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» » » » » Pole Position Especial: As vitórias de Massa e a despedida de Barrichello em Interlagos

O GP do Brasil de 2006 foi ainda mais especial para Alonso. Mas não apenas para o asturiano, que confirmava o título com nove pontos de vantagem para Michael Schumacher. O heptacampeão largou apenas em décimo, buscou a recuperação, teve um pneu furado, caiu para último, empreendeu outra enorme reação e terminou em quarto. Com uma exibição de gala, o piloto encerrava sua primeira passagem na F1, mas deixava para trás as chances de levar o título pela oitava vez. Alonso conseguiu se garantir com o segundo lugar. O espanhol só não foi páreo para Massa, que fez uma corrida irrepreensível e vencia pela segunda vez na F1. Era seu primeiro triunfo em casa, que foi conquistado com um macacão todo especial, em verde e amarelo, quebrando um protocolo histórico da Ferrari.
O cenário da decisão do título de 2007 era muito favorável aos dois pilotos da McLaren. Lewis Hamilton chegava a Interlagos com 107 pontos, contra 103 do então companheiro e grande rival, Fernando Alonso. Kimi Räikkönen, da Ferrari, ainda tinha chances, mas claramente era o azarão, com 100 pontos. Assim, só um desastre poderia tirar o título de Pilotos da McLaren. E, na prática, foi o que aconteceu.
Massa, com grande desempenho em Interlagos, largou na pole-position e escapou na liderança. Hamilton abriu a prova em segundo, mas fez uma primeira volta muito ruim e cometeu um erro crucial, despencando para oitavo. Pouco depois, o novato britânico cometia outra falha e caía para o fim do grid. Era praticamente o fim das suas chances de título. Alonso perdia contato com a dupla da McLaren, mas era o terceiro, ainda com chances razoáveis. Como já era esperado, Massa ajudou o parceiro Kimi e abriu passagem para o finlandês na volta 50, servindo como escudo ao companheiro de equipe. Mas Alonso sequer ameaçava o segundo lugar, que lhe daria o tricampeonato.
No fim, Räikkönen venceu e tornou-se pela primeira e única vez campeão do mundo. Massa terminou em segundo e Alonso completou o pódio. O espanhol, embora tenha perdido a chance de ser tricampeão, não conseguiu disfarçar a alegria pelo revés do seu grande rival na McLaren. Assim, depois de ver toda a preferência de Ron Dennis e da cúpula do time britânico por Hamilton, Alonso se sentia vingado pelo próprio destino. Nunca, jamais na história a F1 viveu uma decisão tão dramática quanto a de 2008. E é provável que jamais viverá algo sequer parecido com o ocorrido naquele 2 de novembro de 2008. Hamilton chegava a Interlagos como amplo favorito ao título e somava 94 pontos na liderança, contra 87 de Massa, o único capaz de batê-lo.
Era possível a Massa conquistar o título? Improvável, mas era possível. Afinal, o brasileiro teria de vencer o GP do Brasil, o que era algo bastante plausível de acontecer considerando seu retrospecto nos anos anteriores. Mas para consolidar o título, Felipe teria de torcer para Hamilton cruzar a linha de chegada pelo menos em sexto lugar. Quase deu!  Diante de uma pista bastante úmida, Massa cumpriu com aquilo que dele era esperado. Largou na pole-position e só não liderou a corrida quando teve de entrar nos boxes para trocar pneus. Por sua vez, Hamilton ‘jogava com o regulamento debaixo do braço’ e ocupava a posição necessária para ser campeão na conta do chá: quinto. Mas, nas últimas voltas, o britânico foi surpreendido pelo grande desempenho de Sebastian Vettel e caiu para sexto. Aí o que era comodismo virou desespero.
Na última volta, Massa seguiu na frente e completou a corrida como vencedor. Seu triunfo fez o público brasileiro vibrar de emoção, mas ainda faltavam alguns carros para passar. A pista estava mais seca no fim, e isso prejudicou sobremaneira a estratégia de alguns pilotos que apostavam no melhor desempenho dos pneus de chuva, como as Toyota de Jarno Trulli e Timo Glock. E nos metros finais, na Junção, Hamilton conseguiu ultrapassar um lento Glock para voltar ao quinto lugar. Aí, quem riu por último riu melhor. Para festa da McLaren e da torcida inglesa, Hamilton conquistava, de forma histórica, seu primeiro título mundial. A Felipe, a vitória foi como um prêmio de consolação, mas foi uma conquista sofrida diante do título que lhe escapou por um pequeno detalhe.
Dono da mais longeva carreira da história da F1, Rubens Barrichello completou seu 323 GP diante da sua torcida, o GP do Brasil de 2011. O piloto completou 70 voltas com a Williams-Cosworth e terminou em 14º lugar. Àquela época, a Williams nem de longe brigava pelas primeiras posições. No fim das contas, Barrichello alimentava o sonho de renovar com a Williams para disputar sua 20ª temporada na F1. Mas não houve jeito, já que o time chefiado por Frank Williams decidiu optar por outro brasileiro, Bruno Senna, para completar dupla com Pastor Maldonado em 2012. Assim, sem despedidas e com a esperança de um retorno que jamais aconteceu, Barrichello encerrou sua jornada como piloto de F1.
A temporada de 2012 foi uma das mais empolgantes da década na F1. É bem verdade que a Red Bull mantinha o domínio exibido desde 2010, mas daquela vez a Ferrari tinha feito um grande carro, tanto que Fernando Alonso conseguia perseguir de perto Sebastian Vettel. Depois de ver Lewis Hamilton vencer o primeiro GP dos Estados Unidos, em Austin, e ver Alonso em terceiro, Vettel seguiu para Interlagos com 13 pontos de vantagem para o espanhol. A matemática do título indicava, então, que Alonso teria de somar 14 pontos a mais que Vettel no GP do Brasil, a última prova do campeonato, para se sagrar campeão. Faltou pouco, muito pouco.
A corrida teve seus contornos dramáticos, o que foi amplificado pela chuva. Vettel largou em quarto, três posições à frente de Alonso. Mas na entrada da Curva do Lago, a Red Bull do alemão foi tocada pela Williams de Bruno Senna e por muito pouco não foi acertada por outros carros. Sorte de campeão? A sequência dos fatos provou que sim. Lá na frente, outro alemão, Nico Hülkenberg, fazia a prova da vida e liderava até a volta 47, quando foi superado por Lewis Hamilton. Quando tentava recuperar posição, na entrada do S do Senna, ambos se tocaram, com Lewis levando a pior e abandonando. A vitória, então, caiu no colo de Jenson Button, que seguiu rumo à vitória em Interlagos.
Com um grande desempenho e sem cometer mais erros, Vettel conseguiu o resultado que precisava para faturar o tricampeonato. Alonso contou com a ajuda de Massa e ganhou a segunda posição, mas precisava ainda ultrapassar Button e vencer a corrida. Não houve tempo. Paul di Resta, debaixo de muita chuva, bateu forte na Curva do Café, e assim a corrida foi encerrada sob safety-car, que entrou quando restavam duas voltas para o fim. Com Alonso em segundo e Vettel em sexto, o alemão conquistava pela terceira vez o título mundial de F1.

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