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» » » » Canetadas: Demissão de Ranieri pinta o Leicester de verde e amarelo

Estamos contando a história do atual campeão inglês e do atual melhor técnico do mundo, eleito a poucos meses pela FIFA. Mas poderia ser qualquer página de um clube mal estruturado do futebol brasileiro. Campeão inglês com o Leicester na temporada passada, o técnico italiano Claudio Ranieri foi demitido nesta quinta-feira. Os resultados no campeonato inglês são negativos se comparados a épica temporada passada, mas ainda acima de qualquer outra temporada do até então inexpressivo time inglês. O Leicester é o 17º colocado do Campeonato Inglês com apenas 21 pontos, um só a frente do Hull City, primeiro time na zona de rebaixamento. Na Liga dos Campeões, o time até vai bem. Disputa vaga nas quartas de final com o Sevilla (perdeu o primeiro jogo por 2 a 1), mas a péssima campanha no Inglês pesou bastante. O assistente técnico Paolo Benetti e o preparador físico Andrea Azzalin, todos italianos, também deixam o clube. Craig Shakespeare e Mike Stowell assumem em conjunto o comando técnico interino da equipe até um novo nome ser anunciado.
A equipe inglesa durante anos amargou divisões nacionais inferiores e quando ocupou a divisão maior sempre brigou pelo rebaixamento. Perdeu jogadores que eram o coração da equipe e não se reforçou adequadamente. Priorizou a Champions League, sabendo não ter elenco para as duas competições. O ano passado, assim como foi para a Chapecoense (citando a campanha até as semifinais da Sul Americana) foi um oásis no deserto da vida do Leicester, e esperar que se o resultado não for tão glamouroso como o anterior, é desrespeitar a história de quem a construiu. O mesmo Ranieri (para citar apenas essa temporada) que colocou o time em uma inédita Champions e teve a façanha de passar por uma fase de grupos, é descartado na cultura do futebol brasileiro aplicado ao inglês. O Leicester tomou contornos de Brasil quando não respeitou o seu profissional mais competente e dedicado dos últimos anos. Quem vive de resultados acima da dignidade de um histórico ídolo se apequena e colherá os frutos, mesmo que podres.
Abre Aspas para Aiyawatt Srivaddhanaprabha, vice-presidente do Leicester:
"Essa foi a decisão mais difícil que tivemos que tomar nos últimos sete anos, desde que King Power tomou posse do clube. Mas somos obrigados a colocar os interesses de longo prazo acima de todo o sentimento pessoal, não importa o quão forte possa ser. Nós seremos para sempre gratos a ele pelo que nos ajudou a conseguir."
O futebol sempre será grato ao Leicester, de Ranieri, e do inesquecível título inglês de 2016.

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