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» » » Canetadas: Por qual escolher, Roger na escola ou Renato na praia?

Estamos em uma passagem de século, onde os resquícios do século vinte vão ficando para trás, sendo engolidos pelo que traz a humanidade o novo século vinte e um. No futebol não é diferente. O que se conheceu por futebol até os recentes anos que se passaram vão dando lugar as novas mentalidades de um século que chegou. Apenas o que e quem se atualiza resiste ao tempo. No século anterior ainda sequer tínhamos futebol. Ele chegou com pouco luxo, em regras simples e realizado em espaços muitas vezes improvisados. Mas ao longo das décadas foi se tornando uma das maiores fontes de renda do mundo. A FIFA se criou para estabelecer novas regras, conceitos e exigências, assim como as federações nacionais.
Estádios e Arenas de muito luxo foram levantados e a ida do torcedor não é mais apenas para a partida de futebol, mas sim para estar em um centro de compras. Salários se multiplicaram, passes de atletas inflacionaram e ingressos supervalorizaram. Em campo o atleta também virou popstar e tem a sua vida acompanhada principalmente fora de campo. Os treinadores que eram professores pela experiência passada, se tornaram alunos do mundo da bola que não para de girar em busca do conhecimento.
A Europa, que há algumas décadas é referência para o futebol mundial, foi dominada por treinadores que vencem por estudarem, se apriomorarem, saberem cada passo do adversário pela repetição da análise de sua trajetória até aquela partida. São poliglotas como Guardiola, que para a sua coletiva de apresentação no Bayer de Munique, dominava o alemão em perfeição. São dedicados como Zidane, que estagiaram em todas as divisões de base do seu clube, como fez ele no Real Madrid, quando assumindo os galáticos chegou logo ao seu primeiro título. Tudo se espalha. Chega ao Brasil.
São insaciáveis do saber, como Roger Machado, que de jogador dedicado passou a um treinador exemplar. São visionários como Rogério Ceni, que se preparou desde jogador para ser o treinador que o São Paulo precisa. São fascinados pelo que trabalho, como Cuca, que conhecia cada passo de seus adversários antes que os dessem. São viciados, como Tite, que sabe fazer de um amontoado de homens, um grupo de jogadores taticamente perfeitos em campo. O mundo que abre as portas ao século novo, também abriga aqueles que desejam que o futebol respire sem o encadernamento dos livros táticos. São homens que acreditam que a magia não escrita pode superar o descritivel futebol moderno.
Renato Portaluppi comemorou o título da Copa do Brasil pelo Grêmio com a certeza de que "aqueles que não sabem vão a Europa estudar". Ele falava aos que haviam ridicularizado a sua chegada após um tempo sabático nas praias cariocas. No dia seguinte o recém chegado de cursos na Europa, Rogério Ceni, foi apresentado no São Paulo para dizer que "Os que são campeões tem história para contar". Perfeita definição de quem vive os dois lados em sua chegada ao Morumbi. Rogério sabe que os estudos jamais seriam suficientes para que ele chegasse aonde está e que apenas a idolatria da sua torcida pelas suas montagens é capaz de fazer com que ele chegue a ter muitas histórias para deixar aos são paulinos de todas as gerações. Não importa o século que se escolha camuflar os seus ideais, eles apenas terão pleno êxito quando se encontrarem com o coração de um professor que bate unicamente na sintonia da história vitoriosa de seu clube.

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