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» » » » » Pole Position Especial: As vitórias de Senna em Interlagos

Depois de quase uma década fora, a F1 finalmente voltava a realizar o GP do Brasil em Interlagos. Uma pista remodelada e encurtada para cumprir com os novos padrões de segurança exigidos pela FIA. Dos quase 8 km, o traçado foi reduzido para pouco mais de 4 km. Saíram as velozes curvas 1 e 2, que deram lugar ao S do Senna, idealizado pelo próprio Ayrton no processo de reforma liderado pela então prefeita Luiza Erundina. Mas Senna não venceu na primeira corrida no novo Interlagos. Deu Alain Prost em 1990. Ayrton teve de adiar para 1991 o sonho de vencer em casa. E o sonho foi enfim realizado, e de forma épica.
Quem analisa o fato que Senna liderou o GP do Brasil de 1991 de ponta a ponta depois de ter largado na pole imagina que o então bicampeão do mundo teve vida fácil. Enorme engano. Na parte final da corrida, o câmbio da McLaren do brasileiro travou na sexta marcha. Assim, foi muito difícil controlar a vantagem perante Riccardo Patrese, com uma poderosa Williams que se aproximava perigosamente. Mas com a chuva dando as caras em Interlagos, Senna controlou no braço e com muito esforço sua McLaren para vencer, enfim, pela primeira vez no Brasil. Diferente de 1991, quando contava com um grande carro, em 1993 Ayrton Senna contava com uma McLaren infinitamente inferior ao das Williams-Renault de Alain Prost, que voltava depois de um ano sabático, e Damon Hill. Em condições normais, a Williams era franca favorita, tanto que Prost e Hill dividiram a primeira fila do grid, enquanto Senna largava ao lado do jovem Michael Schumacher na segunda fila. Só que aí a chuva, sempre a chuva em Interlagos, apareceu para mudar todo o jogo de forças. Um dilúvio desabou no circuito e fez alguns pilotos rodarem em plena reta dos boxes. Aí a direção de prova acionou o safety-car, um procedimento pouco comum àquele tempo na F1.
Nesse meio tempo, Christian Fittipaldi acabou rodando na entrada do S do Senna com sua Minardi. E, segundos depois, Prost perdeu o controle da sua Williams no mesmo ponto, bateu no carro de Christian e ficou atolado na brita, para festa da torcida brasileira em Interlagos. Na relargada, Hill era o líder, mas tinha de lidar com a performance superior de Ayrton Senna diante do asfalto molhado. Na 41ª volta, o britânico, então apenas um novato na Williams, não resistiu. Senna lhe aplicou um autêntico drible, fez uma ultrapassagem incrível e rumou para sua segunda e última vitória no GP do Brasil de F1. A primeira corrida da temporada de 1994 marcava a tão esperada estreia de Ayrton Senna pela Williams. Depois de anos de expectativa, finalmente o tricampeão teria a chance de correr pela equipe que dominava a F1 naquele início da década. Mas o FW16 não era mais o ‘carro do outro mundo’ que assombrou o esporte nos tempos de Mansell e Prost.
Ainda assim, no braço, Senna conquistou a pole-position, mas com Michael Schumacher, da ascendente Benetton, bem perto, em segundo. Diante de uma multidão, Senna largou na frente, mas Schumacher não lhe deu sossego um só momento. Naquela temporada, o reabastecimento estava de volta à F1, e foi exatamente em meio a este procedimento que o alemão conseguiu ganhar a posição de Senna. No primeiro pit-stop, a Benetton acabou sendo mais rápida que a Williams e conseguiu devolver Schumacher à frente. Por mais que tentasse, Senna jamais conseguiu alcança-lo. Na parte final da corrida, Ayrton rodou na saída da subida da Junção e deixou o motor Renault do seu carro apagar. A multidão, desolada, começava a deixar o autódromo. Aqueles que ficaram conseguiram ver o jovem Rubens Barrichello terminar em quarto. 
A partir de 2004, o GP do Brasil passou a ser disputado no fim da temporada. Naquele ano, o título já estava definido há tempos em favor de Michael Schumacher. Mas nos quatro anos seguintes, Interlagos foi palco de grandes decisões de título e conheceu novos campeões mundiais.
Em 2005, bastou um terceiro lugar para que Fernando Alonso finalmente encerrasse uma sequência de cinco títulos mundiais de Michael Schumacher para conquistar, pela Renault, seu primeiro título mundial. A vitória naquele GP ficava com Juan Pablo Montoya, com Kimi Räikkönen, que ainda nutria chances matemáticas de chegar ao título, em segundo lugar.

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