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» » » » Pole Position Especial: As vitórias de Fittipaldi e Pace em Interlagos

O GP do Brasil é uma das etapas mais longevas do Mundial de F1. Sem contar a edição extracampeonato, realizada em 1972, foram 43 edições de uma história que terá mais um capítulo escrito no próximo domingo em Interlagos. Um circuito histórico e palco de corridas incríveis, vitórias inesquecíveis e a maior decisão de título em todos os tempos na categoria. Mas a F1 no Brasil teve passagem igualmente marcante pela Cidade Maravilhosa. No hoje saudoso Autódromo de Jacarepaguá, o Rio de Janeiro recebeu o Mundial em dez oportunidades, viu o ‘Professor’ Alain Prost receber a alcunha de ‘Rei do Rio’ em alusão às suas cinco vitórias no seletivo circuito, mas também presenciou a primeira dobradinha dos brasileiros mais vitoriosos na F1: Nelson Piquet e Ayrton Senna. Senna, aliás, fez sua estreia na F1 exatamente em Jacarepaguá, em 1984.
Prost, aliás, é o maior vencedor da história do GP do Brasil. Com cinco conquistas em Jacarepaguá e uma na então renovada Interlagos, em 1990, o francês soma seis vitórias, contra quatro de Michael Schumacher. Os pilotos brasileiros também aparecem em destaque: Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet, Ayrton Senna e Felipe Massa somam dois triunfos, cada.
Outros sul-americanos também brilharam por aqui: Carlos Reutemann, hoje senador na Argentina, já venceu três vezes o GP do Brasil. Juan Pablo Montoya, por sua vez, triunfou duas vezes, uma correndo pela Williams e outra pela McLaren. No que tange às equipes, a McLaren é a maior vencedora da corrida, com 12 conquistas, mas não tem a menor chance de ampliar seu retrospecto positivo neste ano.
O GP do Brasil é sempre lembrado pelos pilotos por apresentar um dos melhores ambientes ao longo do Mundial de F1. Os fãs brasileiros são sempre elogiados pelos competidores, que conseguem enxergar um astral mais humano. Assim como no México, trata-se de uma multidão mais calorosa e que é capaz de tirar do artificialismo que a F1 se depara quando vai correr em cenários faraônicos, porém sem vida, como Abu Dhabi, Bahrein, Cingapura e Sóchi, por exemplo.
Em quatro capítulos vamos contar a história do nosso mais querido GP. Nesta primeira edição vamos contar que o dia 11 de fevereiro de 1973 representou a entrada definitiva do GP do Brasil no Mundial de F1 depois da estreia extraoficial um ano antes. E, para o público brasileiro, a corrida não poderia ter desfecho melhor. Diante de um circuito de alta velocidade em Interlagos, com sua extensão de quase 8 km, Emerson Fittipaldi chegava a São Paulo no auge, como campeão do mundo e a bordo da Lotus 72D preta e dourada. Além de Emerson, José Carlos Pace, Wilson Fittipaldi e Luiz Pereira Bueno integraram o grid.
Emerson venceu a corrida diante de uma enorme multidão, que encarava um forte calor em Interlagos. A vitória foi obtida depois de um grande domínio. O brasileiro foi seguido por Jackie Stewart, da Tyrrell, e Denny Hulme, da McLaren. Desde então, o GP do Brasil jamais deixou de ser realizado. Em 1974, Emerson iniciou sua arrancada para o bi com nova vitória em Interlagos.
Em 1975, a F1 vivia uma fase de ouro no Brasil. Pudera, já que Emerson Fittipaldi havia sido coroado como bicampeão do mundo. E além do ‘Rato’, outro piloto tupiniquim despontava como um grande nome no Mundial: José Carlos Pace. Sem contar a presença de uma equipe genuinamente brasileira: a Copersucar-Fittipaldi. Definitivamente, era um grande momento para o esporte a motor no país.
Novamente, o calor se fez presente em Interlagos. Em pleno verão, os pilotos tinham de encarar um desafio em alta velocidade na tarde de 26 de janeiro daquele ano. Jean-Pierre Jarier, pela segunda vez consecutiva, conquistava a pole-position, com Emerson largando em segundo e Pace em sexto. Mas foi ‘Moco’ quem deu o show na pista e pulou para terceiro lugar, enquanto Emerson caiu para sétimo. O piloto da Brabham assumiu a liderança na 32ª de 40 voltas, após o então líder, Jarier, abandonar com problemas na injeção de combustível. Aí, foi só correr para o abraço e comemorar com a torcida aquela que seria sua única vitória na F1. De quebra, Pace teve Emerson Fittipaldi ao seu lado para comemorar a primeira dobradinha brasileira da história da F1.

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