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» » » » Abre Aspas Exclusivo: Hugo Botelho

O "Abre Aspas" dessa semana tem a honra de entrevistar Hugo Botelho. O mineiro de Lavras, que iniciou a sua carreira como locutor na Rádio Rio Grande FM em Lavras, conta da sua vocação para trazer as emoções do futebol aos ouvintes, a inspiração no conterrâneo José Silvério.  As aspas de Hugo narram ainda as suas maiores lembranças na carreira e contam a sua opinião sobre os que trabalham sem receber nos meios de comunicação em busca de espaço, dos jornalistas assumirem o seu clube de coração e ainda nos presenteia com a seu agradecimento aos que acompanham o seu trabalho.

Vagner Freitas: Como surgiu em sua vida o caminho da narração esportiva? Alguém especial que em que se inspirou?

Hugo Botelho: Ainda criança, eu ouvia transmissões pelo rádio e nunca pensei em ter outra profissão se não narrador esportivo. 
Sempre ouvia as rádios Globo/RJ, Bandeirantes, Globo e Pan em SP e Itatiaia em BH. Me identifiquei com Silvério, talvez também pelo fato dele ter iniciado em Lavras, minha cidade natal.

Vagner: Muitos dizem ser um dom realizar a narração de partidas. Em sua carreira teve algum momento que ficou marcado de maneira especial para sempre? 

Hugo: Vários momentos. Minha primeira narração foi de um jogo entre Fabril x Flamengo de Varginha pelo Campeonato Mineiro. Quem é da região no Sul de Minas, sabe o que era esse jogo. O Fabril venceu em Varginha. No mesmo estádio fiz a minha primeira transmissão Internacional: Brasil 3 x 1 Iugoslávia. Primeiro jogo de Parreira no comando do time campeão mundial 94. 
Tive a oportunidade de narrar todas as finais ou jogos que decidiram Campeonatos Brasileiros de 1996 até 2014. Copas do Brasil em 10 edições; Copas do Mundo de 06/10, inclusive a final, 10 finais de Libertadores, Mundial do Corinthians... 
Isso tudo marca muito.

Vagner: Certa vez li uma declaração sua em conversas com torcedores no Facebook de que não está no rádio esportivo em São Paulo atualmente porque não aceita trabalhar gratuitamente e nem quando era iniciante assim fez. Qual a sua visão sobre os trabalhos realizados desta maneira, em que na busca do espaço, alguns se aventuram a estar sem remuneração em algum veículo de comunicação. É um caminho perigoso que diminui a qualidade técnica das transmissões, facilita o desdém por profissionais que passaram anos de sua vida se formando?

Hugo: Nunca aceitei trabalhar sem remuneração para ninguém. Quando eu tinha 08 anos, meu pai mandou fazer um engraxate e eu ia engraxar sapatos em frente a barbearia dele aos sábados. De cara eu perguntei quanto eu ia ganhar. Era dividido. E assim foi por 3 anos. 
Eu não vejo um estudante de medicina sem espaço ir a um hospital se oferecer para fazer plantões gratuitamente em busca de espaço. Eu não vejo um garçom, motorista, estudante de direito, enfermeiro,  balconista, vendedor seja de qual seguimento for se oferecendo para trabalhar de graça, apenas em troca de espaço.
É uma falta de respeito com os colegas de profissão, com a profissão em si e com ele mesmo. Compromete e muito a qualidade da entrega, pois geralmente etapas de crescimento, amadurecimento profissional são queimadas. E amanhã a vítima será ele.

Vagner: Você é Cruzeirense assumido, mas muitos jornalistas não assumem publicamente o seu clube, recentemente Mauro César sofreu retaliações por se declarar Flamenguista e fazer críticas ao Palmeiras. Você já passou por alguma situação assim em sua carreira?

Hugo: Nunca. Antes de ser um profissional, eu era um simples torcedor. E continuo. É meu direito. Não abro mão.

Vagner: Dias atrás renovou o seu contrato com a ESPN e também atua na Rádio Bandeirantes de Campinas. Mas muitos ainda sentem falta de você em outros meios de comunicação, como o rádio em São Paulo. Recentemente postou uma mensagem de um torcedor deficiente visual contando o quanto via o jogo pela sua voz. Quanto esse carinho do torcedor lhe motiva a continuar a sua carreira com o mesmo brilhantismo e alegria?

Hugo: Você foi a um ponto nevrálgico. É esse carinho e respeito que me impulsiona. Eu estou fora do rádio de São Paulo também por opção. Assim que foi encerrado o projeto rádio da ESPN, fui procurado por duas emissoras da capital. Mas o que me ofereceram como salário, foi um desrespeito. Você tem uma responsabilidade enorme em suas costas. Uma transmissão necessita ter conteúdo, a entrega qualificada. E isso tem um valor. 
A Bandeirantes Campinas me valorizou e dou o meu melhor quando escalado. Na ESPN, estou desde 2013.

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