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» » » » » "Retrospectiva": Sempre recordaremos a campeã Chapecoense

Todos os que amam a vida humana, o esporte e o futebol estarão com o coração partido em mais pedaços do que as três partes a qual ficou o avião fretado pela equipe da Chapecoense de uma empresa boliviana. O mistério se com a autorização da ANAC o vôo direto chegaria a Colômbia ficará eternizado, tanto quanto a dor pela qual fomos acordados naquela nublada manhã de Terça-Feira. A aparente alegria parcial de quem não embarcou ao vôo, seja por lesão, escolha do treinador ou mesmo por ter o passaporte vencido, não se sustenta com a evidente tristeza daqueles que se foram, sendo completa e sem fim a tristeza.
A chegada não foi apenas a final da Copa Sul-Americana, mas ao coração de todos os brasileiros que clamavam a plenos pulmões o quanto a equipe do índio Condá é gigante. A flechada que recebemos naquela manhã transpassa a alma e ainda é maior do que as palavras existentes em nosso dicionário. São jovens, país de família que tiveram interrompidos os sonhos de fazer felizes aqueles que amam e por quem deram a vida. Caberá aos autos da história encontrar definições capazes para retratar a imensa dor que aflige o coração dos que já haviam dado um lugar no coração vermelho pulsante, ao verde campeão. O silêncio das vozes que se calam, os aplausos das mãos que se abaixam, as lágrimas que alagam o mar de tristezas, o despedaçar da parte que se vai quando levam o que é nosso. Somos iguais, sem cores, hinos ou bandeiras, somos pela vida, pelos verões que superem os invernos, pelas mãos que se abram para unirem os ideais, pelas retinas que jamais esquecerão a alma que um dia vibrou pela Chapecoense.
A última partida da Chapecoense marcou o título brasileiro do Palmeiras. Quando as semifinais do Campeonato Paulista de 2016 se encerraram e o Palmeiras foi eliminado, Cuca disse que o clube de Palestra Itália iria brigar pelo título do Brasileiro de 2016. Foi motivo de brincadeiras de rivais. Enquanto isso o elenco se reforçava e trabalhava. Muito. O torcedor foi se aproximando e comprando a idéia de Paulo Nobre, o presidente que foi de vilão a ídolo de uma torcida que havia sofrido muito nas últimas temporadas com rebaixamento e derrotas expressivas. A confiança foi se aproximando e o Allianz Parque se tomando de torcedores verdes a cada dia mais. As oscilações aconteceram nas primeiras rodadas, mas tal qual Dudu, o time todo foi se encaixando na filosofia e na sorte de Cuca. A calça vinho apareceu, o tênis tomou o lugar, a camisa 8 se vestiu perfeitamente na competência de quem foi o melhor treinador do futebol nacional nesta temporada.
Jaílson assumiu o lugar de Fernando Prass, após a lesão do titular, e não perdeu nenhuma das partidas que disputou. Prass aliás, foi a rima perfeita de saber como ninguém o quanto o orgulho do torcedor foi resgatado, desde 2013 no clube, ele chegou em uma série B para ser um ídolo da galeria do clube de imortais goleiros. Fabiano, autor do gol decisivo da partida final contra a Chapecoense, chegou do Cruzeiro contestado, mas protegido pelo treinador, e quando não estava na lateral direita dava lugar a Jean, com o volante Gabriel entrando sempre bem para ajudar. Mina foi um achado do Palmeiras excepcional, e ao lado de Vítor Hugo realizou uma das melhores zagas do campeonato. Edu Dracena foi mais uma vez campeão, mesmo em um rival diferente do ano passado. A lateral esquerda do verde foi dominada pelo interminável Zé Roberto, que duas décadas depois conquistou o que perdeu em pleno Olímpico, com a camisa da Portuguesa. Moisés quando chegou ao Palmeiras disse que iria brigar por títulos, mas ninguém acreditava no recém eliminado da Libertadores e com Tchê Tchê, chegado da sensação Audax, ele formou uma inesquecível dupla de volantes. Cleiton Xavier apareceu quando necessário, Roger Guedes foi necessário ser encontrado onde era desacreditado. Dudu deixou de lado as broncas do treinador e chapelou mais uma vez os rivais, agora dentro de campo, foi o capitão do título, estando a altura de seus 1,67. O menino Gabriel Jesus deixou em sua última fala ao público presente na Arena um pedido. Que jamais se esqueçam dele. Será impossível. Quanto sentimento e quanto futebol.
Foram mais do que os contados jogadores em campo, os vencedores naquela noite histórica de domingo não tem limites e são incontáveis. Os milhares de corações verdes espalhados por todo o país soltaram o grito que há mais de vinte e dois anos estava guardado em uma alma que sabe cantar e vibrar como ninguém. Parafraseando Joelmir Betting, é real a afirmação de que explicar o sentimento de ser Palmeirense a quem não é, se torna impossível, e a quem é, certamente é desnecessário. A festa na vitória sobre a Chapecoense foi um espelho do que se viu durante todas as rodadas deste histórico brasileiro, em gerações que viveram tantos títulos na Academia, passando pelas garras de Emerson Leão, pulsando na parceria mais que vitoriosa com a Parmalat, pelos anos de Marcos e Luís Felipe Scolari e se atualizando com  a geração que se despede de Gabriel Jesus, sonha com a Libertadores na volta de Fernando Prass e agradece a reestruturação da sua história em dois títulos nacionais em tão pouco tempo. O verde que te quero verde está de Parabéns e o Brasil foi pintado de verde e branco, as cores do campeão brasileiro de 2016, da eterna campeã Chapecoense e do maior vice-campeão da história, o Atlético Nacional, que na Colômbia realizou o mais perfeito ato de homenagem que o torcedor brasileiro precisava. Obrigado Colômbia!

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