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» » » São Paulo completa 81 anos da Refundação

O São Paulo nasceu em berço de ouro no ano de 1930, fruto da fusão de sócios e jogadores de dois grandes times da era amadora do futebol no Brasil - fato que gerou, como herança, as cores do clube (o vermelho do CA Paulistano, o preto da AA das Palmeiras e o branco comum a ambos). Também é de conhecimento de muitos que, quando o clube foi refundado em 1935, o mesmo não se repetiu. Reconstruído do zero, os jogadores, sócios e dirigentes do Tricolor batalharam muito para voltar a ocupar um lugar de destaque no cenário nacional.
Por causa dessa fase tempestuosa, o famoso jornalista Thomaz Mazzoni, em 1937, batizou o São Paulo como o "Clube da Fé", pois só com "a fé em seu destino e o amor ao seu hoje", o Tricolor voltaria a se tornar um dos grandes do futebol.
E foi em 16 de dezembro de 1935 que tudo recomeçou. A directoria do Grêmio Tricolor convida todos os srs. conselheiros e consócios para uma nova reunião a fim de tratar de assumptos do interesse geral que terá lugar hoje, ás 20 horas, na rua 11 de Agosto, 9-A.
Foram essas poucas linhas publicadas no jornal Correio de São Paulo do dia 16 de dezembro que convidaram os são-paulinos a se reunirem e a reerguerem o São Paulo Futebol Clube, que poucos meses antes, por desarranjos políticos internos, teve suas atividades suspensas temporariamente. Fundado em 1930 por dissidentes do Clube Athlético Paulistano e pela própria Associação Athlética das Palmeiras, embora inativo dentro das quatro linhas entre maio e dezembro daquele ano, o Tricolor Paulista não havia abandonado o coração da torcida por um segundo sequer. Aqueles aficionados se concentraram em frente ao local anunciado com antecedência e, às 19h, grande multidão já aguardava a reunião que daria novos rumos ao Clube da Fé. Às 20 horas teve início a assembleia mais intensa e emocionante da história do São Paulo. A sessão magna foi aberta pelo Tenente Porphyrio da Paz, cujas palavras de abertura fizeram vibrar a todos na casa. Terminado o discurso, o próprio Porphyrio foi indicado pelos colegas ali presentes a presidir os trabalhos da noite. Entre exclamações e muita animação foram propostos o estudo e aprovação dos estatutos, trabalho esse que durou mais de duas horas. Aprovados que foram os mesmos, deu-se início então à eleição da primeira nova Diretoria, que ficou assim constituída:
Presidente, Manoel Carmo Meca;
1º Vice-Presidente, Alcides Borges;
2º Vice-Presidente, Francisco Pereira Carneiro;
1º Secretário, Éolo Campos;
2º Secretário, Luiz Felipe Paula Lima;
1º Tesoureiro, Manoel Arruda Nascimento;
2º Tesoureiro, Izidoro Narvaes;
Diretor Geral de Esportes: Tenente Porphyrio da Paz.
Meca, o aclamado Presidente, não estava presente no início da assembleia em que foi honrado pois, justamente no dia anterior ao momento tão esperado por todos os são-paulinos, seu filho falecera. Ainda assim, sob luto, compareceu no decorrer da reunião e foi o primeiro signatário da ata que batizou o Tricolor. A continuidade do clube atribuída pelos fundadores desta segunda fase está demonstrada no registro da própria ata datada de 16 de dezembro de 1935, quando o presidente Manoel Carmo Meca prometeu que "os membros da diretoria não mediriam sacrifícios para que o Pavilhão Tricolor voltasse a tremular glorioso nos campos esportivos do Brasil, elevando cada vez mais o nome do São Paulo Futebol Clube, cognominado o Esquadrão de Aço", apelido este concedido ao Tricolor pelo time de Friedenreich.
Por volta da meia-noite, debaixo de salva de palmas e urras de vivas ao Clube, a São Paulo e ao Brasil, foi finalizada a sessão que trouxe de volta ao mundo o time que futuramente se tornaria um bastião do futebol arte e da competitividade, refletidos na vasta gama de jogadores exemplares e de conquistas obtidas.
Aos dezesseis dias do mês de dezembro de mil novecentos e trinta e cinco, nesta cidade de S. Paulo, às vintes horas, numa das salas do prédio nº 9ª, da Rua Onze de Agosto, perante grande número de pessoas interessadas que atenderam a um convite feito por intermédio da imprensa pela Diretoria do Grêmio Tricolor, realizou-se a assembléia que teve por fim fundar o 'São Paulo Futebol Clube'.
Na qualidade de um dos diretores do Grêmio Tricolor presente à reunião, o Sr. Tenente José Porphyrio da Paz, depois de expor os motivos da convocação da assembléia, pediu que indicassem um dos presentes àquela reunião, para dirigir os trabalhos. Por unanimidade foi indicado o nome do Sr. Tenente José Porphyrio da Paz, que assumindo a Presidência da mesa escolheu para seus secretários os Srs. Éolo Campos e Francisco Pereira Carneiro.
Depois de agradecer a sua indicação, o Sr. Presidente deu conhecimento da ordem dos trabalhos que obedeceram a seguinte ordem do dia: a) Leitura, discussão e aprovação dos Estatutos; b) Eleição da diretoria; c) Admissão de sócios como fundadores; d) Isenção de jóia; e) convocação de nova assembléia para eleição do Conselho Deliberativo e Fiscal; f) Registro dos Estatutos.
Atendendo, pois, a ordem do dia, o sr. Presidente mandou que o Secretário procedesse a leitura dos estatutos. Pede a palavra o sr. Dr. José Carlos da Silva Freire, que propôs que a discussão e aprovação dos estatutos fossem feitas por capítulos e pediu permissão para que ele mesmo procedesse a leitura dos estatutos a fim de facilitar os esclarecimentos que fossem necessários in laudo durante a discussão.
Aprovada esta proposta, o sr. Dr. Freire deu início à leitura e o sr. Presidente foi pondo à discussão e aprovação, capítulo por capítulo, sendo aprovados sem debates os capítulos 1º, 2º, 3º, 4º e 5º. Após a leitura do capítulo 6º, o sr. Edgard de Toledo pediu a palavra e propôs que a esse capítulo fosse aumentado o seguinte parágrafo, nas atribuições da Diretoria: " m) elaborar e afixar em lugar ostensivo da sede social o balancete mensal do movimento financeiro do clube para conhecimento dos associados". Esta emenda foi recebida com muita simpatia e aprovada unanimemente.
Em seguida, passou-se à discussão e aprovação os demais capítulos, sendo todos eles aprovados e declarados em pleno vigor, desde aquele momento, os estatutos, que em seguida vão transcritos:
[...]
Passa-se depois à segunda parte da ordem do dia: eleição da Diretoria. Depois de diversas indicações foi aclamada e eleita para o primeiro biênio a seguinte Diretoria, que tomou posse imediatamente, entrando logo em função: Presidente: Manoel Carmo Meca; 1º Vice-Presidente: Alcides Borges; 2º Vice-Presidente: Francisco Pereira Carneiro; 1º Secretário: Éolo Campos; 2º Secretário: Luiz Felippe Paula Lima; 1º Tesoureiro: Manoel de Arruda Nascimento; 2º Tesoureiro: Isidoro Narvaes e Diretor Geral de Esportes: Tenente José Porphyrio da Paz.
As terceira e quarta partes da ordem do dia, admissão de sócios fundadores e isenção de joia, foram discutidas conjuntamente, sendo resolvido que fossem aceitos como sócios fundadores a todos que se inscrevessem e preenchessem as formalidades dos estatutos até 31 de dezembro corrente e isento de joia todos os que se inscreverem até 31 de janeiro de 1936.
Antes de levantar a sessão, o sr. Presidente declarou que a diretoria iria tomar as providencias necessárias para que os estatutos fossem prontamente registrados e prometeu que todos os membros da Diretoria estavam dispostos a não medirem sacrifícios para que o pavilhão tricolor voltasse a tremular glorioso nos campos esportivos do Brasil, elevando cada vez mais o nome do São Paulo Futebol Clube, cognominado o 'Esquadrão de Aço'.
Debaixo de aplausos dos presentes, o sr. Presidente propôs que se consignasse em ata um voto de louvor e agradecimento ao dr. José Carlos da Silva Freire pelo esforço e dedicação que demonstrou na confecção dos estatutos do S. Paulo Futebol Clube e pelo interesse que tem dispensado para tudo que lhe é solicitado pelos seus diretores, sendo esta sua proposta unanimemente aprovada.
Nada mais havendo a tratar, o sr. Presidente declarou encerrado os trabalhos da Assembleia e mandou que se lavrasse a presente ata, o que foi feito por mim, secretário, e assinada pelos presentes.
Manoel do Carmo Meca
Cid Mattos Viana
Francisco Pereira Carneiro
Éolo Campos
Manoel Arruda Nascimento
Izidoro Narvaes
Francisco Ribeiro Carril
José Porphyrio da Paz
Eduardo Oliveira Pirajá
Frederico Antônio Germano Menzen
Francisco Bastos
Sebastião Portugal Gouvêa
Dorival Gomes dos Santos
Deocleciano Dantas de Freitas
Carlos A. Azevedo Salles Júnior
Assinaturas póstumas:
Alcides Rodrigues Borges
Álvares de Azevedo Bittencourt
Pedro Virgolino de Freire Sobrinho
Edmundo Granville Sobrinho
Thomaz Carlos André Mauri
Manoel Martins
Lázaro Pedroso
Álvaro Magalhães Leite
Paulo Brandão
Mário Ambuba
Edison Fonseca
José Azevedo Ribeiro
Brasilino Marcucci
Manoel Lopes
Manoel Pereira Amarante
Jarbas de Castro
Edgard Toledo
Edmundo Toledo
Jayme Roso
Ariosto Amalfi
Egydio Toledo
Waldemar R. Albien
Herculano Bastos
Adonyram Alves de Oliveira
Mário Silva Pereira
Olívio Alves
Antônio Queiroz
Joaquim Ribeiro
Antônio Góngora
Arnaldo Tedeschi
Joaquim Garcia
Humberto Sprovieri
Luís Felipe de Paula Lima
Álvaro Moraes
Jorge Paulo Moura
João Abílio Rogério
Ignácio Barbuchi
José F. Moreira
João Cananta Almeida
Pedro Pallow Sobrinho
Sebastião Rodrigues Negrão
Antônio Martins de Siqueira
Antônio Moraes Junior
Manoel dos Santos
Ruben Pazzanese
(Nome ilegível)
Bernardino Sampaio
José Penido
Oswaldo Richtman
Durval de Figueira Filho
José da Silveira Cintra
Luiz de Freitas
Cícero Faro
Sylvio Faro
Eduardo Faro
Paulo Ribeiro Villela
Polycarpo Meca
J. B. Gomes Parnahyba
João Sarrea
Cyro de Barros Azevedo
Aloísio de Souza Vianna
Terante J. Abílio
João Gomes Martins Sobrinho
Diamantino Cravo
José de Oliveira Filho
Vitoriano Garcia da Fonseca
José Moreira de Toledo
José Loureiro
Antônio M. Sobrinho
Renato A. Ribeiro
George de Assis Fonseca
João Camargo de Souza
José Bueno Franco
E outros 206 nomes que assinaram após o lavramento da ata.

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