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» » » » Canetadas: Três meses sem a eterna campeã Chapecoense

"Que se escutem em todos os continentes, sempre recordaremos a campeã Chapecoense". Com este canto os dias que seguiram a tragédia de Lá Unión foram embalados nos corações de todos aqueles que de perto ou de longe sentiram a dor da campeã Sul-Americana Chapecoense. O dia 29 de Novembro de 2016 amanheceu fazendo jus aos sentimentos dos brasileiros, cinzento e chuvoso, tais quais as lágrimas que jorravam de nossos olhos. Eles pareciam não acreditar no que viam. Mas a nossa alma sentia por todos. Foram 71 vidas que pela morte que passa alcançaram a vida que não passa. Pais, esposos, filhos, atletas, homens que levaram a risca o amor pelos seus e deram a vida pelo que acreditavam. A palavra acidente não é capaz de definir aquilo que foi provocado. Pela irresponsabilidade e pela ganância de quem também se foi no escuro e na chuva de La Union, nas matas que acolheram os amigos do Índio Condá.
As rádios colombianas noticiavam a pior tragédia da história do futebol e as listas de sobreviventes eram atualizadas a cada minuto. Crescia a esperança de que Danilo mais uma vez salvasse-se no último minuto. Não foi possível para ele. Foi para Follmann, Neto, Alan Ruschel, Rafael Henzel. Ficarão para sempre encrustadas em nossa memória as tristezas que foram presentes na manhã daquela Terça-Feira e também as lições de valorização da vida humana a cada oportunidade acontecida ou criada. Ninguém que acompanhou o reconhecimento e translado dos corpos ao Brasil, seguidos do velório coletivo aos gritos de "O campeão voltou", pode ter saído daqueles momentos a mesma pessoa.
A dor de dona Ilaides, o desabamento do mundo de todos os familiares, inclusive dos colegas de imprensa, a tristeza do filho de Keno, o silêncio dos próximos a Caio Júnior. A dor coletiva que abraçou a individual. O mundo do futebol que homenageou, se calou, aplaudiu e imortalizou o Clube Atlético Nacional em nossas retinas por um Atanásio Girardo pintado de branco por pombas e balões que se propagaram para um sem fim de desejos. O mundo desejou a paz em torno do verde de Santa Catarina, os rivais se deram as mãos, os dizeres foram universais de que jamais a Chapecoense estaria sozinha. A reconstrução passou por orações pelo descanso dos que se foram e consolo aos que ficaram, se somou a questões burocráticas do futebol em favor da equipe de Santa Catarina e a realização de amistosos para a arrecadação financeira pela própria Chapecoense contra o último adversário dos heróis, o Palmeiras e pela seleção brasileira em um fraternal agradecimento aos colombianos, que se tornaram nossos irmãos. Que jamais nos esqueçamos do que o povo colombiano fez pelos brasileiros. Os meses sempre serão acrescentados, os sobreviventes recuperados, mas jamais serão apagadas ou diminuídas as lacunas da história pela falta dos 71 que se foram. São espaços cravados em nosso coração pela flecha mais dolorosa que Condá nos atirou.

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