962 marcou a ascensão do grande craque Eusébio. Em casa, o Benfica não foi bem no Campeonato Português, mas conquistou a Copa de Portugal ao vencer o Vitória de Setúbal por 3 a 0 na final. O grande objetivo do esquadrão vermelho era, sem dúvida, o bicampeonato da Liga dos Campeões.
O Benfica estreou na competição europeia já nas oitavas de final, contra o Austria Vienna. Depois de um empate em 1 a 1 na partida de ida, o time português goleou os austríacos em casa por 5 a 1, gols de Santana (2), Águas (2) e Eusébio. Nas quartas de final um duro duelo contra os alemães do Nuremberg. No primeiro jogo, vitória alemã por 3 a 1. O Benfica teria que vencer por mais de dois gols se quisesse avançar às semifinais. Mas cá entre nós: com Eusébio, Águas e companhia a tarefa seria bem fácil. E foi! O time português meteu 6 a 0 no Nuremberg, um show de Águas, Eusébio (2), Coluna e Augusto (2).
Nas semis, o Benfica enfrentou os ingleses do Tottenham Hotspur e venceu por 3 a 1 no primeiro jogo, em Lisboa, com gols de Simões e Augusto (2). Na partida de volta, na Inglaterra, o Tottenham fez dois gols, mas o golzinho salvador de Águas garantiu o time português em mais uma final europeia. O Olympisch Stadium, em Amsterdam, na Holanda, presenciou uma das mais fantásticas finais de Liga dos Campeões de todos os tempos naquele dia 02 de maio de 1962. De um lado, o já mítico Real Madrid, do outro lado, a máquina de fazer gols do Benfica. Puskás abriu o placar aos 17´para o Real e ampliou aos 23´. Dois minutos depois Águas, sempre ele, diminuiu para o Benfica. Aos 34´, Cavém empatou. Quatro minutos depois o Real fez mais um com Puskás (era o terceiro dele no jogo…). Com a desvantagem no placar ainda no primeiro tempo, o Benfica precisava de pelo menos dois gols para virar o jogo. Foi então que surgiu a estrela de Eusébio. Depois do gol de empate marcado por Coluna aos 51´, o “Pantera Negra” virou para o Benfica aos 65´, de pênalti, e ampliou apenas três minutos depois: Benfica 5×3 Real Madrid. O placar se manteve assim até o final e o Benfica impunha ao Real Madrid sua primeira derrota em uma final de Liga dos Campeões. Após a conquista europeia, o treinador Béla Guttmann pediu um aumento de salário para a diretoria do Benfica, que negou mesmo com o sucesso do húngaro a frente do time. Por conta disso, Guttmann deixou o Benfica.
O Benfica disputou novamente o Mundial Interclubes em 1962, dessa vez contra o Santos de Pelé. O primeiro jogo foi no Brasil, com o Maracanã lotado com mais de 90 mil pessoas. O jogo foi duro e disputado, mas o Santos venceu por 3 a 2, gols de Pelé (2) e Coutinho, com Santana (2) descontando para o time português. Na volta, em Lisboa, o Estádio da Luz estava lotado. Os portugueses, animados com a dureza que o Benfica impusera ao Santos no Brasil, tinham a certeza de que haveria uma terceira partida, tanto é que até os ingressos já estavam prontos. Eles estavam muito confiantes. Porém, esqueceram de avisar àquela torcida que do outro lado estava o Santos. O peixe jogou muito, mas muito, e não deu chances ao rival em nenhum momento. Pelé fez logo dois gols aos 15´ e aos 25´. Coutinho fez o terceiro, Pelé fez o quarto e Pepe fechou o caixão: 5 a 0. O Benfica ainda fez dois gols, para não ficar tão feio, com Eusébio e Santana, no final do jogo, mas era tarde: Santos 5×2 Benfica. Ali seria a última vez que o esquadrão português disputaria um título mundial.
O Benfica voltou a conquistar o título de campeão português na temporada 1962-1963 com outra boa campanha e com José Torres sendo o artilheiro do campeonato com 26 gols. Na mesma temporada o time voltou a brilhar na Liga dos Campeões da UEFA e alcançou novamente a final da competição, contra o Milan. Mas o que era para ser o tricampeonato continental dos portugueses virou um pesadelo. Eusébio abriu o placar aos 18´do primeiro tempo para o Benfica. O time parecia que venceria fácil, mas uma lesão de Coluna deixaria o time frágil para o restante do jogo. Com isso, o Milan aproveitou, virou o jogo com dois gols do artilheiro Altafini, e faturou sua primeira competição europeia. O Benfica conhecia pela primeira vez a derrota em uma final de Liga. 
O time fez história, contudo, em casa, ao colecionar diversos títulos nacionais. Na temporada 1963-1964 o esquadrão vermelho venceu o Campeonato Português com 21 vitórias, quatro empates e apenas uma derrota, e estrondosos 103 gols marcados em 26 jogos! Eusébio foi o artilheiro do torneio com 28 gols e começaria ali sua hegemonia como maior goleador do país nas temporadas seguintes. Na Copa de Portugal do mesmo ano, o Benfica conquistou o torneio com acapachantes 6 a 2 no maior rival, o Porto.

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